O Cilindro Tem Vértices
O que acontece quando você realmente precisa saber se o cilindro tem vértices
Muita gente pergunta isso em fóruns de geometria e ninguém responde direito. A resposta curta é não, o cilindro não tem vértices no sentido clássico da geometria euclidiana. Vértice é o ponto onde arestas se encontram, e um cilindro não tem arestas retilíneas que convergem para um ponto. Ele tem duas bases circulares e uma superfície curva. Pronto. Mas aí vem o problema na prática. Eu estou mexendo com modelagem CAD para simulação estrutural há anos, e já perdi tempo demais com isso. No SolidWorks, por exemplo, quando você cria um cilindro padrão, ele não gera vértices nos círculos das bases. O modelo fica com arestas circulares e superfícies, mas zero nós devértice. Isso é importante porque na hora de fazer malha para elementos finitos, o solver espera encontrar vértices para fixar condições de contorno nos pontos de apoio. Se o cilindro não tem, você tem que criar referências manualmente.
o cilindro tem vértices? a resposta que a maioria não quer ouvir
Tem gente que defende que as bordas das bases contam como vértices. Em algumas abordagens mais informais de ensino médio, até ensinam que o cilindro tem dois vértices, referindo-se aos centros das bases ou aos pontos onde a base encontra a superfície lateral. Isso é impreciso do ponto de vista matemático rigoroso, mas funciona para resolução de exercícios básicos. O que mencionam é que existem definições alternativas. Na topologia, por exemplo, um cilindro é definido como S¹ × [0,1], que é o produto cartesiano entre um círculo e um intervalo. Nessa definição, não há vértices. Já na teoria dos poliedros generalizados, alguns autores tratam o cilindro como um poliedro degenerado com duas faces poligonais (as bases) e uma face lateral curva, o que levaria a contar os pontos das bases como vértices em aproximações discretas.
Como resolver na prática quando você precisa de vértices num cilindro
Aqui vai o que realmente funciona, porque já passei por isso no dia a dia. Quando você está modelando um eixo cilíndrico para análise de tensão e precisa aplicar fixações em pontos específicos, o software não vai te dar vértices automaticamente. A solução mais direta é criar referências geométricas. No FreeCAD, que é o que eu uso atualmente, você pode criar um cilindro e depois adicionar esboços nas faces das bases. Esses esboços geram vértices nos pontos que você definir. Eu costumo colocar quatro vértices em cada base, nos quadrantes cardinal (0°, 90°, 180°, 270°), porque é onde normalmente aplico cargas e apoios. Isso leva cerca de dois minutos e evita dor de cabeça depois. Outra abordagem é usar subdivisão de aresta. No Blender, por exemplo, você seleciona a aresta circular da base e usa a função Edge Split ou Subdivide para criar vértices ao longo da borda. Com 8 subdivisões, você tem 8 vértices por base. Isso é útil para simulações de elementos finitos porque a malha tende a se comportar melhor quando há mais nós disponíveis nas fronteiras.

Eu já tive um caso específico onde estava modelando um pistão hidráulico e o engenheiro responsável pela simulação pediu vértices na superfície lateral também, não só nas bases. A justificativa era que os sensores de pressão eram instalados em pontos específicos ao longo da altura do cilindro. A solução que encontrei foi criar um plano de referência a cada 50mm de altura e intersectá-lo com a superfície cilíndrica, gerando círculos auxiliares. Depois, nos pontos de interseção desses círculos com um plano meridiano, eu tinha os vértices exatos onde os sensores seriam posicionados. Sem isso, a malha ficava sem nós naqueles locais e o resultado da simulação ficava impreciso justamente nas regiões que mais importavam.
Por que essa confusão toda existe
A geometria do cilindro é um daqueles tópicos onde a matemática pura collide com a forma como as coisas são ensinadas. Nos livros didáticos brasileiros, especialmente nos volumes iniciais de geometria espacial, a treatment varia muito. Alguns autores seguem a convenção de Euler para poliedros e excluem o cilindro completamente. Outros adaptam a definição e incluem bases e superfície lateral como "faces", contando os pontos das bordas como vértices. O problema é que essa ambiguidade persiste até em softwares profissionais. Já vi planilhas de cálculo estrutural onde o usuário inseriu um cilindro como tendo dois vértices, baseando-se numa definição que encontrou num site. Quando o software de simulação não reconheceu esses vértices, todo o modelo de carregamento ficou errado. Levei três horas para descobrir onde estava o erro naquela planilha. Três horas porque a premissa estava errada desde o início e ninguém tinha questionado. Se você está estudando para uma prova e a questão pede para determinar se o cilindro tem vértices, o contexto importa. Em provas do ENEM e concursos tradicionais, a resposta esperada é zero vértices. Em engenharia, a resposta é depende do que você precisa que o modelo faça. Não existe uma resposta única que sirva para tudo.
Alternativas quando o cilindro padrão não atende
Se o seu objetivo é ter um objeto com vértices bem definidos que se assemelhe a um cilindro, a solução mais robusta é usar um poliedro de muitas faces. Um prisma regular com 36 lados, por exemplo, é visualmente indistinguível de um cilindro na maioria das aplicações, mas tem 72 vértices (36 em cada base) e 108 arestas. Isso resolve o problema de maneira elegante em contextos onde vértices são necessários. Para simulação numérica, eu recomendo fortemente essa abordagem. Malhas estruturadas em geometrias cilíndricas puras tendem a ter problemas de qualidade near the axis, especialmente em coordenadas cilíndricas. Um polígono de muitas faces evita singularidades no centro e simplifica a geração da malha. No meu fluxo de trabalho atual, eu uso prismas com 64 lados para qualquer coisa que precise de malha de elementos finitos em geometrias aproximadamente cilíndricas. O tempo extra de modelagem é insignificante comparado ao tempo economizado na preparação da malha. Já em projetos onde a geometria cilíndrica verdadeira é obrigatória, como em usinagem de peças com tornos CNC, a ausência de vértices não é um problema. As trajetórias de ferramentas são definidas por parâmetros de raio e altura, não por vértices. Nesse contexto, tentar forçar vértices num cilindro é apenas perda de tempo.

A conclusão prática é que a pergunta "o cilindro tem vértices" só faz sentido quando você especifica o contexto. Em geometria pura, não tem. Em modelagem computacional, você pode criá-los se precisar. Em engenharia de manufatura, geralmente não importa. O importante é saber qual contexto você está operando antes de gastar energia com a resposta certa.
Galeria
-
Vértices Del Cilindro -
El Cilindro Tiene Vértices - Ejercicio Interactivo De Cuerpos ... -
Partes de Cilindros: Faces, Vértices e Arestas - Neurochispas