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O Que É Drible No Handebol

O Que É Drible No Handebol

O drible no handebol é simplesmente andar com a bola enquanto a quica no chão

A maioria das pessoas acha que drible no handebol é coisa de basquete mesmo, mas o conceito é parecido. O jogador segura a bola com uma mão, joga no chão e recupera antes que pare. Só que no handebol existem regras bem mais específicas que determinam quando isso pode ou não ser feito. Se você quiser entender o que é drible no handebol de verdade, precisa saber que existe um limite claro entre driblar legalmente e cometer uma violação. Driblar no handebol significa romper a posse estática da bola batendo-a no solo repetidamente. Você pode dar no máximo três passos com a bola nas mãos sem dar um drible. Quando você dribla, esse contador de passos zera e você pode dar mais três passos depois. Isso é o fundamento principal. Não tem muito segredo, mas a execução é onde a coisa complica. Eu já vi jogadores novatos achando que podiam driblar infinitamente porque a bola estava no chão. Não podem. Se você parar de driblar e segurar a bola com as duas mãos ao mesmo tempo, ou se a bola parar de quicar e você continuar andando, virou violação. A regra é clara: depois que você recolhe a bola do drible, não pode driblar de novo. Isso se chama drible duplo e gera muita perda de posse.

O drible também serve para avançar pela quadra quando não há opção de passe, mas ele não é a única ferramenta. Na verdade, na maioria das jogadas de alto nível, o drible é usado de forma muito pontual. Um avanço rápido, uma saída de pressão, um espaço criado de última hora. O resto do tempo, os jogadores passam a bola.

Problemas reais que eu encontrei na prática

Numa partida em que eu estava jogando, tivemos um problema específico com jovens atletas confundindo o momento do drible. Eles driblavam, paravam a bola no chão, olhavam pra cima buscando um passe, e aí o defensor roubava fácil porque a bola estava quieta no chão. O drible parado é ineficaz na maior parte das vezes. O que eu fiz foi treinar o movimento de drible em progressão constante, nunca parado. A bola tem que estar sempre quicando enquanto o jogador avança. Quando a bola para, ela pode ser roubada. Simples assim. Outro ponto que eu notei foi com relação ao drible de costas para o gol. Muitos jogadores tentam driblar de costas porque acham que vão ganhar espaço. Na prática, você perde velocidade e visão de jogo. O drible frontal funciona muito melhor porque permite que você veja o defensor e decida quando parar ou passar. Eu parou de sugerir drible de costas nos treinamentos depois que percebi que apenas aumentava o número de interceptações.

Descubra tudo sobre o drible no handebol: técnicas, regras e ...
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Erros comuns e como evitá-los

Um erro frequente é o jogador usar as duas mãos ao mesmo tempo no drible. Isso é ilegal. Você deve driblar com uma mão só, alternando entre direita e esquerda apenas ao terminar o drible e recomeçar, o que já conta como violação por drible duplo de qualquer jeito. A regra permite mudar de mão, mas só no momento em que a bola não está mais sendo driblada ativamente. O outro erro grave é driblar sem proteger a bola. Jogadores novos ficam expostos porque esticam o braço todo pra frente no drible. O defensor alcança e rouba. O ideal é manter o braço flexionado e o corpo protegendo a bola. O ombro e o quadril entram nessa proteção também. Isso parece obviedade, mas eu vi muita partida decidida por jogadores que simplesmente não protegiam a bola durante o drible. Também é importante notar que o drible é menos eficaz contra defensores bem posicionados do que contra defensores em movimentação. Se o defensor está parado e com os pés largos, o drible diretode executar. Nesse caso, uma fintada ou um passe antecipado resolve melhor. Eu costumava treinar meus jogadores com essa distinção: drible contra defensor em movimento, finta ou passe contra defensor estático. Mudou completamente a leitura de jogo deles.

Regulamento técnico

Segundo a regla? mentação da IHF, o drible é regulamentado no Artigo 7. A regra diz que o jogador pode dar até três passos com a bola nas mãos sem driblar. Ao driblar, o contador de passos reinicia. Se o jogador parar de driblar e segurar a bola com ambas as mãos, ele só pode dar mais três passos. Depois disso, precisa passar, chutar ou reiniciar o drible — o que, como disse, gera violação se for considerado drible duplo. O drible também tem implicações em relação ao tempo de posse. Num handebol moderno, o ataque tem cerca de 30 segundos para finalizar. O drible consome tempo precioso nesse relógio. Por isso, em equipes bem organizadas, o drible é usado com extrema parcimônia. Ele entra quando o passe não é uma opção viável no momento, não como ferramenta de construção regular. Existe ainda a questão do drible no contra-ataque. Esse é um dos poucos cenários onde o drible é realmente benéfico e frequente. Quando você descer pela quadra com superioridade numérica, o drible permite que você chegue antes da defesa se organizar. Nesse momento, o drible é uma ferramenta válida e poderosa. O problema é quando se tenta usá-lo em situações onde não há espaço para isso.