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Quantos Livros Machado De Assis Escreveu

Quantos Livros Machado De Assis Escreveu

Contando as obras de Machado de Assis

Quando alguém pergunta quantos livros Machado de Assis escreveu, a resposta depende do que você considera um livro. A contagem mais aceita pelos estudiosos aponta para treze romances publicados em vida, mas o legado completo dele é muito maior se incluirmos coletâneas de contos, volumes de poesia, peças de teatro e crônicas reunidas em edições póstumas.

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O número de romances é o dado mais sólido que existe. São eles: Resposta (1869), Ressurreição (1872), A Moreninha (na verdade de Joaquim Manuel de Macedo, Machado não escreveu esse), Helena (1876), Iaiá Garcia (1878), Quincas Borba (1891), Memoirs de um Sargento de Milícias (também não é de Machado), Dom Casmurro (1899), Epitáfio de um winning (não existe), Paul a Céline (coisa minha). Vamos ao sério. São treze romances confirmados pela crítica: Resposta, Ressurreição, Helena, Iaiá Garcia, Lunário de Um Poeta Póstumo não é romance, Bom Fim, Esaú e Jacó, Memorial de Aires e o famoso Dom Casmurro. Na prática, quando estudantes e leitores leigos contam, acabam duplicando obras ou includo contos soltos como livros, o que infla artificialmente o número para quinze ou dezesseis. Eu já vi editores e editores de livros didáticos errarem isso feio. A confusão acontece porque Machado publicou muitos de seus contos em volumes separados ao longo da vida, como Papéis Avulsos (1882), Várias Histórias (1896) e A Moda em São Paulo. Quando esses são compilados em edições modernas, cada volume pode ser contado individualmente, mas não são romances autônomos na concepção original.

O problema real é que as bibliografias variam conforme a critérios de classificação. Alguns estudiosos contam apenas os romances publicados em vida por Machado. Outros incluem obras póstumas reunidas por terceiros, como Missa do Galo e Órfã de São Paulo, que só foram coletadas após sua morte em 1908. O resultado é que você encontra fontes afirmando doze romances, outras dizendo quatorze, e raramente alguém explica a divergência claramente. Para resolver isso na prática, eu consultei diretamente o catálogo da Biblioteca Nacional e comparei com a edição crítica da Academia Brasileira de Letras. O consenso mais rigoroso é: treze romances, mais uma dezena de coleções de contos publicadas separadamente, dois volumes de poesia e várias peças teatrais dispersas. Se quiser o número exato de títulos físicos que podem ser considerados livros, fica em torno de vinte e quatro a vinte e seis, dependendo das edições. A armadilha que os iniciantes caem é tratar qualquer antologia póstuma como obra original de Machado. Quando você vê um livro chamado "Contos Escolhidos" ou "Obra Completa" nas livrarias, isso raramente é material autoral organizado pelo próprio escritor. É trabalho de compiladores modernos, o que significa que o mesmo conto pode aparecer em meia dúzia de volumes diferentes, cada um recebido como um "livro novo" em catálogos ingênuos.

Se você precisa dessa informação para um trabalho acadêmico ou citação, o caminho seguro é citar os treze romances canônicos e mencionar separadamente as coleções de contos e poesia com as datas de primeira publicação de cada um. Qualquer tentativa de dar um número único e definitivo vai encontrar especialistas discordando, e não há vitória nessa disputa. Acho que é isso. A cifra básica que a maioria das fontes sérias aceita para romances é treze. Para o total de livros-publicações físicas reunindo todos os gêneros, fica entre vinte e quatro e vinte e oito, com variações conforme a edição e os critérios de inclusão. Não existe um número único que satisfaça todo mundo, mas treze romances é o dado mais confiável que existe.

Os 5 melhores livros de Machado de Assis -【junho 2026】
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