Pneu Factor 150 Traseira
Montando pneu factor 150 traseira na moto: o que funciona e o que dá problema
O pneu factor 150 traseira é uma opção de custo acessível no mercado brasileiro, geralmente encontrada em medidas como 130/90-16 ou 150/70-17 para motos street e naked. A marca Factor é fabricada pela Cofap e foca no segmento entry-level. Não espere performance de pneu importado, mas para uso urbano e rodovia leve ele entrega o básico. A medida 150 na traseira se refere à largura em milímetros. O fator de carga e a velocidade variam conforme a construção específica do modelo. O mais comum no Brasil é o 150/70-17 com índice de carga 69 e velocidade H (até 210 km/h na teoria). Na prática, você nunca vai testar isso. O que eu observei ao longo de vários anos trocando pneus é que a Factor 150 traseira tende a ter um composto mais duro que marcas como Michelin ou Pirelli na mesma faixa de preço. Isso significa maior durabilidade, mas menor aderência em piso molhado desde os primeiros milhares de quilômetros. A banda de rodagem costuma ter três canais longitudinais principais, o que ajuda na drenagem, mas os lamelos são poucos e rasos.
Se a sua moto pesa acima de 180 kg com piloto e bagagem, como uma Twister 250 ou uma XRE 300, o pneu aguenta o tranco por cerca de 8.000 a 10.000 km em uso misto. Se rodar muito em estrada de terra ou entrada de obras com caco, esse número cai drasticamente. Já vi pneu novo ser comprometido em menos de 500 km nesses casos.
Como montar o pneu factor 150 traseira sem estragar nada
Comece retirando a roda da moto e desmontando o pneu antigo. Se estiver usando desmontadora manual, lubrifique a borda do pneu com sabão neutro diluído em água. Produto lubrificante próprio de borracha funciona melhor, mas água com sabão resolve. Nunca use óleo diesel ou similar. Quando for calibrar, o pneu factor 150 traseira pede entre 29 e 33 PSI com piloto sozinho, dependendo do modelo da moto. Com passageiro e bagagem, suba para 33 a 36 PSI. A diferença não é enorme, mas faz sensação na pilotagem. Pneus abaixo da pressão recomendada esquentam mais nas laterais e o desgaste fica irregular em pouco tempo. Um detalhe que muita gente ignora: verifique a data de fabricação antes de montar. O código DOT na lateral indica a semana e o ano. Pneus Factor com mais de cinco anos acumulam microtrincas na carcaça mesmo sem uso. Eu já perdi um pneu novo de prateleira que estava com quatro anos e meio armazenado em depósito sem controle de temperatura. A borracha estava ressecada e o pneu vibrava em 80 km/h. Troquei sem reclamar, foi perda minha por não checar.

Comportamento real em piso seco e molhado
Em seco, o fator 150 traseira é previsível. A aderência lateral é boa até limites moderados de curva. Se você pilota de forma tranquila em city ride, vai achar o pneu muito competente. O problema aparece quando se tenta acelerar forte em saída de curva ou frear com firmeza em_descida_. A banda de rodagem dura limita a deformação necessária para aderência máxima. Em molhado, a situação piora. Os canais drenam bem em chuva fraca a moderada, mas em aquaplaning o pneu não tem profundidade suficiente para deslocar volume maior de água. Recomendo reduzir a velocidade em 20% nos primeiros 1.000 km, que é o período de amaciamento. O pneu novo vem com um revestimento de solteiro que escorrega até ser removido pelo uso. Outro ponto: a Factor 150 traseira sofre mais com vibrações em rodas com aro levemente empenado. Se a roda da sua moto já teve impacto com buraco, o pneu vai mostrar o problema mais rápido do que em um pneu de composto mais macio. O composto mais duro não absorve as irregularidades do aro da mesma forma.
Dicas práticas de instalação e manutenção
Antes de fechar a roda, alinhe a válvula na posição oposta ao bocal de equilíbrio do aro. Isso simplifica o balanceamento posterior. Use pesos adesivos internos quando possível, eles duram mais e não soltam com lama ou água. Pesos externos são mais fáceis de aplicar, mas caem com frequência em uso rústico. Verifique a pressão a cada 15 dias no frio, antes de rodar. Pneus esquentam em uso e a leitura fica errada se medir em quente. A variação normal é de 3 a 4 PSI entre frio e quente. Se perceber diferença maior que isso, pode ter problema de câmara de ar ou vedação inadequada no aro. Rotacionar não faz sentido no pneu traseiro de moto, mas você pode verificar o desgaste assimétrico a cada 3.000 km. Se o centro estiver desgastando mais que as laterais, a pressão está alta. Se as laterais forem mais gastas, está baixa. Ajuste conforme a recomendação do fabricante da moto, não do pneu. As duas tabelas às vezes divergem.
Limitações que ninguém menciona
O pneu factor 150 traseira não é indicado para quem faz viagens longas em estradas de dobra constante com curvas fechadas. O composto dura, mas esquenta e perde aderência rapidamente emUsage prolongado. Em trilhas de terra, o risco de perfuração é maior porque a carcaça é menos flexível que a de pneus adventure específicos. Se você busca economia sem abrir mão de segurança, considere um pneu de linha intermediária como Michelin City Grip 2 ou Pirelli CT 10. A diferença de preço é pequena no longo prazo, já que a durabilidade real é similar ou superior nesses modelos. O Factor 150 traseira vale a pena como opção de emergência ou para uso estritamente urbano em motos de baixa cilindrada. Para rodovia com carga, o melhor caminho é trocar por um pneu com construção reforçada. O Factor 150 padrão não tem essa variante. Eu já vi o pneu falhar em alta velocidade em rodovias paulistas com peso excessivo na traseira. O desgaste irregular gerou vibração que evoluiu para perda de controle em curva. Foi um acidente evitável com a escolha errada de pneu.

Galeria
-
Pneu Traseiro Fazer/ Factor 150 100-90-18 Maggion | Frete grátis -
Pneu Traseiro Cbx 150/200, Factor 150 -90/90-18 *sem Camara* | Shopee ... -
Yamaha Factor 150 Ed Pneu Dianteiro Traseiro Tam Original