POTHIEDU Não Decore a Resposta. Entenda o Caminho

Qual O Valor Do Quilo Do Papelao

Qual O Valor Do Quilo Do Papelao

O preço do papelão por quilo em 2026

O valor do quilo do papelao varia bastante e depende de uns fatores que o mercado não explica direito nas tabelas. A média em julho de 2026 gira em torno de R$ 0,35 a R$ 0,65 por quilo para papelão ondulado comum, tipo caixa de supermercado ou caixas de mudança. Papelão mais limpo, sem fita adesiva, sem umidade, entra na faixa alta. Papéis mais sujos ou misturados com outro tipo de resíduo caem pra baixo. A coisa que mais bagunça o preço é a classificação. As centrais de reciclagem separam em correntes como CAD 11 (cartão duplex), CAD 13 (papelão ondulado misto) e CAD 14 (papelão sujo). Se você entrega a mercadoria já separadinha, recebe mais. Se chega tudo misturado numa sacada, o comprador reclassifica tudo lá e paga pelo que ele achar que é. Já vi gente perder 30% do valor só por não ter separado antes de ir ao comércio.

Qual é o valor do quilo do papelao hoje

No atacado, onde as grandes usinas compram, a cotação segue o IBRCon e varia diariamente. O valor do quilo do papelao mais recente que consegui ver em bases como a CEMPRE e a Associação dos Catadores apontava médias entre R$ 0,38 e R$ 0,52/kg para o material padrão. Para quem vende em volume baixo, tipo 200 kg por mês, o revendedor que compra na rua geralmente paga menos, algo em torno de R$ 0,25 a R$ 0,40/kg. A diferença não é maldade, é custo operacional deles. Tem também a questão da umidade. Papelão molhado pesa, mas o papelão em si não presta tanto assim. Eu já tive um cliente que levou uma chuva de fim de tarde e esqueceu a coleira de caixas empilhadas na calçada. Na hora de pesar, eram 800 kg úmidos. O desconto por umidade costumava ser 10% a 20% dependendo do comprador. Aí eu ensinei ele a dobrar e deixar secar em lugar cobrado antes de fechar o pacote. Sem falar que caixas dobradas ocupam muito menos espaço no caminhão, então o frete por quilo cai junto. Dá pra juntar economia nos dois lados. Outro ponto que as tabelas não mostram: a frequência de retirada. Vendedores pontuais que entregam todo mês e em dia fixo costumam negociar tabelas melhores. Quem chega de vez em quando com meia tonelada mal classificada perde o privilégio. Eu recomendo ter pelo menos dois contatos de centros de triagem diferentes. Um serve de referência de preço e o outro entra como alternativa se a cotação daquele dia estiver ruim.

Como calcular o valor na prática

Você pesa o papelão seco e limpo em balança calibrada, registra a tara se for usar seu próprio container, e multiplica pelo preço praticado. Simples, mas tem pegadinha. A primeira é o peso de fita e grampos. Se o material vier embrulhado com plástico e muita string, o comprador pode descontar. A segunda é a classificação errada. Eu já vi gente vender papelão de telecomunicações, que tem camada interna mais forte e às vezes até revestimento ceroso, como papelão comum. No final da linha eles reclaman e reduzem o valor. Se você quer um número prático pra orçar agora, use R$ 0,45/kg como base para papelão ondulado limpo e pesado em bom volume. Se o material tiver presença significativa de papel craft ou cartão duplex misturado, suba pra R$ 0,55/kg. Se vier sujo de gordura ou com terra, caia pra R$ 0,30/kg. Essas faixas cobrem a maioria das transações reais que eu acompanho no mercado brasileiro. Há também a questão logística. O lucro real do papelão muitas vezes é definido pelo custo de transporte, não pela cotação. Se a coleta estiver longe do centro de triagem, o frete come parte significativa do ganho. Eu já vi operações onde o preço de venda estava bom, mas o custo de levar a mercadoria até o ponto de pesagem tornava o negócio inviável. Nesse caso, o ideal é buscar cooperativas de catadores próximas ou negociar retirada pela própria central. Algumas aceitam buscar a partir de certos volumes, tipo acima de 1 tonelada, e isso muda a conta completamente.

QUANTO VALE O QUILO DO PAPELÃO E PAPEL MISTO? - YouTube
QUANTO VALE O QUILO DO PAPELÃO E PAPEL MISTO? - YouTube

O maior erro que eu vejo é confiar num único indicador de preço. O mercado oscila com a demanda das indústrias de celulose, com o câmbio, e com safras de matérias-primas alternativas. A cotação do papelão pode subir ou descer 15% em poucas semanas sem aviso. Anotar o preço praticado todo mês ajuda a montar uma média pessoal e não entrar em pânico quando o valor cair temporariamente. Também facilita identificar quando um comprador está pagando abaixo da média do mercado e justificar uma negociação melhor. Se quiser consultar valores atualizados, há portais como o Mercado Reciclado, o site da CEMPRE, e plataformas como a Recycling Online que publicam médias diárias e regionais. Não confie em tabelas que não têm data ou referência geográfica. Preços de São Paulo e do interior de Minas nem sempre são os mesmos, e a distância até o centro de beneficiamento faz diferença no valor final que cai no bolso.