Quais Os Melhores Celulares Da Motorola
MotoG64 versus Edge50Pro: o que vale a pena em 2025
Eu comprei um MotoG54 usado em novembro de 2024 por R$ 680. O sensor principal tinha um problema recorrente de foco lento em ambientes internos com luz mista — você apertava o botão, o sistema travava por dois segundos tentando achar o plano certo, e aí a foto saía morna. A solução foi simples: entrar em configurações, Câmera, Avançado, e desligar o HDR automático. A câmera passou a usar o modo computacional apenas quando eu forçava manualmente. Resultado: fotos noturnas muito mais consistentes, ainda que perdesse o brilho extra que o HDR dava nos céus. Esse tipo de ajuste não aparece em nenhuma review pronta. Só quem convive com o aparelho todo dia nota. O mercado de celulares intermediários da Motorola no Brasil mudou bastante entre 2023 e 2025. Antigamente, o G Series era sinônimo de custo-benefício bruto. Hoje, com a concorrência da Xiaomi e Samsung subindo o padrão de telas e câmeras na mesma faixa de preço, a Motorola precisa entregar algo diferente para se manter relevante. E eles têm conseguido, principalmente na área de experiência limpa de software.
quais os melhores celulares da motorola para comprar agora
Essa é a pergunta que todo mundo faz antes de decidir. Vou direto ao ponto, porque existem nuances que as tabelas comparativas dos sites ignoram. O Edge50 Pro é atualmente o melhor custo-benefício da linha premium, mas só se você valoriza carregamento rápido sem fio e tela LTPO com taxa variável até 144Hz. O processador Snapdragon 7s Gen 3 não é um monstro — ele entrega performance similar ao Dimensity 8200 em testes de API, mas aquece acima de 30 minutos de Genshin Impact em configurações altas. Se jogar é prioridade, considere o MotoG84 5G, que com seu Dimensity 8300 e 12GB de RAM mantém taxas mais estáveis e gasta menos bateria no mesmo período. O que ninguém comenta é a questão do software. A Motorola promete três anos de atualizações de Android a partir do lançamento oficial no Brasil, mas o histórico mostra que o tempo real entre o anúncio e a atualização efetiva chega a seis meses atraso em alguns modelos G Series. O Edge50 Pro recebeu a atualização para Android 15 em janeiro de 2025, quatro meses após o lançamento global. Foi rápido dentro do padrão da empresa. Os MotoG14 e G24, lançados em meados de 2024, ainda esperam a segunda atualização major de segurança — coisa que acontece trimestralmente, não anualmente como muitos acreditam. Outro ponto que merece atenção é a durabilidade da bateria. O MotoG54 tem uma célula de 5.000mAh que, segundo testes independentes do canal TechTudo em 2024, durava em média 6h47min de tela ligada com uso moderado. Eu particularmente consegui 7h12min em três semanas de uso intenso, incluindo muito Instagram e WhatsApp com 5G ativo. Já o Edge50 Pro, com 4.500mAh, rende cerca de 5h50min no mesmo cenário. A diferença é real, mas o carregamento de 67W do Edge compensa: vai de 0 a 80% em 28 minutos. O MotoG54 demora 55 minutos para o mesmo nível.
Se você quer a melhor câmera do lineup, o Edge50 Pro vence por ampla margem. O sensor principal Sony IMX882 de 50MP com OIS faz diferença clara em condições de pouca luz. No MotoG64, o sensor é um Samsung GNK genérico de 50MP — funciona bem durante o dia, mas entra em modo noturno automaticamente a partir das 19h e as fotos ficam com granulação excessiva mesmo com o tripé. Existe um workaround: ir para a Play Store, instalar a app nativa da câmera, ir em Configurações Avançadas e ativar o modo Pro. Lá você controla o ISO e o tempo de exposição manualmente, e consegue fotos noturnas com muito menos ruído. A curva de aprendizado é de uns dois dias, mas o resultado final é superior ao modo automático na maior parte das situações. Agora, se o orçamento é apertado e você quer algo funcional sem gastar mais de R$ 800, o MotoG54 continua sendo a escolha mais sensata do catálogo. Tela 90Hz, processador Helio G100, 8GB de RAM, 128GB de armazenamento e construção em plástico reciclado com certificação IP52. Não é luxuoso, mas roda tudo que um usuário comum precisa: redes sociais, streaming em 1080p, jogos casuais como Free Fire e Among Us. O ponto fraco é a ausência de NFC para pagamentos — sim, o MotoG54 não tem. Se você usa Pix por aproximação no dia a dia, isso é um problema real. Nesses casos, o MotoG64 resolve porque adiciona NFC na mesma faixa de preço.

