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Passado Do Verbo Por

Passado Do Verbo Por

Como usar o passado do verbo por em português

O verbo por é um dos que mais dão trabalho na hora de conjugar no passado, porque ele é irregular e ainda por cima compete espaço com a preposição homônima. Muita gente confunde, e você também já deve ter visto alguém escrever "eu pozi" ou "nós pusemos" achando que era algo novo. Não é. É só o pretérito perfeito mesmo, e eu vou mostrar como funciona de verdade. Vou começar pelo exemplo prático, porque é assim que a coisa fica clara. Imagine que você está escrevendo um e-mail para um colega e precisa relatar o que fez ontem. Você não vai dizer "eu ponho isso na mesa", você vai dizer "eu coloquei" — o problema é que colocar é sinônimo, mas não é a mesma coisa. O verbo por no pretérito perfeito simplesmente se conjuga assim: pus, puseste, pôs, pusemos, pusestes, puseram. Fim da história. Sem mistério. O que acontece na prática é que quase todo mundo evita o verbo por no passado porque soa estranho. "Eu pus o relatório na gaveta" parece formal demais, então as pessoas trocam por "coloquei". Isso é aceitável em contexto informal, mas em texto escrito mais cuidado, ou em provas de português, a forma correta continua sendo pus.

Eu tive um problema específico uma vez num relatório técnico: precisei descrever procedimentos que já haviam sido realizados e cair na tentação de escrever "eu pos". Achei que seria uma forma válida, mas não é. A forma correta é pus. Eu perdi alguns minutos conferindo dicionário até encontrar a resposta em uma tabela de conjugação do Vênia. A partir daí, fiz uma anotação rápida e nunca mais erraram.

As três formas de passado que realmente importam

Existem três tempos passados do verbo por que aparecem com frequência. O pretérito perfeito, o imperfeito e o mais-que-perfeito. Vou listar cada um deles de forma direta. No pretérito perfeito, que é o que a maioria das pessoas procura quando fala em passado simples: eu pus, tu puseste, ele pôs, nós pusemos, vós pusestes, eles puseram. Perceba que a terceira pessoa do singular (pôs) leva acento circunflexo, e o resto mantém o acento gráfico onde a norma exige. No pretérito imperfeito, que expressa uma ação passada não concluída ou habitual: eu punha, tu punhas, ele punha, nós punhámos (ou punhamos), vós punhais, eles punham. Note a variação entre "pilhámos" e "pilhimos" — ambas estão corretas, dependendo da norma que você segue. A forma com acento gráfico é mais comum em Portugal; a forma sem acento é mais frequente no Brasil.

Conjugação do verbo Pôr e seus derivados | Esquemas Português ...
Conjugação do verbo Pôr e seus derivados | Esquemas Português ...

No pretérito mais-que-perfeito, que indica anterioridade em relação a outro passado: eu puséra, tu puséras, ele puséra, nós puséramos, vós puséreis, eles puséram. Esse tempo é raro no português falado, mas aparece com frequência em textos jurídicos e literários.

O erro mais comum que ninguém te avisa

O erro número um que eu vejo acontecendo é a confusão entre o verbo por e a preposição por. No passado, isso gera construções ambíguas. Por exemplo, "eu fui por aí" pode significar tanto "eu passei por aquele caminho" quanto "eu fui motivado por aquela razão". O contexto resolve, mas a ambiguidade permanece. Outro erro frequentíssimo é a concordância verbal com o sujeito oculto. Quando alguém diz "eu pus e ele pôs", a forma pôs está correta, mas muitos escrevem "eu pus e ele pos". A diferença está no acento circunflexo. Se você não colocar o acento, a frase fica errada. Existe ainda uma armadilha com o pretérito mais-que-perfeito composto. Alguém pode dizer "eu tinha posto o livro na estante", usando o particípio posto. Esse particípio é regular e não tem nada a ver com a conjugação do verbo no pretérito perfeito. A forma correta do particípio é posto, e ele se usa com os auxiliares ter e haver.

Quando evitar o verbo por no passado

Na fala cotidiana, o verbo por no pretérito perfeito soa artificial para a maioria dos falantes. Ninguém diz "eu pus a chave na mesa" em uma conversa casual. As pessoas dizem "eu coloquei a chave na mesa". Isso não é errado, é apenas preferência stylistica. Mas se você estiver escrevendo um texto formal, numa prova, ou num documento jurídico, a forma pus é a que deve ser usada. Também é importante saber que o verbo por tem umuso muito mais restrito do que muitos imaginam. Ele aparece principalmente em contextos de "depositar", "inserir", "colocar". Fora desses usos, prefira sinônimos mais comuns como colocar, depositar, inclinar, enfiar. Se você estiver estudando para uma prova de português ou escrevendo um texto acadêmico, recomendo consultar a tabela de conjugação do verbos irregulares do Ciberdúvida ou do Grafeão. São recursos confiáveis e atualizados. Evite sites que promovem "atalhos mágicos" para conjugação — eles frequentemente propagam erros.

O verbo pôr. Conjugação do verbo pôr - Escola Kids
O verbo pôr. Conjugação do verbo pôr - Escola Kids