Oleo Lubrificante Corrente Moto
Corrente de moto não aguenta graxa de cozinha
A maioria dos caras que pergunta isso no forum ta falando sério quando quer resolver, mas vai atrás da primeira coisa que encontra na promoção do mercado livre. O resultado é sempre o mesmo: corrente esticada demais, barulho de metralhadora e custo por cento milímetros bem mais alto do que deveria. O assunto oleo lubrificante corrente moto parece simples porque todo mundo sabe o que é lubrificante. O problema é a execução. E a escolha do produto. Eu vejo gente aplicar produto errado por três meses, reclamar que a corrente gastou rápido, e nem perceber que o erro foi desde o primeiro dia.
como escolher oleo lubrificante corrente moto sem errar
Existem basicamente três categorias no mercado brasileiro hoje em dia. O óleo mineral comum, que é aquele SAE 30 ou 40 que muitas oficinas usam por preguiça. Funciona, mas você vai precisar lubrificar a cada três ou quatro abastecimentos e aceitar que a corrente vai acumular sujeira como um ímã. O óleo sintético específico para corrente, que tem aditivos de aderência e resistência a centrifugação. E o selante em spray, que é aquele produto branco que vira uma capa quando seca. Eu pessoalmente prefiro o óleo sintético com aplicador de ponta longa. A diferença pratica é que você aplica no rolamento interno da corrente, não na face de fora. Aplicar em spray na parte externa é um erro clássico que a maioria comete. O produto fica na chapa, gira rápido demais e sai voando. Dinheiro no vento. VocÊ precisa de que o lubrificante penetre entre os pinos e buchas. Um detalhe que quase ninguém menciona: a temperatura de operação da corrente. Em viagens longas em estrada, a corrente atinge facilmente 80 graus Celsius. Óleos minerais começam a perder viscosidade nesse patamar. Um sintético de qualidade mantém a película lubrificante. Se você faz muito KM em rodovia, essa diferença é o que define se sua corrente vai de 20 mil a 30 mil quilômetros ou se mata em 12 mil.
Eu tive um caso especifico com uma Honda CB 500F que eu usava pra trabalhar. A oficina da empresa recomendava óleo mineral 40 porque "custava metade". Eu segui a recomendação por conta propria. Em 8 mil quilômetros a corrente estava dura, rangendo, e o elástico de extensão já tinha passado do limite. Troquei por um sintético de marca conhecida com aplicador direto e em 15 mil quilômetros a mesma corrente ainda estava operando dentro das especificações do fabricante. O gasto com o óleo melhor custou menos de três reais por mil kilomentros, contra algo perto de oito reais por mil kilomentros quando usei o mineral, somando substituição antecipada e ajuste constante.

quando aplicar e como aplicar de verdade
A regra básica é aplicar quando a corrente estiver limpa e seca. O pior erro é lubrificar por cima de graxa velha e barro. Isso forma uma pasta abrasiva que entra nos rolamentos e acelera o desgaste de forma irreversivel. Se a corrente estiver suja, limpe primeiro com querosene ou detergentes específicos, seque completamente, só então aplique o lubrificante. O processo correto leva cerca de 20 minutos se você tiver o suporte de roda livre e o óleo certo na mão. Se depender de ferramentas improvisadas, dobra o tempo e ainda sobra gordura por toda parte. Aplique uma gota em cada elo interno, girando a roda devagar. Não precisa encharcar. O excesso atrai poeira e é simplesmente desperdício. Passe um pano seco depois de cinco minutos para remover o que ficou na parte externa. A frequência de aplicação depende diretamente do seu uso. Chuva, poeira, trilhas e cidade muita cidade reduzem drasticamente a vida util do lubrificante. Em ambiente urbano seco, a cada 500 ou 600 km pode ser suficiente. Em estrada com chuva frequente, o ideal é lubrificar a cada 300 km. Se você passar por uma poça grande, lubrifique assim que secar.
Um contraponto que voce precisa considerar: alguns riders preferem selante em vez de óleo. O selante fica mais tempo, repele melhor a agua e protege mais contra corrosao. Mas ele também atrai mais detritos solidos e deixa a corrente visivelmente branca, o que pode esconder vazamentos ou trincas nos retentores se voce nao inspecionar visualmente de tempos em tempos. Nao e um problema grave, mas exige atencao a mais na inspecao periodica.
o que acontece se voce ignorar isso
Corrente sem lubrificacao correta nao e um problema cosmetico. O desgaste aumenta exponencialmente, nao linearmente. Os primeiros 500 km sem oleo adequado parecem inofensivos. A partir dai, cada quilometro subsequente gasta duas vezes mais do que o anterior. O elongetion acelera, os dentes da corona a serrilhar, e a troca passa a ser Kit completo: corrente, corona dianteira e traseira. Um kit original custa entre 250 e 600 reais dependendo da moto. Um litro de oleo lubrificante corrente moto de qualidade fica entre 30 e 80 reais. A matematica e simples demais. Tambem tem o risco mecanico. Corrente muito frouxa por alongamento e sem tensao correta pode escorregar da corona em manobras bruscas ou em aceleracoes fortes. Eu vi isso acontecer numa Yamaha Fazer 250 numa estrada de terra. A roda traseira travou por meio segundo, o piloto perdeu o controle e caiu. A causa raiz era corrosao interna causada por falta de lubrificacao adequada combinada com agua da chuva. Ninguem morreu, mas o conserto veio com custo muito maior do que qualquer oleo. O ideal e revisar a tensao semanalmente em uso diario. Meça o folga no meio do trayeto mais longo entre as coroas. O especificado pelo fabricante varia de 20 a 30 mm de folga total. Se passar de 30, ajuste. Se passar de 40, troque. E claro, mantenha o lubrificante em dia.
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