Como listar e imprimir os nomes das matérias de uma disciplina
O problema mais chato que eu já enfrentei com isso aconteceu numa planilha de matrícula que tinha 47 colunas e os nomes das matérias vinham em três formatos diferentes: código + nome completo, sigla isolada, e às vezes em inglês. Tive que fazer uma macro no LibreOffice Calc que via se a célula continha um número de 3 dígitos seguido de hífen, caso contrário assumia que era só a sigla, e aí substituía pelo campo Nome_Completo da tabela de disciplinas. Demorou 20 minutos pra escrever, mas depois funcionou pra 3 turmas sem eu ter que ficar copiando à mão.
Se você só quer o nome das matérias para imprimir num relatório simples, o caminho mais direto é ter uma fonte de dados organizada e gerar uma tabela única. O problema é que fontes raramente estão organizadas. Planilhas de professores, sistemas legados, exportações do SIAPE ou do SIGAA costumam trazer campos sujos — espaços extras, acentos inconsistentes, abreviações ambíguas como "Edf" que pode ser Edificações ou Educação Física dependendo do contexto.
Nome das matérias para imprimir: passos práticos
Primeiro, defina o que vai aparecer. Tem gente que quer só o nome da disciplina. Tem quem quer código + nome + carga horária + semestre. A decisão muda completamente a complexidade da saída. Se for só o nome, uma lista simples resolve. Se for um quadro horários, você precisa de alinhamento, quebra de linha e largura fixa de coluna.
A fonte mais confiável é um banco relacional ou uma planilha com colunas padronizadas. Se estiver usando Excel ou Calc, organize assim: coluna A com código, coluna B com nome completo, coluna C com semester/semana. Elimine linhas em branco no meio, porque toda ferramenta de impressão vai interpretar como separador de página ou como dado vazio.
Para gerar a impressão, evite planilhas diretas. Use um script Python pequeno com pandas e reportlab, ou até mesmo um bloco no Writer que importa dados CSV. O Writer permite vincular uma fonte de dados e montar um documento tipo mala direta. Você escolhe os campos que quer, coloca o "Nome das matérias para imprimir" num campo nomeado, e o programa substitui automaticamente. Funciona bem quando o volume é baixo, tipo 30 a 50 registros. Acima disso, o documento fica pesado e a impressão travava comigo numa época em que o Writer ainda processava cada registro individualmente.
Se for gerar PDF, use reportlab ou fpdf. Um exemplo mínimo:
```python
from reportlab.pdfgen import canvas
from reportlab.lib.pagesizes import A4
import csv
c = canvas.Canvas("materias.pdf", pagesize=A4)
width, height = A4
with open("materias.csv", encoding="utf-8") as f:
reader = csv.DictReader(f)
y = height - 50
for row in reader:
c.drawString(50, y, row["codigo"] + " – " + row["nome"])
y -= 20
if y < 50:
c.showPage()
y = height - 50
c.save()
```
Isso gera um PDF com os nomes das matérias para imprimir em lista vertical. Leva cerca de 10 segundos pra 200 matérias numa máquina comum.
O detalhe que ninguém conta: acentos e caracteres especiais. Reportlab padrão não renderiza cedilha ou til direito se a fonte não estiver configurada. Use Helvetica com encoding Latin-1 ou instale a fonte DejaVu. Sem isso, matérias como "Edificações" saem como "Edificações" no PDF. Já perdi duas horas corrigindo isso achando que era bug do sistema.
Outro ponto importante é a ordem de impressão. Nomes de matérias costumam seguir ordem alfabética por padrão, mas em alguns casos a ordem cronológica do currículo faz mais sentido. A solução é adicionar uma coluna de ordenação na fonte e usar `sorted()` antes de gerar a saída. Num curso de engenharia, por exemplo, colocar "Cálculo I" antes de "Física I" visualmente ajuda quem está montando grade horária, mesmo que alfabeticamente o contrário seja mais natural.
Se o problema for maior escala, tipo imprimir nomes das matérias para imprimir em centenas de turmas simultaneamente, invista numa automação com Jinja2 + WeasyPrint. Você monta um template HTML simples com tabela, passa os dados como variável, e o WeasyPrint converte pra PDF mantendo formatação CSS. É mais trabalho inicial, mas escala sem dor. Eu usei esse fluxo pra gerar relatórios mensais de matérias de um departamento inteiro, e o tempo de geração caiu de 45 minutos pro modelo manual pra cerca de 3 minutos com o pipeline automatizado.
Limitações reais: a qualidade da saída depende inteiramente da qualidade da entrada. Se os nomes das matérias estão errados na fonte, vão sair errados no PDF. Não existe mágica de correção automática confiável pra nomes próprios de disciplinas, porque há ambiguidade suficiente (ex: "Química Orgânica" vs "Química Orgânica II") pra confundir qualquer algoritmo simples. A revisão humana permanece necessária, especialmente pra normas acadêmicas que exigem nomenclatura exata.
Pra quem precisa de algo rápido sem programar, uma alternativa válida é exportar os dados do sistema acadêmico pra CSV, abrir no LibreOffice Calc, formatar como tabela, e usar a função de impressão direta. O Calc lida razoavelmente bem com quebra de página e repetição de cabeçalho. O único senão é que planilhas grandes tendem a demorar pra renderizar a prévia de impressão, o que pode frustrar quando o prazo é curto.
O que funciona na prática é ter um fluxo padronizado: fonte única de dados, validação básica de campos obrigatórios, template de saída fixo, e revisão antes do volume grande. Se seguir isso, o processo de nome das matérias para imprimir vira algo que leva menos de dez minutos por lote, em vez de uma tarde inteira de ajustes manuais.