Números Primos De 1 A 1000
Como eu lido com a lista de números primos no dia a dia
Eu preciso de uma lista confiável de primos sempre que trabalho com criptografia básica, geração de chaves RSA didáticas ou testes de triagem em projetos pequenos. A minha rotina começou com planilhas manuais há anos, e hoje eu simplesmente baixo arquivos prontos ou gero com um script Python que roda em menos de dois segundos. Um número primo é divisível apenas por 1 e por ele mesmo. O 1 não conta como primo. No intervalo de 1 a 1000 existem 168 números primos. O menor é o 2 e o maior na faixa é o 997. Simples assim. O problema é que a maioria das listas que você acha na internet tem erros ou formatação quebrada. Eu já perdi tempo tentando importar uma CSV de um fórum de matemática e descobri que faltavam o 821 e o 823, e ainda tinha um 900 incluso porque alguém copiou errado de uma tabela. Isso acontece com frequência suficiente para eu ter parado de confiar em qualquer coisa que não tenha sido revisada.
Como eu gero minha própria lista sem dor de cabeça
Eu uso o crivo de Eratóstenes. Não é o método mais rápido do mundo, mas para 1000 números ele é perfeitamente adequado e extremamente fácil de implementar. O algoritmo basicamente cria um array de booleanos, marca os múltiplos de cada primo encontrado e sobram apenas os primos no final. O script acima roda em cerca de 0,3 milissegundos no meu computador. Se você precisa de algo mais pesado depois, pode partir para o crivo segmentado ou o crivo de Atkin, mas para 1000 isso é exagero desnecessário. Aqui está a lista que eu uso como referência. Ela foi gerada pelo script acima e comparada contra a OEIS (A000040) para validação cruzada.
2, 3, 5, 7, 11, 13, 17, 19, 23, 29, 31, 37, 41, 43, 47, 53, 59, 61, 67, 71, 73, 79, 83, 89, 97, 101, 103, 107, 109, 113, 127, 131, 137, 139, 149, 151, 157, 163, 167, 173, 179, 181, 191, 193, 197, 199, 211, 223, 227, 229, 233, 239, 241, 251, 257, 263, 269, 271, 277, 281, 283, 293, 307, 311, 313, 317, 331, 337, 347, 349, 353, 359, 367, 373, 379, 383, 389, 397, 401, 409, 419, 421, 431, 433, 439, 443, 449, 457, 461, 463, 467, 479, 487, 491, 499, 503, 509, 521, 523, 541, 547, 557, 563, 569, 571, 577, 587, 593, 599, 601, 607, 613, 617, 619, 631, 641, 643, 647, 653, 659, 661, 673, 677, 683, 691, 701, 709, 719, 727, 733, 739, 743, 751, 757, 761, 769, 773, 787, 797, 809, 811, 821, 823, 827, 829, 839, 853, 857, 859, 863, 877, 881, 883, 887, 907, 911, 919, 929, 937, 941, 947, 953, 967, 971, 977, 983, 991, 997 Total: 168 números. Se alguém contar diferente, revire a planilha.

Pegadinhas que eu já caí e você provavelmente também vai cair
A primeira e mais comum é tratar o 1 como primo. Não é. O 1 tem exatamente um divisor, não dois, e a definição exige exatamente dois divisores positivos distintos. Se você usar o 1 como primo em um algoritmo de fatoração, ele vai simplesmente quebrar de formas estranhas. Eu perdi duas tardes tentando debuggar um gerador de chaves porque uma biblioteca interna considerava 1 como primo. Não fiz mais essa. A segunda pegadinha é achar que testar divisibilidade até a metade do número é suficiente. Isso é errado e ineficiente. Você só precisa testar divisores até a raiz quadrada do número. Para o 997, isso significa testar apenas até 31, em vez de 498. A diferença de performance é irrelevante nesse tamanho, mas o princípio é o que importa quando a faixa cresce. Outro problema real é a duplicação em listas exportadas. Eu encontrei uma lista online com 171 entradas porque o 101, o 103 e o 107 estavam repetidos. A formatação também costuma vir com vírgulas duplas, espaços extras ou quebras de linha inconsistentes. Se você vai importar essa lista para algum sistema, limpe os dados primeiro com um comando tipo tr -s '[:space:]' '\n' | sort -u no Linux, ou faça um split e remove duplicates no Python.
Limitações que ninguém menciona
Ter a lista de 1 a 1000 é útil para aprendizado e testes unitários, mas tem um limite claro. Se você precisar de primos para criptografia real, esses números são ridiculamente pequenos. Chaves RSA modernas usam primos com centenas de dígitos. A lista até 1000 serve apenas para fins educacionais ou de prototipagem. Não use para nada que envolva segurança de verdade. Outra limitação prática é que o crivo de Eratóstenes consome memória proporcional ao limite. Para 1000 é irrelevante, mas para 1 bilhão o array de booleanos ocupa cerca de 1 GB. Nesses casos, o crivo segmentado é a alternativa, pois processa o intervalo em blocos menores. Eu migrei para o segmentado quando precisei de primos até 10 milhões em um projeto de análise de dados, e o tempo caiu de algo inacessível para cerca de 4 segundos. Se o seu objetivo é apenas consultar rapidamente se um número é primo dentro dessa faixa, uma tabela hash ou um conjunto Python (set) com os 168 valores é mais rápido do que rodar o crivo toda vez. A lookup é O(1) contra O(n) da teste de divisibilidade.
Alternativas e onde encontrar listas prontas
Se você não quer gerar a lista, o lugar mais confiável é a OEIS (Online Encyclopedia of Integer Sequences), sequência A000040. A lista lá é revisada pela comunidade e atualizada constantemente. Também existe o site prime-numbers.org, mas eu desconfio de dados brutos vindos de sites com muitos anúncios — a formatação costuma ser problemática. Para quem programa, a biblioteca SymPy tem uma função primerange que gera primos em qualquer intervalo. list(primerange(1, 1001)) devolve a lista completa em microssegundos. É a opção mais prática se você já tem Python instalado.

Resumo do que funciona na prática
Gere a lista com um crivo simples, valide contra a OEIS, limpe a formatação antes de usar, e nunca use números tão pequenos para criptografia. O resto é detalhe.
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