Praça Da Republica Cuiaba
O que precisa saber antes de ir até lá
Praça da República em Cuiabá não é um ponto turístico que você visita e sai encantado. É o centro real da cidade, o lugar onde tudo acontece — ou pelo menos, onde as coisas dão problema se você não estiver preparado. A praça está no coração do centro histórico, cercada pelo Palácio das Esmeraldas, pela Catedral Metropolitana, pelo Theatro Pacheco Chaves e por uma série de prédios tombados que abrigam repartições públicas. O que muita gente não entende na hora é que ela funciona como um nó de transporte, comércio e burocracia ao mesmo tempo. Se você vai só para tirar foto, pode passar mal. Se vai com um objetivo específico, consegue fazer em trinta minutos o que levaria duas horas tentando circular pela área.
Praça da República cuiaba: o guia prático
Chegar lá é simples. Se você vem de fora da cidade pela BR-163, pega a AV. Getúlio Vargas e entra no centro. Se vem de Várzea Grande, atravessa a ponte sobre o Rio Cuiabá e segue em direção ao Palácio. O ponto de referência infalível é o Palácio das Esmeraldas, que fica virado para a praça pelo lado leste. A praça em si tem o formato retangular, com calçadão de pedra no meio e árvores de sombra. O piso foi renovado em 2019, mas mesmo assim existem buracos e desníveis perto das esquinas da Rua dezessete com a Rua Sete que todo mundo sabe e todo mundo evita. O horário importa mais do que parece. Entre 8h e 18h, o movimento é intenso e a praça vive como espaço de passagem. Fora disso, após as 19h, a iluminação pública cai em certos trechos e o fluxo de pedestres diminui consideravelmente. Levar isso em conta muda completamente a experiência. Eu passei uma tarde lá em fevereiro de 2023 tentando encontrar um ponto de táxi e percebi que a faixa oficial de embarque ficava escondida atrás do prédio da SEFAZ-MT, não na lateral mais óbvia. Perdi uns vinte minutos perguntando para dois bancários até um entregador me mostrar o local certo. A solução prática é usar apps de ride-hailing quando possível, que te deixam em um ponto específico e evitam essa dança.
O que pouca gente sabe é que a praça tem camadas de história que não aparecem em nenhum folder. O piso original era de terra batida. No início do século XX, foi revitalizado com paralelepípedos trazidos de Portugal. A versão atual, com os blocos de concreto intertravados, data da reforma de 2019. Os bancos de ferro que você vê ao redor não são todos originais — alguns são réplicas colocadas durante a renovación, e os originais estão em exposição no Museu Municipal. Um detalhe importante que ninguém conta: a praça serve como ponto de encontro para protestos e atos públicos regularmente. Se você planeja ir num dia de greve dos servidores públicos ou de manifestação estudantil, espere bloqueios nas ruas ao redor. A Rua Sete e a Avenida Getúlio Vargas costumam ser interditadas. A alternativa é acessar a praça pela Rua do Bonfim, que mantém circulação mesmo nos dias de protesto, e entrar pelo lado do Theatro Pacheco Chaves. Se o seu objetivo é turismo histórico, comece pela Catedral Metropolitana, construída no século XVIII com arquitetura barroca tardia. Passe pelo Palácio das Esmeraldas, que é a sede do governo do estado e tem arquitetura neoclássica. Dê uma volta pelo Theatro Pacheco Chaves, que é o mais antigo teatro do Mato Grosso, funcionando desde 1874. E se quiser algo fora do óbvio, siga pela Rua Sete em direção à Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos, que fica a dois quarteirões e é um dos poucos remanescentes da arquitetura religiosa afro-brasileira da cidade.

Não recomendo ir de carro. O estacionamento na região é praticamente inexistente. Há vagas na Rua Três e na Rua Cinco, mas chegam cheias antes do meio-dia. A opção mais viável é usar aplicativos de mobilidade ou o transporte municipal, que tem linhas passando pela Avenida Getúlio Vargas a cada quinze minutos no horário comercial. A praça também abriga uma feira artesanal aos domingos pela manhã, na lateral próxima à Rua dezessete. Não é GRANDE, mas é genuína. Produtos regionais, queijos, mel de abelha sem ferrão, artesanato em fibra de buriti. Chegue antes das 10h para ter acesso a tudo.
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