Nome Dos Simbolos Do Teclado
O que todo mundo procura quando não sabe o nome das teclas
Acho que já vi isso em mil fóruns diferentes: alguém posta uma screenshot pedindo "qual o nome dessa tecla?", e quase ninguém consegue responder porque os nomes variam de acordo com o contexto. Tecla de função não é a mesma coisa que tecla de atalho, e a tecla Win tem nomes diferentes dependendo se você tá no Brasil ou nos Estados Unidos. Vou tentar organizar isso de forma que você não precise ficar rodando o Google três vezes. O termo técnico certo pra isso seria "nomenclatura das teclas", mas o pessoal pesquisa por nome dos simbolos do teclado mesmo, então faz sentido usar essa linguagem. Aqui vai um mapeamento direto: A linha superior num teclado ABNT2 começa com ESC (Escape), depois F1 até F12 (teclas de função). Em seguida vem a fileira numérica: ~ (til), !, @, #, $, %, ¨ (agudo), &, *, (, ), _, +. Essa última parte costuma confundir porque o símbolo ¨ é o acento circunflexo na disposição física, mas ele serve tanto pra agudo quanto pra til dependendo do layout de teclado.
A fileira das letras começa com Tab, depois Caps Lock, Shift, Ctrl, Alt Gr, Space (espaçador), Alt, Menu (a tecla do menu de contexto), Win (ou Logo), Ctrl do lado direito. Às vezes o pessoal chama a tecla Menu de "tecla de aplicação", que é o nome oficial da Microsoft, mas na prática todo mundo usa Menu. No cluster direcional você tem Home, PgUp, Seta cima, PgDn, End, Seta esquerda, Seta baixo, Seta direita, Insert (ou Inserir), Delete (ou Del). A tecla Print Screen fica acima dessas, junto com Scroll Lock e Pause. Esse último trio é um tesouro arqueológico — praticamente ninguém usa Scroll Lock hoje em dia, mas ainda existe no teclado. O problema é que existem diferenças regionais importantes. O teclado ABNT2 brasileiro tem a tecla Ç separada, o que ocupa o lugar onde um teclado americano teria o [. Já num teclado dos EUA, a tecla Enter é aquela barra vertical grande no canto inferior direito, enquanto no ABNT2 ela é retangular e um pouco menor. Se você tá configurando atalhos pros seus usuários, isso importa.
Uma coisa que pouca gente conhece: o símbolo § (segno) fica em cima da tecla 5 no padrão americano, mas no ABNT2 ele geralmente não tem tecla dedicada e aparece como dead key combinado com outras teclas. Eu passei uma semana inteira tentando entender por que um script de automação não gerava o caractere § corretamente, e a solução foi simplesmente usar AltGr + Shift + 5 ou mapear o código Unicode diretamente. O driver do teclado manda o evento errado dependendo do estado das teclas modificadoras. Sobre as teclas de modificador, vale destacar que Alt Gr não é o mesmo que Alt. Alt Gr é uma tecla dea — ela gera combinações como AltGr + 2 pra gerar o símbolo @ em layouts brasileiros, ou AltGr + L pros símbolos latinos. Se você programar um atalho e usar apenas Alt, o usuário vai apertar Alt Gr e nada vai acontecer, ou vice-versa. Esse tipo de confusão gera tickets de suporte que poderiam ser evitados com uma documentação mínima. Outro ponto que ninguém menciona: a tecla Num Lock controla o teclado numérico lateral, mas em laptops sem teclas numéricas dedicadas, o Num Lock muitas vezes ativa um modo sobreposto nas teclas J/K/L e U/I/O. Aí o símbolo Num Lock na tela pode estar piscando sem o usuário fazer ideia do que significa. Já vi gente reiniciando o computador porque achava que o teclado tava com defeito.

Se você precisa de uma referência rápida e prática, o site mais confiável que encontrei é o do próprio Microsoft Developer Network (MSDN), que lista todos os virtual key codes usados pelo Windows. Pra Linux, o comando xev mostra o código exato de cada tecla pressionada. E pro MacOS, o Keyboard Viewer nas preferências do sistema identifica cada tecla visualmente. A desvantagem de confiar cegamente nessa nomenclatura é que layouts customizados, macroteclados e drivers de terceiros podem renomear teclas inteiras. Um teclado gaming da Razer com software Synapse pode mostrar "Tecla 1" quando na verdade é uma tecla programável sem função padrão. Nesse caso, o melhor caminho é testar com o xev ou equivalente, porque o nome no software nunca reflete o evento real enviado ao sistema operacional. Resumo rápido — se você tá fazendo documentação interna ou scripts de automação, use sempre os nomes oficiais em inglês dos virtual key codes. Traduzir Caps Lock pra "Bloqueio de Maiúsculas" num script é um pedido pra dor de cabeça. E sempre verifique o layout do teclado do usuário antes de assumir que uma combinação de teclas vai funcionar.
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