Pneu Traseiro Cg 160
Montando um pneu traseiro cg 160 sem perder tempo
A roda traseira do Honda CG 160 é um daqueles conjuntos que parece simples até o momento de desmontar. O problema não é a complexidade, é a ordem errada. Eu já vi gente gastando meia hora só porque não respeitou o sequenciamento das arruelas e do contrapino. O serviço em si leva uns quinze minutos com a oficina armada, mas se você for desatento pode dobrar esse tempo e ainda deixar o conjunto instável. O pneu traseiro cg 160 mais comum é o 130/90-16, mas tem variação dependendo do ano e do modelo exato. A CG 160 esportiva veio com esse tamanho de fábrica desde o início, enquanto a CG 160 Fan às vezes recebe o 120/90-16 em versões mais antigas. Antes de comprar qualquer coisa, confira o texto lateral do pneu atual ou a placa do quadro. Errar o tamanho é o erro mais barato e mais comum.
O que acontece quando o pneu traseiro cg 160 não é instalado direito
Tirei uma CG 160 2014 num serviço rápido. O mecânico anterior tinha apertado o eixo antes de centralizar a correia. Resultado: a roda girava livre, mas quando o motor era ligado a correia vibrava com uma amplitude que dava medo. Fui com uma régua dentada de aço, posicionando contra o balanço, e percebi que a coroa estava deslocada uns três milímetros pra dentro. Corrigir isso pede soltar tudo, reposicionar a coroa, e só então apertar o eixo com o torque certo. Não adianta forçar o aperto e torcer para dar certo. O pneu traseiro do CG 160carrega peso diferente do dianteiro porque o motor é longitudinal e o assento sobrecarrega a traseira. A pressão recomendada pela Honda é 29 psi dianteiro e 36 psi traseiro, com piloto e passageiro. Se você mantém o pneu traseiro em 29 psi por costume, o desgaste sai irregular em menos de três mil quilômetros. O meio do desenho gasta mais rápido e as laterais ficam vivas. O correto é respeitar os 36 psi quando a moto está carregada, e baixar para 33 se for uso urbano sozinho.
Passo a passo prático de troca
Primeiro, apoie a moto no cavalete central. Se a oficina tiver apenas o cavalete lateral, use uma tábua de madeira embaixo do pé esquerdo do motorista para nivelar. Tire a tampa plástica do eixo, afrouxe a porca do eixo traseiro com chave de soquete 17, e só então solte os dados de fixação da cubeta no balanço. Não force os dados com impacto. Eles são de aço fundido e trincam fácil. Com o eixo livre, retire a roda. Observe a ordem das arruelas: há uma arruela estampada por fora, outra lisa por dentro, e o contrapino deve passar pelo furo da porca e pela abas da arruela de segurança. Quando remontar, alinhe a marca de referência da correia no pneu com a marca no balanço. O deslocamento deve ficar entre 127 e 137 milímetros, medido da coroa até uma linha reta esticada contra o balanço. Medir com fita métrica flexível dá margem de erro. Use régua dentada ou trena de aço. O pneu novo pede calibração imediata e rodagem de cinco quilômetros antes do aperto final do contrapino. Eu costumava travar o contrapino assim que colocava a roda, mas aprendi na prática que o eixo assenta diferente depois de rodar. O risco é o contrapino folgar com as vibrações. Aperte a porca do eixo com torque de 40 newtons por metro, conforme a tabela da Honda, e depois dobre a aba da arruela de segurança contra a face da porca com alicate de bico fino. Se a porca não tiver furo alinhado, afrouxe um pouco e tente novamente. Nunca force o furo deformando a porca.
Problemas reais que ninguém conta
O flange do aro do CG 160é de alumínio fundido e escama com facilidade. Se você usa extrator de pneu pneumático sem proteção, riscou o flange e a câmara perde ar devagar. Minha solução foi forrar o flange com fita isolante preta antes de montar o pneu. Custo irrisório, protege o alumínio e facilita o desmonte futuro. Também já vi gente usar graxa nos flanges achando que ajuda a selar. Graxa atrai sujeira e vira abrasivo. Use apenas sabão neutro diluído na proporção de uma colher de sopa por litro de água. Outro ponto cego é o estado do rolamento da cubeta. A CG 160usa rolamento 6203 no lado da coroa e 6002 no lado oposto. Se o rolamento estiver com folga axial, o pneu traseiro cg 160vai oscilar na rotação alta. O sintoma é uma vibração que começa a 80 km/h e aumenta progressivamente. A troca de rolamento pede prensagem com tubo oco para não danificar o alojamento. Nunca bata direto no rolamento com martelo. O alojamento de alumínio amolece e a folga volta em semanas. Há quem recomende trocar o pneu traseiro a cada dezesseis mil quilômetros. Na prática, o desgaste depende muito do estilo de condução e da calibragem. Com uso urbano moderado e pressão correta, o pneu original aguenta dezoito a vinte mil quilômetros sem problema. O indicativo real de troca não é a quilometragem, é a profundidade dos canais. Quando o desenho atingir dois milímetros, o pneu já perdeu aderência significativamente em piso molhado. Dois milímetros é o limite legal no Brasil, mas a segurança pede troca antecipada se o desgaste for irregular.
Se você faz conversão para coroa maior ou reduz a relação final, o pneu traseiro cg 160recebe carga lateral diferente. O ângulo de inclinação muda e o desgaste das laterais acelera. Nesse caso, prefira um pneu com composto mais duro no ombro, como modelos touring, mesmo que o rodado seja menor. Um pneu esportivo com composto mole vai desgastar os ombros em dez mil quilômetros nessa configuração. Não existe configuração perfeita, existe compromisso entre agarre e durabilidade. Anote a quilometragem de cada Pneus traseiro que colocar e compare. Os dados reais valem mais do que qualquer recomendação genérica.
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