O Que Acontece Com A Rocha Que Sofre Intemperismo
O que acontece com a rocha que sofre intemperismo
Quando uma rocha fica exposta ao ar, à água e a variações de temperatura, ela começa a se decompor. Não é mágica. É química e física acontecendo em câmera lenta, ou às vezes bem rápida se as condições forem adversas. O intemperismo pode ser físico, químico ou biológico, e na maioria das vezes os três atuando juntos. A diferença entre um e outro muda completamente a velocidade e o tipo de alteração que você vai observar na superfície da pedra. No intemperismo físico, a rocha se fragmenta sem mudar sua composição mineralógica. Gelo dentro de fraturas, saltação cristalina, aquecimento e resfriamento cíclico — tudo isso gera tensões internas que quebram a rocha em pedaços menores. Já no químico, minerais como o feldspato reagem com água ácida e se transformam em argilas. O minério original some, e surge algo completamente novo.
Minha primeira vez lidando com isso foi num sítio de escavação nos Alpes, há uns oito anos. A rocha que estávamos mapeando parecia sã na superfície, mas ao aplicar um teste de dureza simples percebi que a camada externa estava completamente alterada. O intemperismo químico tinha penetrado cerca de quinze centímetros para dentro do maciço em talvez cinqüenta anos. A camada alterada era tão fraca que desprendia em placas secas com pressão manual.
O que acontece com a rocha que sofre intemperismo: os estágios
A transformação segue uma sequência previsível, mas a velocidade depende muito do clima e da litologia. Em climas tropicais úmidos, o intemperismo químico domina e as rochas podem levar de algumas décadas a séculos para se transformar em solo verdadeiro. Em regiões áridas ou polares, o intemperismo físico é predominante e a rocha vai simplesmente se fragmentando sem muita mudança mineralógica. Nas zonas de transição, como regiões montanhosas com alternância de seco e molhado, você vê os dois processos competindo. A água penetra nas fraturas, congela, expande e abre novas caminhos para mais água. É um ciclo que se acelera porque cada ciclo de congelamento-descongelamento aumenta a superfície exposta à reação química subsequente.
Produtos finais do intemperismo
O resultado depende do tipo de rocha mãe. Granito, por exemplo, se decompõe formando areia de quartzo, argilas como a caolinita e soluções carregadas de íons que são levadas pelos rios. Basalto é ainda mais interessante porque seus minerais ferromagnesianos oxidam rapidamente, gerando those tons avermelhados característicos de muitos solos tropicais. Areia vulcânica alterada pode formar massas lateríticas extremamente duras quando o drenagem é pobre. Um detalhe que muitos negligenciam: o material mais solúvel nem sempre é o primeiro a sumir. Em rochas carbonatadas, o calcita dissolve rapidamente, mas o quartzo e os óxidos de ferro ficam para trás como resíduos concentrados. Isso significa que um arenito calcário pode perder toda a matriz cimentante e transformar-se num depósito de grãos soltos sem quase nenhuma mudança visual imediata na superfície.
Problemas práticos que surgem com frequência
Um erro comum em projetos de construção é subestimar a profundidade da zona alterada. Já vi fundações sendo assentadas sobre "rocha sã" que, na verdade, era apenas a casca de um maciço intemperizado. A diferença entre medir a resistência superficial com um martelo Geol e fazer um testemunho real é de noites de sono. Outro ponto cego: o intemperismo biológico. Raízes de árvores conseguem gerar pressões consideráveis ao crescerem dentro de fraturas existentes. Musgos e líquens secretam ácidos orgânicos que aceleram a decomposição química em superfícies expostas. Em pedra ornamentais expostas em jardins, isso pode significar a diferença entre vinte e cinquenta anos de vida útil. Se você está trabalhando com rocha intemperizada em obras civis, o único workaround confiável é o mapeamento geotécnico com sondagens. Não adianta confiar apenas em ensaios de campo rápidos. A variação lateral da profundidade de intemperismo costuma ser imprevisível e pode mudar drasticamente a cada cinco metros.
Quando o intemperismo para
A rocha deixa de sofrer intemperismo quando é enterrada novamente, quando a água pára de circular, ou quando atinge um equilíbrio químico com o ambiente. Solos lateríticos profundos, por exemplo, representam estágios avançados de intemperismo que podem levar milhões de anos para se formar em climas estáveis. Quando o clima muda, o ciclo recomeça.
Galeria
-
Intemperismo: Processos e Importância | PDF | Intemperismo | Rochas ... -
Intemperismo: A modificação das Rochas | PPTX -
Rochas sedimentares e intemperismo