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Pontos Para Bordar A Mão

Pontos Para Bordar A Mão

Pontos de bordado à mão: o que funciona e o que não funciona

A gente ouve falar muito de pontos de bordar à mão em vídeos de artesanato, mas a realidade é mais simples e menos bonita do que parece. Vou listar os pontos que realmente se usam no dia a dia, com uma explicação prática de como executar cada um, alguns problemas que aparecem na hora e como contorná-los. Se você está começando agora, o primeiro erro é tentar fazer tudo com linha de costura comum. A linha de bordar (DMC, por exemplo) tem um acabamento que desfia menos e permite dividir o fio quando necessário. A linha de costura é grossa demais para a maioria dos pontos finos e cria nós que travam o trabalho.

pontos para bordar a mão mais usados

O ponto corrido é o primeiro que qualquer pessoa aprende. Você faz uma pontinha na tela, entra e sai em intervalos regulares, mantendo o mesmo tamanho de ponto e o mesmo tamanho de afastamento entre eles. O segredo aqui é puxar a linha com firmeza, mas sem esticar demais, porque se você puxar forte a tecido vai ondular e ficar todo torto depois. O ponto atrás é o mais versátil que existe. Serve para contornos, preenchimentos pequenos e costuras decorativas. Você entra no tecido pela frente, volta alguns milímetros e entra de novo na frente, sempre saindo na ponta do ponto anterior. O resultado é uma linha contínua por trás e por diante. Eu já vi gente deixar o ponto atrás frouxo porque acha que vai dar mais flexibilidade, mas isso só cria espaços onde a linha pode prender em tecidos depois de pronta a peça. O ponto cheio, também chamado de ponto de costura cheia, é feito fazendo pontos curtos lado a lado até preencher a área. Cada ponto deve encostar no anterior sem sobreposição excessiva. O problema mais comum aqui é deixar espaço entre um ponto e o outro, o que faz o tecido ficar visível e o acabamento parece amador.

O ponto cruz é o mais famoso, mas também o mais mal explicado. Você faz um traço diagonal de baixo para cima, depois outro de cima para baixo cruzando o primeiro, formando um X. A ordem importa: sempre comece pelo mesmo canto e mantenha a direção consistente. Se uns X ficarem de um jeito e outros de outro, o trabalho parece desorganizado mesmo sendo perfeito. O ponto pele de sapo, ou french knot, é aquele nó pequeno que dá textura. Você enrola a linha duas ou três vezes ao redor da agulha antes de entrar no tecido e puxar devagar. O nó fica na superfície. O problema real aqui é que se você enrolar demais a linha se acumula e o nó fica grande e desproporcional. Duas voltas são o suficiente para a maioria dos casos. O ponto cadeado é interessante para linhas curvas porque ele não deixa espaço entre os pontos. Você faz um ponto normal, mas antes de puxar a linha totalmente, passa a agulha por cima dela e então puxa. Isso cria uma espécie de corrente sobre o ponto anterior.

Ponto Para Bordar A Mão - RETOEDU
Ponto Para Bordar A Mão - RETOEDU

problemas que aparecem na prática e como resolver

Eu já perdi dias de trabalho porque não prestei atenção na tensão da linha. A tensão errada é o problema número um em qualquer projeto de pontos para bordar a mão. Quando a linha fica muito frouxa, o tecido ondula e o desenho fica torto. Quando fica muito esticada, o tecido encolhe ao redor dos pontos e gera rugas que não somem mesmo depois de lavada a peça. A solução mais prática é fazer um teste em um retalho do mesmo tecido antes de começar o projeto principal. Leva talvez cinco minutos e evita duas horas de correção depois. Outro problema comum é o desfiado da linha. Linha de bordar de qualidade baixa desfia rapidamente, especialmente quando passa repetidamente pelo tecido. A workaround que eu uso é passar a linha levemente por uma velha vela ou usar um produto específico anti-desfiado. Funciona e economiza bastante tempo frustrante.

O tecido também importa mais do que as pessoas imaginam. Tecidos muito densos como denim demandam agulhas mais grossas e mais força para atravessar. Tecidos finos como seda precisam de agulhas finas e linha dividida ao meio ou até em três partes. Usar agulha grossa em tecido fino simplesmente rasga as fibras e estraga o trabalho.

ferramentas básicas que valem o investimento

Um bastidor ou aro de bordado é essencial para manter o tecido tenso. Sem ele, cada ponto puxa o tecido e o desenho perde a forma. Eu recomendo o bastidor de madeira, não o de plástico, porque ele mantém a tensão por mais tempo e não escorrega tão fácil quando você move a peça. Agulhas de bordar vêm em numerações que vão de 1 a 10, onde quanto maior o número, mais fina a agulha. Para a maioria dos trabalhos com linha DMC em algodão médio, a agulha 24 ou 25 é o ponto ideal. Agulha 22 para tecidos mais grossos e 26 para trabalhos mais delicados. TESSELLA é uma marca de linhas que eu costumo recomendar para quem quer qualidade sem pagar preço de importação. A linha deles não desfia tanto quanto marcas genéricas e tem boa definição de cor.

Como Começar A Bordar? , Tutorial Bordado: pontos básicos para ...
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pontos avançados que fazem diferença

O ponto sanfona, ou lazy daisy, é simples mas transformador. Você faz um laço com a linha e prende com um pontinho na base, criando uma forma de pétala. Usado em grupos, vira flores inteiras. O truque é variar o tamanho dos laços para dar naturalidade. O ponto ventilado, ou fan stitch, é feito alternando pontos curtos e longos que se abrem como um leque. É ótimo para preencher áreas maiores com textura visual interessante. O problema é que se você não mantiver a direção correta, o ventoinha fica Torto e parece erro de principiante. O ponto tecido, ou basketweave, imita uma trama de cestaria. Você faz pontos horizontais e verticais intercalados em quadrados. Funciona muito bem para fundos e texturas geométricas. Exige paciência porque cada quadrado precisa estar alinhado com o anterior.

o que não funciona e por quê

Tentar bordar sem bastidor é possível em tecidos muito estáveis como feltro, mas em qualquer tecido com fios soltos o trabalho vai empancar. Eu já tentei várias vezes e sempre precisei voltar atrás. Usar linha de costura no lugar de linha de bordar é outro erro comum. A diferença de espessura e acabamento é grande e o resultado final parece amador. Não adianta economizar cinquenta centavos na linha e estragar uma peça que levou horas. Praticar apenas em tecido branco é limitante. Os pontos se comportam de maneira diferente em tecidos coloridos, texturizados ou mais grossos. Faça testes em amostras reais do tecido que você vai usar no projeto final.

O maior aprendizado em pontos para bordar a mão vem da repetição chata e consistente. Não tem atalho. Cada ponto que você domina hoje leva pelo menos algumas centenas de execuções para ficar natural. O resto é só pratica.

Pontos de Bordado à mão para iniciantes | Graficos de bordados ...
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