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Os Cloroplastos São Encontrados Em Quais Tipos De Células

Os Cloroplastos São Encontrados Em Quais Tipos De Células

Uma explicação prática sobre onde os cloroplastos existem

Ao pesquisar os cloroplastos são encontrados em quais tipos de células, a resposta curta é: células vegetais e algas. Mas essa resposta é muito simples para o que acontece na prática. Vou explicar como isso funciona de verdade e onde as coisas dão errado quando você precisa aplicar esse conhecimento. Cloroplastos estão presentes em células eucariontes fotossintetizantes. Isso inclui plantas terrestres, algas verdes, algas vermelhas e algumas Euglenófitas. O que a maioria dos livros não mostra é a variabilidade entre tecidos dentro de uma mesma planta. Em uma folha típica, os cloroplastos se concentram no mesófilo. O parênquima paliçádico tem mais cloroplastos por célula do que o mesófilo esponjoso. Você pode contar entre 50 a 100 cloroplastos por célula do parênquima paliçádico em espécie como Tabacum ou Arabidopsis. Isso muda completamente se você estiver olhando raízes ou partes da planta que vivem no escuro.

Raízes não têm cloroplastos funcionais. Você vai encontrar proplastos nelas, que são formas indiferenciadas. Se uma raiz fica exposta à luz por acaso, como em cultivos hidropônicos com tanques transparentes, esses proplastos podem se transformar parcialmente em cloroplastos. Eles nunca vão funcionar como os da folha, mas a transformação é observável ao microscópio em questão de horas. Estoque que trabalhei com culturas in vitro, já vi protoplastos regenerados a partir de calo de caule que continham cloroplastos. A origem do calo importa. Tecido meristemático produz células com menos organelas diferenciadas. Tecido différenciado como mesófilo maduro preserva cloroplastos intactos durante a digestão enzimática para isolá-los.

O que acontece nas células que não têm cloroplastos

Células animais não têm cloroplastos. Isso é básico, mas vale notar que alguns animais-developem simbiontes algais. O caso mais documentado é o molusco Elysia chlorotica, que incorpora cloroplastos de algas que consome. Esses cloroplastos funcionam por semanas dentro das células do animal. Não é endossimbiose verdadeira, pois o molusco não herda os cloroplastos geneticamente. Eles são roubados e mantidos funcionando graças a genes horizontais transferidos do DNA algal para o genoma do animal. Outro ponto que passa despercebido: fungos não têm cloroplastos. Alguns líquens associam fungos com algas, mas cada organismo mantém suas próprias organelas. O fungo hospedeiro nunca adquire cloroplastos próprios.

Diagrama De Cloroplasto De Celulas Vegetais Questão UFSCar Em Uma
Diagrama De Cloroplasto De Celulas Vegetais Questão UFSCar Em Uma

Limitações e casos onde a regra falha

Plantas parasitas como Cuscuta e Rafflesia perderam cloroplastos funcionais ao longo da evolução. O genoma ainda retém vestígios de genes plásticos em alguns casos, mas a organela não realiza fotossíntese. Se você tentar isolar cloroplastos dessas espécies, vai encontrar estruturas degradadas que não carregam tilacoides organizados. Plantas que crescem em sombra extrema também apresentam redução no número de cloroplastos. A plasticidade fenotípica permite que uma única espécie tenha folhas diferentes conforme a luminosidade disponível. Cloroplastos em folha de sombra são maiores, mas menos numerosos, e possuem mais granul de amido acumulados porque o metabolismo fotossintético opera em potência reduzida. Células guarda dos estômatos possuem cloroplastos, o que é importante. Elas fazem fotossíntese e usam o ATP produzido para regular o transporte iônico que abre e fecha o estômato. Sem cloroplastos nessas células, o mecanismo de fechamento estomático em resposta à luz fica comprometido. Esse é um detalhe que muitas vezes é ignorado em respostas simplistas sobre onde os cloroplastos estão localizados.

Como identificar cloroplastos na prática

No laboratório, o isolamento padrão usa sucrose a 0,33 M e homogeneização suave em liquidificador com PVP e BSA. O filtrado passa por centrifugação diferencial: primeiro a baixa velocidade para remover detritos celulares, depois a velocidade intermediária para sedimentar os cloroplastos. O pellet resultante deve ser verde escuro. Se estiver amarelado ou marrom, a preparação está contaminada com plastídios defeituosos ou organelas degradadas. A microscopia eletrônica de transmissão mostra a estrutura interna: envelope duplo, estroma e membranas tilacoidais empilhadas em grana. Em preparações caseiras com microscopia óptica comum, os cloroplastos aparecem como corpos verde-escuros em movimento citoplasmático. Esse movimento circular é chamado de ciclose e é um indicador prático de que os cloroplastos estão em células vivas. Se você está confundindo cloroplastos com outros plastídios, a coloração pode ajudar. Cromoplastos contêm carotenoides e aparecem amarelos ou laranjas. Leucoplastos são incolors e armazena amido, óleos ou proteínas. O critério final é a presença de tilacoides, que só existe em cloroplastos e seus precursores diretos.