Periodo Composto Por Coordenação Exercicio
O que é e como funcionar na prática
Período composto por coordenação é aquele em que duas ou mais orações se ligam sem que uma dependa sintaticamente da outra. Cada oração mantém independência gramatical e recebe o nome de oração coordenada. O que as une são conectivos chamados conjunções coordenativas, que aparecem separadas por vírgula ou não, dependendo do caso. A primeira coisa que você faz ao se deparar com um exercício desse tipo é identificar as orações. Separe o período nos seus fragmentos oracionais. Conte quantos verbos existem. Cada verbo, salvo exceções de voz passiva analítica e locuções verbais, marca uma oração. Depois, olhe o conectivo que as liga. As conjunções coordenativas são five: aditiva (e, nem), adversativa (mas, contudo, porém, todavia, no entanto), alternativa (ou... ou, já... já), conclusiva (logo, portanto, por isso, assim) e explicativa (pois, porque, que). Classificar o conectivo é o que define a resposta na maioria das provas. Eu tive um problema específico que nunca vi bem explicado em material didático. O enunciado pedia para identificar a oração coordenada aditiva, mas a oração vinha introduzida por "como também". A palavra "como" não é conjunção coordenativa. Eu cheguei a marcar a alternativa errada na prova porque confundi. A solução foi simples: sempre isole o conectivo real. Se vier antes de "também", "ainda", "não só", você precisa verificar se é uma conjunção subordinativa ou se o "como" está funcionando como pronome relativo. Nesse caso concreto, o "como" era parte de uma estrutura correlativa com "não só", e a coordenação estava sendo feita pelo "também" mesmo. Anotar o conectivo sobrenome por sobrenome evita esse tipo de armadilha.
As cinco classes e o que elas realmente significam
Aditiva expressa soma ou acréscimo. A oração que vem depois de "e" adiciona informação à anterior. Não há hierarquia. Adversativa indica oposição ou contraste. Ela nega a expectativa criada pela oração anterior. Alternativa apresenta escolha entre possibilidades. Conclusiva traz uma inferência ou consequência lógica. Explicativa justifica ou esclarece o conteúdo da oração anterior. Essas definições parecem óbvias, mas a dificuldade está em distinguir adversativa de explicativa, que é o erro mais comum em exercícios. Um detalhe que poucos professores mencionam: a posição da conjunção adversativa pode mudar completamente a leitura. Quando "mas" aparece no início da oração, a oposição é forte e direta. Quando "contudo" ou "no entanto" aparecem entre vírgulas, o efeito é de atenuação. Em redações e textos formais, usar "no entanto" no lugar de "mas" soa mais contido. Não é questão de estilo bonito. É uma diferença funcional que altera o peso argumentativo do trecho.
Erros frequentes e como evitá-los
O erro número um é confundir "porém" com "porque". "Porém" é adversativa. "Porque" é subordinativa causal. Se um exercício classifica "porque" como coordenada, a questão está errada. Eu já vi isso acontecer em materiais de editoras respeitadas. O segundo erro é achar que todas as orações sem conectivo explícito são coordenadas. Às vezes a coordenacao é assindética, sim, mas pode ser que o conectivo tenha sido suprimido e a relação seja de coordenação implícita. A chave é testar a substituição por conectivos de cada classe. Se "mas" encaixa semanticamente, é adversativa. Se "portanto" funciona, é conclusiva. Outro ponto que gera confusão: a vírgula antes de "e". A regra geral diz que não se usa vírgula antes de conjunção coordenativa aditiva. Mas existe exceção válida quando o sujeito das orações é diferente. Se você tiver "Eu estudei, e eles foram ao cinema", a vírgula é aceitável porque os sujeitos variam. Alguns professores cobram essa nuance. Outros não. Conheço examinadores que consideram errado marcar a vírgula mesmo nessa situação. Dependendo da banca, a orientação muda. Sempre verifique o estilo da banca na data da sua prova.

Exercícios para praticar
Analise as orações abaixo e classifique as coordenações: 1. O candidato estudou muito, mas não passou na prova. Oração 1: O candidato estudou muito. Oração 2: não passou na prova. Conectivo: mas. Classe: adversativa.
2. Ou você se dedica aos estudos, ou não conseguirá aprovação. Oração 1: você se dedica aos estudos. Oração 2: não conseguirá aprovação. Conectivo: ou...ou. Classe: alternativa. 3. Ele chegou atrasado, pois o trânsito estava caótico.
Orações: Ele chegou atrasado. O trânsito estava caótico. Conectivo: pois. Classe: explicativa. Note que "pois" aqui pode funcionar como explicativa ou como conclusiva dependendo do contexto. No sentido de "já que", seria subordinativa causal, mas em coordenação classificamos como explicativa quando a oração justifica algo dito antes. 4. Ela não reclamou, contudo manteve-se silente durante toda a reunião. Oração 1: Ela não reclamou. Oração 2: manteve-se silente. Conectivo: contudo. Classe: adversativa.
5. Nós preparamos a apresentação, e vocês organizaram a logística. Oração 1: nós preparamos a apresentação. Oração 2: vocês organizaram a logística. Conectivo: e. Classe: aditiva. Sujeitos diferentes, então a vírgula antes do "e" é legítima.
Limitações desse tipo de exercício
Existem períodos coordenados em que a classificação não é unívoca. O conectivo "pois" é o exemplo mais claro. Ele pode ser explicativo em coordenação ou causal em subordinação. A ambiguidade existe e não há como resolvê-la apenas com regras mecânicas. Você precisa ler o contexto inteiro. Se o "pois" puder ser substituído por "porque" mantendo o sentido, é subordinativa. Se puder ser substituído por "pois é que" ou "pois bem", é explicativa. Outro limitação prática: exercícios de múltipla escolha costumam simplificar demais a realidade. Eles apresentam orações isoladas sem contexto textual. Na prática, a mesma oração pode ser interpretada de formas diferentes dependendo do parágrafo inteiro. Se você treinar apenas com frases soltas, vai ter dificuldade quando encontrar questões que exigem análise de coerência textual. Recomendo complementar com exercícios de reescrita, onde você transforma períodos coordenados em subordinates e vice-versa. Isso força você a entender as relações semânticas, não apenas a decorar conectivos. Se quiser mais prática, busque em bancos de questões das bancas CESPE, FGV e VUNESP. Cada uma tem um nível de exigência diferente. A CESPE cobra detalhes de vírgula e ambiguidade de "pois". A FGV gosta de misturar coordenação com subordinação em um mesmo período. A VUNESP é mais direta, mas não perdoa erro de classificação básica. Treinar com as três bancas cobre cerca de 80% dos cenários que você vai encontrar em provas reais.
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Período Composto Por Coordenação - Revisão para o Saeb 3 Ano | PDF | Oração