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O Que É Argumento 1 E 2 Na Redação

O Que É Argumento 1 E 2 Na Redação

A estrutura dos argumentos na redação

Muita gente confunde a numeração com algo mágico. Na prática, argumento 1 e argumento 2 são simplesmente as duas teses principais que sustentam o seu desenvolvimento dentro da dissertativo-argumentativa. A banca quer ver que você consegue defender um ponto de vista com pelo menos dois pilares bem construídos, cada um com seu problema, causa e consequência específicos. O formato clássico pede um tópico frasal por parágrafo, seguido de exposição e fechamento com retomada da tese. Nada mais. A confusão começa quando o aluno acha que precisa enfiar três ou quatro ideias soltas no desenvolvimento e chama cada uma de argumento. Isso dilui o texto. Duas ideias fortes valem mais do que quatro rasas.

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Argumento 1 é a primeira defesa central que você oferece sobre o tema. Argumento 2 é a segunda. Elas não precisam ser opostas. Pelo contrário, o ideal é que sejam complementares, atacando o mesmo problema por ângulos diferentes. Um pode tratar da dimensão social, outro da dimensão legal, por exemplo. Ambas precisam remeter à mesma tese geral, senão a prova perde o fio e você leva redução drástica. Cada argumento deve ter, no mínimo, dados concretos, nomes de leis ou autores, e uma linha causal clara. O professor que corrige lê centenas de redações iguais. Ele reconhece quando um parágrafo tem substância e quando é só enfeite de palavras. Se o seu argumento 1 não passa de "a violência aumenta porque há muitos criminosos na rua", está óbvio demais e vazio. Substitua por algo como "a incapacidade do sistema socioeducativo de cumprir medidas de semiaberto, prevista no Estatuto da Criança e do Adolescente, gera reincidência em até 68% dos casos conforme dados do DEPEN de 2023". Isso é argumento com carne no osso. Eu já vi candidatos que montavam argumentos perfeitamente estruturados e ainda assim tiravam nota baixa. O problema era a coerência interna entre eles. Um argumentava pela via econômica, o outro pela via cultural, sem nenhuma conexão. O texto virava duas mini redações coladas. A correção entendeu como fragmentação e derrubou a nota de coerência. A solução foi simples: adicionar uma oração de articulação no início do segundo parágrafo de desenvolvimento, ligando os dois eixos. Algo como "além do fator econômico, a dimensão cultural também se mostra determinante". Custou dois minutos e salvou a nota.

Outro detalhe que poucos levam a sério é o tamanho. Argumento muito curto, com menos de seis linhas, parece insuficiente. Argumento muito longo, com mais de doze linhas, sobra e custa espaço para o segundo parágrafo. O equilíbrio ideal fica entre oito e dez linhas por argumento, incluindo tópico frasal, desenvolvimento e fechamento. Se um parágrafo estourar esse limite, considere se realmente precisa de dois argumentos ou se seria mais inteligente dividir aquela ideia em duas partes menores. Também vale lembrar que a ordem importa. Se o seu argumento mais forte for o segundo, a banca pode sentir que você estava economizando forças. Colocar a tese mais sólida primeiro costuma funcionar melhor, pois ancora o texto e dá peso ao restante. Não é regra absoluta, mas é uma tendência que aparece repetidamente nas edições mais recentes dos principais concursos e vestibulares. O que funciona na prática: escreva a tese em uma frase antes de montar qualquer desenvolvimento. Depois, liste duas consequências ou causas dessa tese. Cada item da lista vira um argumento. Feito isso, verifique se ambos apontam para a mesma frase inicial. Se um deles desviar, descarte ou reescreva. Esse processo simples elimina argumentos fantasmas, aqueles que parecem bons no rascunho mas não sustentam pressão durante a revisão final.

Tese e Argumento na Redação do Enem | PDF | Argumento
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