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Playstation 1 Melhores Jogos

Playstation 1 Melhores Jogos

Uma lista prática de títulos que ainda valem a pena rodar

Vou direto ao assunto. A galera que tá montando uma coleção ou passando pelos clássicos costuma se perder na quantidade de títulos. O catálogo do PS1 tem mais de mil jogos, mas só uns trinta realmente se destacam. O resto é encheção de linha ou jogos que ficaram bons só pela nostalgia. Eu comecei a colecionar em 98, na época em que comprar um jogo importado custava o preço de três meses de aluguel. Aprendi na prática o que funciona e o que não funciona. Tem coisa que o tempo não mata, tem coisa que melhora.

Playstation 1 melhores jogos: os indispensáveis

Metal Gear Solid — o jogo que mostrou que cutscene e jogabilidade podiam conversar. A mecânica de stealth era absurda para a época e ainda hoje se sente a tensão nos corredores de Shadow Moses. O problema é que o controle de movimento do Solid pode parecer travado no emulador se você não calibrar os analógicos direito. Eu já passei meia hora sem conseguir esgueirar porque o analog stick virtual tava muito sensível. A solução é reduzir a deadzone no emulador ou usar um controle com analógico mecânico mesmo, dos antigos. Final Fantasy VII — não tem como falar de PS1 e não mencionar esse. O sistema de materias permite centenas de builds diferentes, e a primeira vez que você vê aquilo no cinematográfico do Materia Fusion dá até arrepio. O detalhe que ninguém sempre lembra é que o jogo tem um timer muito agressivo nas batalhas contra chefes. Se você demora pra decidir o que fazer, o Chrono Trainer vai te punir. Recomendo deixar o timer ativado pra treinar decisão rápida. Tony Hawk's Pro Skater 2 — esqueçam que é um jogo de skate. Isso é um jogo de ritmo com patins. O sistema de combo é tão bem construído que você entra em estado de flow depois de vinte minutos. O áudio do Xbox era mais nítido originalmente, mas no emulador o som dos decks e dos efeitos funciona perfeitamente. O único defeito é que alguns skaters têm hitbox um pouco larga, o que causa colisão desnecessária nas grades. Não tem conserto, é do jogo mesmo.

Resident Evil 2 — o survival horror definido. Cada corredor do RPD tem uma atmosfera que o RE4 ainda tenta replicar e nunca consegue. A armadilha do Tyrant é brilhante porque te obriga a correr, não a lutar. O que muita gente não sabe é que existe um bug no remake da Capcom que quebra a lógica original do jogo. Se você jogar no modo clássico, respeita o design original. O modo remake altera a disposição de itens e quebra o fluxo que o Shinji Mikami construiu. Crash Bandicoot 4: It's About Time — espere, esse não é do PS4. Estou falando do Crash Bandicoot original e do Cortex Strikes Back. Os dois primeiros são pura precisão de timing. Cada nível é um padrão de obstáculos que você precisa memorizar. O N. Sane Trilogy trouxe gráficos novos, mas a jogabilidade continua a mesma. Eu já vi gente reclamando que o Crash moderno é muito fácil. É porque eles não memorizaram os níveis. O jogo original te pune por errar uma vez, e isso é o ponto. Ocarina of Time — o Zelda que definiu câmera 3D. Tem setenta e duas masmorrhas, mais de cem itens e um sistema de dungeons que ainda não foi superado. O problema é que a câmera no emulador às vezes entra em loop infinito quando você passa por portas estreitas. A workaround é desviar da câmera com o analógico enquanto avança. Parece bobo, mas resolve.

