Ponto Cardeal E Colateral
O que é ponto cardeal e colateral
O sistema de direções cardinais e colaterais serve pra dividir o círculo horizontal em setores. Os quatro pontos cardeais são norte, sul, leste e oeste, separados por 90 graus cada um. Os quatro pontos colaterais ficam exatamente no meio entre eles: nordeste, noroeste, sudeste e sudoeste, a 45 graus dos cardinais. É isso. Não tem mistério. Na prática, você vê isso em bússolas, mapas náuticos, sistemas de navegação de aeronaves e até em ferramentas topográficas mais simples. A maioria das pessoas aprende na escola e esquece, até precisar mesmo usar.
Como usar ponto cardeal e colateral no dia a dia
Você precisa de uma bússola magnética ou de um GPS que exiba azimute. Se for usar bússola, alinhe a agulha com o norte magnético local. O erro de declinação varia conforme a região. No Brasil, a declinação magnética fica entre 0° e 20° oeste, dependendo do local e do ano. Isso significa que o norte da sua bússola não é o mesmo que o norte verdadeiro do mapa. Anotar a declinação local e ajustar o instrumento ou fazer o cálculo manual evita desvios significativos. Um caso que eu encontrei recentemente envolveu um cliente que precisava traçar um alinhamento de cerca em uma propriedade rural no interior de Minas. O mapa topográfico usava norte verdadeiro, mas a bússola apontava para o norte magnético. Sem corrigir a declinação, o alinhamento ficou deslocado em cerca de três metros ao longo de 150 metros de extensão. A correção foi simples: apliquei o valor da declinação daquela região no ano corrente, que era aproximadamente 12° oeste, e replanteei os marcos. O serviço levou 40 minutos a mais do que o previsto, mas evitou um processo judicial por invasão de divisas. Os colaterais aparecem frequentemente em rotas de navegação onde se precisa evitar obstáculos. Em vez de traçar um rumo reto do leste, por exemplo, o navegador pode usar nordeste para contornar um banco de areia. Sabendo que nordeste é 45°, você converte rapidamente para azimute gráfico ou para coordenadas UTM no terreno.
Erros comuns ao trabalhar com direções
O erro mais frequente é confundir norte magnético com norte geográfico. Mapas militares e cartas náuticas indicam a declinação com uma linha pontilhada e o valor em graus. Ignorar isso gera acumulação de erro. Quanto maior a distância percorrida, maior o deslocamento final. Outro problema é a interferência de campos magnéticos locais. Ferramentas de aço, veículos, linhas de transmissão e até certas formações geológicas perturbam a agulha. Eu já vi gente tentar fazer levantamento topográfico a dez metros de uma cerca de arame farpado energizado. A bússola girava sozinha. A solução foi usar um medidor de campo eletromagnético portátil ou recorrer a um teodolito eletrónico com estação total.

Quando o método simples não funciona
A bússola magnética perde precisão perto dos polos magnéticos. No Brasil não é um problema grave, mas em latitudes acima de 60° a deflexão aumenta e o uso de girobússolas ou GPS passa a ser obrigatório. Além disso, tempestades solares podem causar variações temporárias na agulha. Se você estiver trabalhando com medições de alta precisão, como em mineração ou agrimensura profissional, depender apenas de ponto cardeal e colateral sem instrumentação adequada é arriscado. Uma alternativa prática quando a bússola falha é usar triangulação com pontos conhecidos no terreno. Dois pontos visíveis no mapa, dois ângulos medidos com um teodolito, e você determina a posição sem depender do campo magnético. O processo leva mais tempo, mas a confiabilidade é muito superior.
Galeria
-
Atividades para imprimir do 3º ao 5º anos sempre a mão: pontos cardeais ... -
Pontos cardeais e colaterais -
PONTOS CARDEAIS E COLATERAIS ~ Dicas Grátis 2020 -
Rumos Localizados Entre Os Pontos Cardeais E Colaterais - FDPLEARN