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Nomes De Cálcio Para Os Ossos

Nomes De Cálcio Para Os Ossos

Quais formas de cálcio existem no mercado

O cálcio que você vê em suplementos não é apenas "cálcio". Ele vem em formas químicas diferentes, e isso altera drasticamente a absorção. A lista mais comum inclui carbonato de cálcio, citrato de cálcio, gluconato de cálcio, lactato de cálcio, fosfato de cálcio e hidroxiapatita. Cada um tem custo, biodisponibilidade e tolerância gástrica distintos. Quando se trata de escolher o produto certo, a questão não é apenas o nome. A forma química determina como o suplemento vai se comportar no seu estômago e intestino. O carbonato de cálcio é o mais comum e o mais barato, contendo cerca de 40% de cálcio elementar. O citrato, por sua vez, tem cerca de 21% de cálcio elementar, mas é absorvido independentemente da presença de ácido gástrico. Isso significa que idosos com hipocloridria — algo muito comum após os 60 anos — tendem a ter absorção ruim com carbonato. Li há tempos num estudo clínico que a diferença de absorção entre citrato e carbonato pode chegar a 30-40% em indivíduos com pH gástrico elevado. Na prática, isso se traduz em paciente tomando suplemento todo dia e os exames de densitometria não melhorando. Eu já vi isso acontecer repetidamente em consultórios. A solução simples é trocar a forma. Se o paciente não tolera citrato ou quer economizar, combinar carbonato com uma refeição que estimule secreção ácida melhora a absorção significativamente.

O gluconato e o lactato contêm quantidades menores de cálcio elementar — cerca de 9% e 13% respectivamente. Eles existem principalmente em fórmulas pediátricas ou em combinações multiminerais, onde a dose elementar precisa ser menor. O fosfato de cálcio e a hidroxiapatita são formas mais "naturais", mas o fosfato em excesso pode alterar o equilíbrio cálcio-fósforo e piorar a mineralização óssea a longo prazo. Hidroxiapatita tem boa biodisponibilidade, mas o custo por miligrama de cálcio elementar é consideravelmente mais alto. O que pouca gente sabe é que a vitamina D3 é praticamente obrigatória para qualquer forma de cálcio fazer efeito real nos ossos. Sem níveis adequados de 25-hidroxivitamina D no sangue, a absorção intestinal cai para cerca de 10-15% independente do tipo de sais de cálcio usado. Eu recomendo sempre checar essa dosagem antes de indicar qualquer suplementação. Também não adianta tomar cálcio sem magnesio e vitamina K2 em paralelo — o cálcio depositado sem a ação da K2 tende a ir para tecidos moles em vez de osso. Isso é particularmente relevante para pacientes com histórico de calcificação vascular. A dosagem habitual de cálcio elementar para adultos varia entre 800 a 1200 mg por dia, dividida em doses de no máximo 500 mg cada. O corpo não absorve bem doses únicas maiores que isso. Dividir em duas tomadas — uma pela manhã e outra à noite — é mais eficaz do que tomar tudo de uma vez. O carbonato deve ser tomado junto com as refeições. O citrato pode ser tomado em jejum se o estômago não reclamar.