O Que É Erro De Concordancia
O que é erro de concordancia e por que eu passei anos corrigindo isso em textos profissionais
Erro de concordância é quando o verbo, o substantivo, o adjetivo ou o pronome não se alinham em gênero, número ou pessoa com o termo ao qual estão ligados. Parece básico, mas é um dos erros mais frequentes em textos escritos no português, tanto em concursos públicos quanto em comunicações corporativas. Eu já revisei centenas de manuais, relatórios e contratos onde esse problema aparecia repetidamente, e a maioria das pessoas nem percebe. A concordância verbal funciona assim: o verbo precisa combinar com o sujeito em número e pessoa. Quando eu vejo "os problema são" em vez de "os problemas são", isso já é suficiente para descartar um texto em muitos contextos formais. Já a concordância nominal exige que adjetivos, artigos e pronomes se ajustem ao substantivo. "Uma pessoa capable" está errado porque o adjetivo não varia — o correto é "capaz", que é invariável, mas o erro comum é usar formas como "capáveis" quando se referem a sujeitos no plural.
O que é erro de concordancia na prática
O que eu mais vejo na minha experiência é erro de concordância em construções com sujeito partitivo ou expressões como "mais de um", "a maioria de", "um dos que". Essas são armadilhas clássicas. Por exemplo, "mais de um candidato se prepararam" está errado — o correto seria "se preparou", porque o sujeito é "mais de um candidato", que é singular, mesmo que semanticamente haja plural. Outro caso que eu encontrei repeatedly é com "ocorrer" e "haver" usados como impessoais. Quando alguém escreve "ocorreram diversos problemas", está errado, porque "ocorrer" nesse sentido é impessoal e deve ficar no singular: "ocorreu diversos problemas" também não — na verdade, o correto é "houve diversos problemas", porque "haver" no sentido de existir é sempre impessoal. Eu já vi isso em editais de concursos, em manchetes de jornal, em e-mails de CEO. A correção exige conhecimento específico da regência verbal. Um caso bem específico que eu lidei recentemente envolvia um relatório técnico onde o autor usava "segundo os dados apresentados" com verbo no plural ("segundo os dados apresentados indicam..."), mas "segundo" aqui funciona como preposição, e o sujeito da oração principal deveria ser tratado de forma diferente. A reescrita ficou: "os dados apresentados indicam..." — simples, mas exige distinguir entre complemento preposicionado e sujeito.
Os três tipos de concordância que você precisa dominar
A concordância verbal é a mais cobrada em provas e a mais importante em textos formais. O verbo concorda com o sujeito em número e pessoa. Regra geral: sujeito no singular pede verbo no singular, sujeito no plural pede verbo no plural. Mas as exceções são onde mora o perigo. Já a concordância nominal é mais flexível em alguns casos, mas mais rigorosa em outros. O adjetivo concorda em gênero e número com o substantivo. Em português brasileiro, há uma tendência de flexibilização em algumas regiões, mas em textos formais a norma padrão permanece: "as mesas verdes", "os livros antigos". O erro comum é usar adjetivo invariável quando deveria variar, ou vice-versa. A concordância refleia também questões de regência e colocação pronominal que afetam diretamente a concordância. Quando o objeto direto ou indireto é representado por pronome oblíquo, a escolha do pronome pode influenciar a estrutura do período e, consequentemente, a concordância do verbo.
Erros mais comuns e como identificar rapidamente
O erro de "concordância ideológica" é aquele em que o falante segue a lógica semântica em vez da gramatical. Por exemplo: "Fui eu que fiz" versus "Fui eu que fizemos". O correto é "fiz", porque o relativo "que" retoma "eu", que é primeira pessoa do singular. Esse erro é especialmente frequente em registros informais. Outro erro clássico é com verbos no infinitivo pessoal. "É necessário eles chegarem cedo" soa aceitável na fala, mas em português normativo o correto é "É necessário que cheguem cedo" ou "É necessário chegarem cedo" (infinitivo pessoal concordando com "eles"). A diferença é sutil, mas faz distinção entre norma culta e uso coloquial. Em frases com "um e outro" ou "nem um nem outro", a concordância é sempre singular: "um e outro candidato participou". Já com "tanto um como outro", há variação — alguns gramáticos aceitam tanto singular quanto plural, mas a norma preferencial em provas é o singular.
Como evitar erros de concordancia no dia a dia
A regra mais prática que eu uso é identificar o sujeito antes de tudo. Subja a pergunta "quem faz a ação?" — a resposta é o sujeito, e o verbo deve concordar com ela. Se houver dúvida, reescreva a frase colocando o sujeito explicitamente antes do verbo. Isso resolve 80% dos casos. Para concordância nominal, a dica é verificar se o adjetivo está no mesmo gênero e número do substantivo que modifica. Uma maneira rápida é substituir o substantivo por um pronome e ver se o adjetivo ainda faz sentido: "as portas abertas" "elas abertas" (soa estranho, mas "elasejas abertas" confirma a concordância). Eu recomendo também ler o texto em voz alta. Muitas vezes o ouvido capta discordâncias que o olho pula. Isso não substitui a análise gramatical, mas é um filtro útil, especialmente em textos longos.
Quando a concordância falha mesmo seguindo as regras
Não adianta fingir que existe uma regra mágica que funcione sempre. Há construções em que a norma padrão entra em conflito com o uso real da língua. Frases como "é proibido a entrada" versus "é proibida a entrada" ainda geram debate entre gramáticos. A maioria das gramáticas tradicionais defende o feminino ("proibida"), mas o masculino também aparece em uso consolidado. Outro caso problemático é a concordância com "custa a verbo no infinitivo". "Custa muito a empresa contratar novos funcionários" — aqui "custa" concorda com o sujeito "contratar novos funcionários", que é singular. Mas muitas pessoas usam "custam" achando que o sujeito é "empresa". Esse tipo de erro é sutil e exige análise sintática, não apenas intuição. Se você está preparando material para publicação oficial ou prova de concurso, o ideal é consultar a norma padrão da Academia Brasileira de Letras e evitar soluções intermediárias. A linguagem evolui, mas em contextos formais a variação ainda é punida.

O que é erro de concordancia resumido
Erro de concordância é a falta de alinhamento morfossintático entre termos que devem corresponder em gênero, número ou pessoa. Ele ocorre quando o verbo não concorda com o sujeito, quando o adjetivo não concorda com o substantivo, ou quando pronomes e artigos criam descompasso na estrutura da frase. A correção exige identificar o núcleo do sujeito, verificar a regência verbal e aplicar as regras de variação nominal de forma consistente. Na prática, o erro de concordância é mais frequente em construções com sujeito indeterminado, expressões partitivas, verbos impessoais e pronomes de tratamento. Cada um desses casos tem particularidades que vão além da regra básica, e é exatamente nessas exceções que a maioria das pessoas tropeça. Dominar essas nuances é o que separa um texto bem elaborado de um texto que compromete a credibilidade do autor.
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