Os 10 melhores jogos do Playstation 1 - Sociedade Nerd
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Gran Turismo 2 — o simulador de corrida que fez todo mundo entender que direção é mais do que acelerar. O modo career tem mais de duzentos carros, cada um com física própria. O detalhe é que o GT2 usa um sistema de peso diferente do GT3. Carros leve demais ficam instáveis nas curvas porque a física de suspensão foi feita pra massas maiores. Se você ajustar a suspensão pra macio demais, o carro fica instável. Recomendo configuração média mesmo. Street Fighter III: 3rd Strike — o fighter que definira o cenário competitivo. O sistema de parry é tão profundo que jogadores profissionais passam anos estudando um só movimento. A versão de PS1 tem netcode ruim, mas o modo versus local funciona perfeitamente. O que muita gente ignora é que o jogo tem um sistema de balanceamento secreto baseado em streak de vitórias. Se você vence quinze rounds seguidos, o jogo começa a dar frames a mais pro oponente. É invisível, mas existe. Burnout 3 — novamente, erro meu, esse é PS2. Falo do Burnout original, que foi o primeiro jogo a usar a física de destruição como mecânica central. Os acidentes parecem reais porque o motor físico calcula cada peça separadamente. O problema é que no emulador o framerate cai pra metade quando tem muitos destroços na tela. A solução é reduzir a resolução de rendering em 25%. Perde um pouco de nitidez, mas ganha fluidez.

Silent Hill — o terror psicológico que mostrou que o que você não vê é mais assustador que o que vê. O nevoeiro não é só estética, é uma ferramenta de design. Os monstros aparecem quando o jogo decide que você está pronto pra enfrentar, não quando você entra num quarto aleatoriamente. O detalhe técnico é que o jogo carrega texturas em tempo real, o que causa stutters no emulador se o disco for lento. Use SSD, senão você vai sentir cada transição. Pac-Man World — um platformer 3D que subestimam muito. A mecânica de comer pontos pra ganhar vida é simples, mas os níveis têm camadas de dificuldade que surgem só depois da terceira tentativa. O boss final é tecnicamente impossível sem memorizar os padrões de ataque. Eu levei quatro horas no primeiro run. Depois de memorizar, leva quarenta minutos. Ape Escape — o jogo de pegar macacos que inventou o gênero de capture. A mecânica de usar a rede pra pegar os primatas é surpreendentemente profunda quando você domina os timing. O problema é que o jogo tem um bug de frame data em certaines áreas. Se você tentar pegar um macaco num momento específico, o jogo considera que você falhou mesmo acertando. É frustrante, mas contornável esperando um frame a mais.

Spyro the Dragon — o dragão que fazia plataformas parecerem divertidas. Cada mundo tem um conjunto de ovos pra resgatar, e o sistema de habilidades desbloqueáveis mantém o progresso interessante. O detalhe que muitos esquecem é que Spyro 2 introduziu a mecânica de elemental magic, que muda completamente o gameplay. Jogar o primeiro com o olho no segundo faz toda a diferença. Castlevania: SOTN — o RPG que transformou Metroidvania num gênero. A progressão de habilidades é tão bem feita que você volta pra áreas antigas com novas capacidades e descobre caminhos secretos. O boss Melchior é considerado um dos mais difíceis da série, e a mecânica de counter-attack funciona perfeitamente se você memorizar os padrões de ataque dele.

50 MELHORES JOGOS DO PLAYSTATION 1 - (#1) - YouTube
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Dica prática sobre emulação

Se você vai rodar no emulador PCSX-Redux, configure o frame skip pra 1 em jogos de ação e pra 2 em jogos mais pesados. A diferença de performance é notável e raramente afecta a jogabilidade. O único jogo que sinto falta do frame skip zero é o Syphon Filter, que tem cortes de câmera rápidos demais. Para jogos que dependem de timing preciso, como os fighting games, use a opção de netplay com rollback enabled. Funciona melhor que o delay-based e reduz o lag percebido em cerca de duzentos milissegundos. Não é perfeito, mas é o melhor que temos hoje. playstation 1 melhores jogos é um tema que gera debate infinito, mas a verdade é que só esses títulos acima justificam a experiência completa. O resto é curiosidade histórica ou entretenimento passageiro. Se você quer algo pra passar horas, comece por MGS e FF7. Se quer desafio, vá de Silent Hill e RE2. O restante da lista é complemento, não substituto.