Osso Para Cachorro Filhote
O que você precisa saber antes de dar um osso para o seu filhote
Muita gente compra o primeiro osso que vê na pet shop e depois se arrepende. O problema é que ossos para filhote não são iguais aos dos adultos, e errar na escolha pode acabar com uma visita de emergência ao veterinário. Eu já vi isso acontecer várias vezes, inclusive comigo. O primeiro erro comum é dar ossos cozidos. Ossos cozidos lascam. É simples assim. Quando você cozinha, a estrutura mineral muda e ele vira estilhaço na hora. Fique com ossos crus, sempre crus. A diferença é que o cru mantém a flexibilidade e quebra de forma diferente. Para filhotes, o tamanho importa mais do que o tipo. Um osso muito pequeno entra no esôfago ou vai direto para o intestino. Um muito grande pode quebrar os dentes de leite. O ideal é um osso que seja maior que a boca do cachorro quando fechada, mas que ele consiga segurar com as patinhas. Isso evita que ele engula pedaços grandes demais.
O segundo erro é achar que qualquer osso de comida serve. Osso de frango, especialmente a asa e a costela, é um dos piores para filhotes. Eles são finos, afiados e perigosos. Prefira ossos de peru, costela de boi ou fêmur de cordeiro. São mais densos, duram mais tempo e têm menor risco de splintering. Aqui vai algo que quase ninguém conta: filhotes estão trocando os dentes entre 3 e 6 meses. Na verdade, um osso na fase certa ajuda muito mais do que prejudica. O movimento de mastigar fortalece a arcada e alivia a coceira da erupção dentária. O problema é a quantidade. Filhote não para. Ele morde, desiste, morde de novo, e num minuto o osso já está gasto ou engolido em pedaços. Eu aprendi isso na marra com o meu primeiro filhote, um labrador que destruiu um osso de cervo inteiro em doze minutos e depois passou a noite com vômito e fezes duras. A partir daí, passei a supervisionar sempre e a trocar o osso a cada dez a quinze minutos, dependendo do tamanho e da força dele.
Como usar na prática
Entregue o osso apenas em momentos controlados, nunca deixe disponível o dia todo. Isso reduz o risco de engolir rápido e também evita que o filhote perca o interesse e desista pela metade, deixando restos podres pela casa. Após cada sessão, lave bem o osso e guarde na geladeira. Um osho cru deixado em temperatura ambiente por mais de duas horas começa a desenvolver bactérias. Se o osho começar a formar pontas afiadas ou rachaduras profundas, descarte. Não tente lixar ou consertar. O tempo ideal de mastigação para um filhote pequeno é entre cinco e quinze minutos. Para portes grandes, até vinte minutos. Passou disso, tire. O dente pode sofrer fratura. Outro detalhe importante: não dê osso logo após a refeição principal. O estômago já está cheio e o risco de obstrução aumenta. O melhor horário é entre refeições ou durante o período de atividade física, quando o metabolismo está mais ativo e a digestão acontece com mais naturalidade.
Quando evitar completamente
Alguns cães têm histórico de pancreatite ou problemas renais. Nesses casos, ossos ricos em gordura, como os de costela de boi, podem desencadear crises. Pergunte ao veterinário antes. Também evite se o filhote for caçador de objetos e não soltar nada por comando. Esse perfil tende a engolir tudo sem mastigar direito. O osso é uma ferramenta útil, mas não resolve sozinho a necessidade de mastigação. Se o seu filhote é extremamente destrutivo, investa também em brinquedos de borracha dura, como os de nylon ou borracha natural, que seguram o desgaste sem oferecer riscos de fragmentação.Combine as duas coisas e monitore sempre.
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