Ponto De Croche Para Bolsas
Os pontos que realmente funcionam para bolsas
A maioria dos tutoriais na internet ensina o mesmo ponto baixíssimo ou a carreira dupla, e isso não serve para uma bolsa que precisa sustentar peso. Eu já vi gente tentar fazer bolsas com pontos fofos demais e depois reclamar que a peça deforma quando coloca um celular dentro. O problema é estrutural, não estético. Se você quer uma bolsa que fique de pé e não vire uma panqueca após três meses de uso, precisa escolher o ponto certo desde o início. O ponto que eu recomendo é o ponto baixo fechado, muitas vezes chamado de point français em materiais franceses, porque ele cria uma trama densa que não distende. Você trabalha no segundo fio da carreira anterior, não solta laçadas amplas, e mantém uma tensão constante. O resultado é um tecido com rigidez natural que serve perfeitamente para a estrutura de uma bolsa.
ponto de croche para bolsas
Quando pesquisei sobre ponto de croche para bolsas, a maior parte do conteúdo que apareceu era visualmente bonito mas tecnicamente inadequado. Os pontos decorativos que parecem flores ou ondas não têm densidade suficiente. Eu perdi duas semanas testando pontos diferentes antes de voltar para o ponto baixo fechado com alterações estratégicas. O que funciona na prática é combinar o ponto baixo fechado com reforços laterais e uma base rígida costurada por dentro. Aqui vai o método que eu uso. Comece com um anel mágico ou uma corrente de quatro a cincoelos, dependendo do tamanho desejado para o fundo da bolsa. Trabalhe oito pontos baixos fechados no anel, aumentando dois pontos em cada elocolocado na rodada anterior. Isso dá oito aumentos na primeira rodada, resultando em dezesseis pontos. Na segunda rodada, alterne um ponto baixo fechado normal com um aumento em cada segundo ponto. Na terceira rodada, faça dois pontos normais e um aumento no terceiro ponto. Continue esse padrão de crescimento até atingir a largura que você precisa para o fundo. O segredo que ninguém conta é que você deve trabalhar em espiral contínua, sem juntar as carreiras com ponto baixinho invisível. Juntar as carreiras cria uma costura visível que desalinha a tensão e deixa a borda irregular. Trabalhar em espiral mantém a densidade uniforme em todo o tecido. Use um marcador de rodada que seja firme e fácil de mover, porque se você usar um grampo de cabelo, ele vai escorregar e você vai perder a contagem das carreiras.
Para as paredes da bolsa, pare de aumentar e trabalhe pontos baixos fechados retos em todas as carreiras. Aqui está onde a maioria das pessoas erra. Elas continuam com o mesmo gancho que usaram no fundo, mas o fundo precisa ser mais frouxo para crescer, enquanto as paredes precisam ser mais apertadas para manter a forma. Troque para um gancho dois números menor, ou diminua um número se o fio for grossinho. Isso faz uma diferença enorme na rigidez final do tecido. Eu encontrei um problema específico quando fiz uma bolsa grande com fio de algodão nº 40. O tecido ficava muito rígido na base e muito mole nas paredes porque eu não ajustei a tensão entre as duas seções. A solução foi dividir o trabalho em três partes distintas: o fundo, a transição e as paredes. No fundo, usei gancho 3.5mm. Na transição, que são as primeiras quatro carreiras das paredes, voltei para o gancho 3.0mm gradualmente, trabalhando dois pontos baixos fechados normais seguidos de um mais apertado em cada terceira carreira. Nas paredes propriamente ditas, permaneci com o gancho 3.0mm e mantive uma tensão firme e consistente. Outro detalhe técnico que poucos mencionam: o sentido de inserção do gancho. Quando você trabalha o ponto baixo fechado, insira o gancho de trás para frente no elocolocado da carreira anterior, puxe a laçada, passe pela laçada no gancho, e então passe pela laçada restante no gancho. Isso cria um ponto com orientação diagonal que fecha bem a trama. Se você inserir o gancho de qualquer outra maneira, o ponto fica frouxo e perde a capacidade de manter a forma da bolsa.

Para a alça, use o mesmo ponto baixo fechado mas trabalhe em filas curtas de ida e volta, não em espiral. Isso cria uma tira mais plana e menos torcida. Uma alça torcida em uma bolsa é irritante no uso diário. Eu costumo fazer tiras com cerca de doze carreiras de largura, usando o mesmo ganho das paredes, e costuro as extremidades com o mesmo fio para criar um laço fechado que distribui o peso uniformemente. O fechamento da bolsa é outro ponto onde as pessoas falham. A maioria das bolsas caseiras usa um botão ou zíper simples, mas o tecido de crochê em ponto baixo fechado tem uma tendência natural a abrir com o uso. A solução prática é adicionar uma aba interna de feltro ou EVA colada na parte superior interna, com um imã embutido. Isso mantém o fechamento fechado sem depender exclusivamente da tensão do ponto. O imã que eu uso é do tipo neodymium, de sessenta milímetros de diâmetro, costurado entre duas camadas de feltro de cinco milímetros de espessura. Se você está começando agora, faça primeiro um quadrado de teste de dez por dez centímetros. Meça quantas carreiras cabem nesse espaço. Isso vai dar a você a densidade real do seu ponto com o seu fio e o seu gancho. Sem essa medição, você vai e a bolsa vai ficar menor ou maior do que o planejado. Eu sempre faço isso porque minhas estimativas costumavam errar em até vinte por cento quando não testava primeiro.
O principal inconveniente do ponto baixo fechado para bolsas é o tempo de execução. Um gancho maior com pontos mais abertos é rápido, mas o tecido resultante não serve para bolsas estruturadas. Com o ponto baixo fechado e gancho pequeno, uma bolsa média de trinta centímetros de largura leva cerca de doze a quinze horas para ser concluída, dependendo da experiência do crocheteiro. Isso é real. Não há como acelerar isso significativamente sem comprometer a qualidade estrutural. Se o tempo for uma questão importante, existe uma alternativa híbrida: usar ponto alto duplo para o corpo da bolsa e inserir uma forração de tecido sintético costurada por dentro. O tecido sintético dá rigidez sem exigir pontos superfechados, e você reduz o tempo de produção pela metade. Mas o acabamento visual fica diferente, e a durabilidade depende diretamente da qualidade do forro que você escolhe. Tecido de poliestéreu barato rasga em três meses. Tecido de algodão cru ou lona sintética de boa gramatura dura anos.
Galeria
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