POTHIEDU Não Decore a Resposta. Entenda o Caminho

Qual Das Alternativas Abaixo São Condições Adversas De Vias

Qual Das Alternativas Abaixo São Condições Adversas De Vias

Condições adversas de vias: o que cai na prova e como identificar

O assunto parece genérico, mas tem nuances que muita gente erra na hora da prova. Condições adversas de vias não se resumem apenas a buracos e asfaltos ruins. O termo abrange uma série de situações que prejudicam a trafegabilidade, a segurança ou o acesso legítimo a logradouros públicos e privados de uso aberto ao público. A pergunta qual das alternativas abaixo são condições adversas de vias costuma aparecer em provas de Direito Administrativo, OAB e concursos de nível médio e superior, e as pegadinhas são previsíveis. Na prática, as condições adversas envolvem obstáculos físicos, irregularidades na superfície, sinalização deficiente, obstruções ilegais, vegetação invasora, ausência de iluminação, falta de manutenção preventiva e qualquer elemento que reduza a segurança ou a fluidez do trânsito. O ponto crucial é que a via precisa estar em condições inadequadas de uso, não simplesmente ser ruim por padrão. Ou seja, uma rua mal projetada desde a origem pode não caracterizar condição adversa no sentido jurídico, a menos que haja algum agravante supervisionável pelo poder público.

qual das alternativas abaixo são condições adversas de vias

Quando a banca apresenta alternativas, ela geralmente mistura elementos que realmente configuram condições adversas com situações que são meras características normais da via ou problemas de responsabilidade de terceiros. Buracos profundos, calçadas rompidas, lixeiras abandonadas, veículos estacionados em locais proibidos, obra sem sinalização e falta de guarda-corpo em pontes são exemplos clássicos. Já coisas como largura insuficiente da pista prevista em lei, curvas acentuadas conforme o projeto original e declividade natural do terreno normalmente não se enquadram, a menos que a administração tenha deixado de adotar medidas razoáveis de mitigação. Um caso que me marcou envolve um município que foi acionado por queda de muro de contenção durante chuva forte. A via tinha declive acentuado, mas o problema real foi a falta de drenagem adequada e a acumulação de água que corroera a base. A argumentação inicial da prefeitura era de que a inclinação era condição natural do terreno, não condição adversa. O juiz entendeu diferentemente, considerando que a administração tinha dever de manutenção e que a obra de drenagem era medida razoável e esperada. Isso mostra que a presença de um elemento natural não afasta automaticamente a responsabilidade se houver falha na conservação. Outro ponto importante é a distinção entre condição adversa e caso fortuito ou força maior. Chuvas intensas isoladas não transformam automaticamente uma via bem conservada em adversa. O que determina a caracterização é a existência de negligência, imperícia ou omisso no dever de cuidado pela entidade responsável pela manutenção. Se a via já era problemática e a administração foi alertada várias vezes e não agiu, a responsabilidade tende a ser reconhecida com mais facilidade.

Há também a questão da via privada aberta ao público. Shopping centers, condomínios empresariais e estacionamentos pagos podem gerar obrigação de segurança, mas o teto Juridico é diferente do logradouro público. Em vias privadas, a responsabilidade é mais frequentemente analisada sob a ótica do Código de Defesa do Consumidor e da obrigação contratual ou pré-contratual de segurança, enquanto em vias públicas predomina a responsabilidade objetiva do Estado por falha na prestação do serviço de conservação e manutenção. Se você está resolvendo questões, leia cada alternativa com atenção aos verbos e aosQualifier. A banca costuma colocar situações em que o dano ocorreu por imprudência do próprio usuário, por ação de terceiro não identificável ou por falha exclusiva de outro órgão. Nesses casos, a condição adversa pode não ser o nexo causal predominante. Também preste atenção ao momento: uma via que estava em boas condições e foi comprometida por evento recente pode ter prazo razoável para correção antes que se configure responsabilidade por omissão. A parte prática mais útil é construir um checklist mental para descartar alternativas. Verifique se há (1) elemento objetivo que prejudica o uso normal, (2) ligação com o dever de manutenção da entidade demandada, (3) possibilidade de prevenção ou mitigação e (4) ausência de culpa exclusiva da vítima ou de terceiro alheio à conservação. Quando todos esses critérios estiverem presentes, a alternativa provavelmente descreve uma condição adversa de via.

Condições Adversas na Condução Veicular | PDF | Acidentes de trânsito ...
Condições Adversas na Condução Veicular | PDF | Acidentes de trânsito ...

Se quiser aprofundar, consulte a jurisprudência dos tribunais regionais federais e dos tribunais de justiça estaduais sobre responsabilidade civil do Estado por defeito na conservação de vias. Os acórdãos mais recentes tendem a ser rigorosos com a carga de prova do poder público quando há comunicação prévia do defeito. Isso significa que documentos como protocolos de atendimento, fotos georreferenciadas e relatórios de vistoria são determinantes e muitas vezes viram o jogo a favor do interessado. Resumindo o essencial sem dramatismo: a resposta correta para qual das alternativas abaixo são condições adversas de vias será aquela que descrever uma situação concretade inadequação da via decorrente de falha na manutenção, sinalização ou conservação, com nexo causal claro e sem exclusão por culpa exclusiva da vítima. O resto é detalhe que a banca usa para confundir quem decora em vez de entender o mecanismo de responsabilidade.