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Parte Mais Alta Do Telhado

Parte Mais Alta Do Telhado

Entendendo a parte mais alta do telhado na prática

A parte mais alta do telhado é o ponto onde os dois inclinações se encontram. Chamamos isso de cumeeira. Parece simples até você tentar calcular o comprimento exato dela num projeto real e descobrir que as medidas nunca batem perfeitamente no papel. O comprimento da cumeeira depende de três variáveis: a largura da edificação, o ângulo de inclinação das águas e se o telhado é de duas águas ou quatro águas. Num telhado de duas águas, a cumeeira corre paralela à parede de sustentação principal. O cálculo básico é dividir a luz (a distância entre os apoios laterais) por dois, depois ajustar pela inclinação. Mas esses números na caderneta são diferentes da realidade quando a estrutura já está montada. No meu caso, tive uma obra onde a laje de fundação saiu 4 centímetros desalinhada entre um lado e outro. Isso que, se eu seguisse o projeto à risca, a cumeeira ficaria torta em relação ao eixo da casa. A solução foi ajustar a altura dos contrapisos de suporte das terças, não a cumeeira em si. Gastei uns dois dias a mais nisso, mas evitou um problema muito pior de vedação depois.

Para calcular com precisão, use esta sequência prática: meça a largura total da edificação, defina a inclinação desejada (o mínimo recomendado é 30 graus para telhas cerâmicas, 15 graus para fibrocimento), calcule a altura do triangulo formado pela inclinação, e então determine o comprimento da cumeeira subtraindo a espessura das vigas de apoio de cada lado. Se estiver usando terças de madeira, lembre-se de que a parte superior delas empina um pouco o ângulo real, então ajuste a conta considerando a bitola da peça. Uma coisa que pouca gente leva em conta é que a cumeeira não é apenas um elemento estrutural. Ela precisa receber cobertura adequada, geralmente com peça de encaixe chamada calha de cumeeira ou telha de cumeeira, dependendo do sistema usado. Sem isso, a infiltração é questão de tempo. A junta entre as duas águas fica exposta ao vento lateral e chuva batida, e qualquer falha nessa transição vaza direto para dentro do forro. Também é importante observar a ventilação. Deixar a cumeeira totalmente selada reduz a circulação de ar no espaço entre o telhado e o forro, o que em climas quentes aumenta a temperatura interna e, a longo prazo, pode deformar a madeira das terças por umidade acumulada. Um espaçamento mínimo de 2 centímetros entre as telhas de cumeeira e a peça de vedação ajuda bastante. Eu costumo colocar tiras de chapa perfurada nos dois extremos da cumeeira, apenas para garantir que o ar circule mesmo se os entulhos de obra tamparem parcialmente essa passagem.

O acabamento final da parte mais alta do telhado varia conforme o tipo de telha. Cerâmica pede calhas de meia-cana ou telhas especiais de topo. Metálica usa chapas formatadas sob medida ou perfis de aço galvanizado. Fibrocimento tem suas próprias capas de cobertura. Cada um exige um detalhamento diferente no ponto mais alto, e confundir os sistemas é o erro mais comum que vejo em canteiros de obra. A ideia geral é a mesma, mas as dimensões, o fixador adequado e a sobreposição correta não são intercambiáveis entre tipos de telha.

Partes do telhado – Artofit
Partes do telhado – Artofit