O Que E Nacionalidade No Currículo
Colocar nacionalidade no currículo é mais complicado do que parece
A maioria das pessoas simplesmente escreve "brasileira" ou "nacionalidade: brasileira" no currículo e acha que terminou. Isso funciona na maior parte das tempo. Mas tem momentos em que essa escolha gera problema real, e eu já vi isso acontecer de várias formas diferentes no dia a dia. O campo nacionalidade no currículo serve basicamente para informar ao recrutador ou ao sistema de rastreamento de candidatos de qual país você é cidadão. No Brasil, é bastante comum encontrar isso logo no cabeçalho, junto com nome, telefone, e-mail e endereço. A maioria dos currículos que circulam por aqui traz essa informação nos primeiros dois ou três linhas. Não é obrigatório por lei, mas é uma expectativa cultural do mercado brasileiro.
O que e nacionalidade no currículo e por que a forma como você coloca importa
O jeito como você informa a nacionalidade pode ser a diferença entre um currículo que passa sem questionamento e um que gera uma pergunta desconfortável na triagem. Eu já tive um candidato que escreveu "português-brasileiro" no campo de nacionalidade. O recrutador ficou confuso na hora. A resposta correta seria "brasileiro" ou "dupla cidadania: brasileiro e português", dependendo do caso. Formatar mal esse campo é mais comum do que as pessoas imaginam. Outro detalhe que pouca gente considera: se você é estrangeiro morando no Brasil com visto permanente, escrever apenas o país de nascimento pode transmitir uma impressão errada. Eu já vi candidatos colombianos, venezuelanos e portugueses que colocaram apenas o país de origem e acabaram sendo descartados por systemes que filtravam por "brasileiro". A solução simples é colocar "brasileiro" se você possui cidadania brasileira, ou mencionar explicitamente a situação migratória quando for relevante para a vaga. Tem também a questão da dupla cidadania. Se você tem duas nacionalidades e a vaga exige ou privilegia alguma delas, aí vale a pena listar ambas. Eu trabalhei com um candidato que tinha cidadania italiana e brasileira e estava concorrendo a uma vaga remota para Europa. Ele colocou "brasileiro/italiano" no currículo e isso abriu portas que de outra forma não abririam. O inverso também acontece: às vezes listar uma nacionalidade europeia quando a vaga é apenas para Brasil pode fazer o recrutador questionar se você vai precisar de patrocinínio de visto, o que pode ser um fator negativo em contratações domésticas.
O problema mais frequente que eu encontrei foi com candidatos que deixavam o campo em branco esperando que o sistema preenchesse automaticamente a partir de outro dado. Em plataformas como Catho, LinkedIn e softwares de ATS, o campo de nacionalidade é frequentemente independente dos outros dados. Se você não preenche, ele fica vazio, e alguns sistemas descartam candidatos com campos obrigatórios em branco sem aviso prévio. Na prática, o que funciona melhor é ser direto e claro. Escreva "brasileiro" se for o caso, ou liste as nacionalidades que você possui de forma organizada. Evite abreviações estranhas, siglas de país como "BR" sozinhas, ou informações desnecessárias como "natural de São Paulo, SP" misturado com a nacionalidade, a menos que o formato do currículo peça isso. O campo nacionalidade deve ser informativo, não decorativo. Se você está montando o currículo do zero e não tem certeza do que colocar, comece com o básico: nome completo, cidade e estado, telefone, e-mail, e abaixo disso a nacionalidade. Se for brasileiro, "brasileiro" resolve. Se tiver dupla cidadania, liste as duas. Se for estrangeiro com visto de trabalho, considere mencionar a situação de forma breve para evitar mal-entendidos. Isso economiza tempo tanto para você quanto para o recrutador, e reduz a chance de seu currículo ser eliminado por fatores triviais antes mesmo de chegar às mãos certas.

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