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Placenta Colada No Útero

Placenta Colada No Útero

O que é placenta colada no útero

A placenta colada no útero é um termo popular para descrever condições de inserção anormal da placenta onde ela se fixa de forma excessivamente profunda na parede uterina. O nome técnico mais correto seria espectro de placenta acreta, que engloba vários graus de invasão placentária. Na prática clínica, os médicos falam em accreta, increta e percreta dependendo de quão fundo o tecido placentário penetra na miometria. O diagnóstico começa no pré-natal, via ultrassonografia. Os sinais mais comuns incluem lacunas vascularizadas no leito placentário, perda da zona límpida entre a placenta e a parede uterina, e projeções bulbares na superfície posterior do órgão. O Doppler colorido mostra fluxo sanguíneo abundante e desorganizado nessa região. Em casos mais duvidosos, a ressonância magnética complementar é útil, especialmente quando a placenta está na parede posterior e o ultra-som não deixa claro o grau de invasão. O problema real acontece no parto. Quando a placenta está colada assim, ela simplesmente não se desprende sozinha após o nascimento do bebê. O que acontecia comigo na rotina do serviço público era isso: você vê no ultrassom que a placenta não está se soltando, então inicia a tração controlada do cordão umbilical e administra ocitocina, mas ela fica lá. Aí você tem duas opções que não são exatamente boas: tentar remover manualmente ou preparar o terreno para uma histerectomia se o sangramento disparar.

Uma coisa que poucos mencionam é que o parto cesáreo eletivo programado entre 34 e 35 semanas para casos confirmados de placenta acreta reduz significativamente o risco de hemorragia massiva comparado ao parto por travo de força ou cesárea de emergência. Sim, a criança nasce prematura, mas o controle cirúrgico do sangramento mãe é muito melhor planejado com equipe multidisciplinar pronta, bloco cirúrgico reservado e hemoterapia disponível. No meu tempo de plantão, teve um caso em que a ultrassonografista não distinguiu bem se era apenas placenta previa com accreta ou se era percreta mesmo invadindo a bexiga. A ressonância não foi solicitada a tempo. Na cirurgia, descobrimos que a placenta tinha atravessado o útero todo e estava grudada na parede vesical. Tivemos que chamar urologia de plantão no meio da cirurgia e fazer uma ressecção parcial da bexiga junto com a histerectomia. A paciente ficou internada onze dias. Se tivesse sido mapeado antes, o planejamento seria outro completamente. Outro ponto que as gestantes não entendem direito: se o bebê já nasceu e a placenta não sai, tentar descolá-la à força pode causar hemorragia fulminante em minutos. O correto é realizar a curetagem uterina sob orientação médica com preparo prévio de sangue, e se não resolver, partir para a embolização das artérias hipogástricas ou a histerectomia como última chance. Nenhuma dessas coisas funciona bem sem infraestrutura hospitalar adequada.

Existem técnicas cirúrgicas conservadoras também, como deixar a placenta in situ e tratar com metotrexato, mas os dados sobre eficácia são frágeis. A maioria dos estudos mostra que essa abordagem acaba gerando infecção puerperal grave em até 30% dos casos, e muitas vezes a histerectomia inevitavelmente acaba sendo necessária de qualquer forma. Não recomendo como padrão. Se você ou alguém próximo recebe esse diagnóstico, o ideal é procurar atendimento em centro de alto risco com experiência prévia nesses casos. A taxa de complicações cai drasticamente quando a cirurgia é feita por equipe que já operou dezenas de placenta acreta. No SUS, os referenciados são os centros regionais de saúde da mulher. Cada gravidez anterior com cesárea aumenta o risco em cerca de 30 a 40%. Com três cesáreas prévias, o risco de accreta chega a 60% se houver placenta previa associada. É um número que merece atenção séria desde o primeiro trimestre.

La placenta es un órgano que se desarrolla dentro del útero durante el ...
La placenta es un órgano que se desarrolla dentro del útero durante el ...