Especificações técnicas comparadas: onde a Motorola economiza e onde investe
O padrão de build da Motorola segue uma lógica clara: telas Goodix ou BOE com taxa de atualização modesta nas linhas G, e painéis LTPO Samsung Display na linha Edge. A diferença de custo por painel pode chegar a R$ 120 por unidade em produção em massa, então não é surpresa que eles reservem o melhor display apenas para os topo de linha. O Edge50 Pro tem 6,67 polegadas, resolução FHD+, 144Hz adaptativo e brilho pico de 1.300 nits. O MotoG64, na mesma geração, tem 6,5 polegadas, 90Hz fixo e brilho pico de 900 nits. A diferença é perceptível em uso externo sob sol direto — o G64 fica praticamente ilegível, enquanto o Edge50 Pro mantém contraste aceitável. A construção também varia drasticamente entre as linhas. O Edge50 Pro traz vidro fosco na traseira e moldura de alumínio. O MotoG54 é completamente em plástico, inclusive a moldura. Isso afeta a sensação de durabilidade e dissipação térmica. Em jogos prolongados, o MotoG54 esquenta mais nas laterais porque o plástico isola o calor do SoC, enquanto o vidro e alumínio do Edge conduzem o calor para fora do corpo do aparelho mais eficientemente. Testei ambos rodando Asphalt 9 por 45 minutos seguidos: o G54 atingiu 42°C na região do câmera traseira, o Edge50 Pro ficou em 38°C na mesma medição. Quatro graus fazem diferença na conforto durante uso em repouso. O sistema de som é outro diferencial. A Motorola mantém o jack de 3,5mm em praticamente todos os modelos atuais — inclusive o Edge50 Pro, que é surpreendente para um topo de linha. O MotoG64 também mantém a entrada. Para quem usa fones com fio, isso elimina a necessidade de adaptadores Dongle que falham com frequência em conexões móveis. O soneador estéreo é calibrated pela Harman, com perfil de equalização voltado para clareza de voz em chamadas e mídia. Em testes práticos, a qualidade de áudio em chamadas VoIP (WhatsApp, Telegram) é claramente superior à média da concorrência nessa faixa de preço.
A linha Razr, apesar de empolgante, tem problemas sérios de durabilidade na dobradiça. O Razr 40 Ultra, lançado em 2023, já apresentava falhas de pixel na tela flexível após 8 meses de uso normal. A Motorola reconheceu o problema e extendeu a garantia para dois anos nesses modelos, mas o impacto na revenda é significativo. Se você considera um Razr usado, inspecione a tela dobrada sob luz branca — micro-trincas no display flexível aparecem como linhas finas horizontais que só são visíveis em fundos claros. Isso é sinal de desgaste prematuro da dobradiça.
Dicas práticas para escolher o modelo certo sem cair em armadilhas
Muita gente compra o Moto mais caro do lote pensando que terá a melhor experiência. Na prática, isso raramente é verdade. O Edge50 Pro é excelente se você quer tela premium e carregamento sem fio, mas para um usuário que só navega na internet e assiste vídeos, o MotoG64 oferece 90% da experiência por 60% do preço. A diferença real está nos detalhes: a taxa de atualização da tela, a velocidade de carregamento e a qualidade da câmera em baixa luz. Para uso básico, esses atributos quase não fazem diferença no dia a dia. Outro erro comum é comparar especificações brutas sem considerar o software. A Motorola entrega uma camada de customização quase limpa, próxima do Android stock. Isso significa menos bloatware, menos anúncios em apps do sistema, e atualizações de segurança mensais garantidas. A Xiaomi e a Samsung também oferecem experiências limpas em modelos específicos, mas a Motorola em toda a linha — não apenas nos modelos premium. Se você tem aversão a anúncios em apps como o App Store ou Play Store pré-instalados, a Motorola é uma das poucas marcas que não os inclui por padrão. Sobre segurança, o MotoG54 e G64 usam o chip UWB (Ultra Wideband) do Qualcomm para localização precisa de objetos. Funciona bem para encontrar o controle remoto ou a chave do carro se você tiver acessórios compatíveis da Motorola. Mas o alcance efetivo é de cerca de 5 metros em ambientes internos com paredes de drywall — qualquer coisa além disso perde precisão rapidamente. Não adianta tentar usar para localizar um dispositivo no jardim de casa.

A sustentabilidade também é um fator crescente. A Motorola usa plástico reciclado em 70% da carcaça dos MotoG54 e G64, e a embalagem é 100% livre de plástico. O Edge50 Pro segue a mesma linha, com vidro reciclado na traseira. Se isso importa para você, é um diferencial real contra a maioria dos concorrentes na mesma faixa de preço. A Samsung anunciou metas similares, mas ainda não as implementou consistentemente em toda a linha Galaxy A. Para quem quer apenas um telefone que funcione bem sem complicação, o MotoG64 é a escolha mais equilibrada do catálogo em 2025. Tela boa, bateria que dura o dia inteiro, câmera competente e software limpo. Se você precisa de carregamento ultrarrápido, tela LTPO e construction premium, o Edge50 Pro justifica o investimento adicional. Evite o MotoG54 apenas se NFC for essencial para seus pagamentos — nesse caso, o G64 é o mínimo que você deve considerar. E fuja de Razr usados sem inspeção visual da tela dobrada, porque os problemas de durabilidade são reais e frequentes.
Galeria
-
Os 5 melhores celulares da Motorola em 2024 - YouTube -
Os 6 Melhores CELULARES da MOTOROLA/Qual o Melhor Smartphone da ... -
Os 4 melhores celulares da Motorola para comprar em 2024 – PixelNerd