POTHIEDU Não Decore a Resposta. Entenda o Caminho

Que Ligação É Formada Entre Esses Elementos

Que Ligação É Formada Entre Esses Elementos

Como determinar que ligação é formada entre esses elementos

A primeira coisa que você precisa saber é que o tipo de ligação depende quase exclusivamente da diferença de eletronegatividade entre os átomos. Não tem muito segredo, mas as pessoas costumam complicar quando não precisam. Para responder essa pergunta de forma prática, você pega a tabela periódica e consulta os valores de eletronegatividade de cada elemento. A diferença entre eles define o tipo de ligação. Se a diferença for maior que 1,7, é iônica. Entre 0,4 e 1,7, é covalente polar. Abaixo de 0,4, covalente apolar. Acima disso, metálica, quando ambos são metais. Por exemplo: sódio e cloro. Eletronegatividade do Na é 0,93. Do Cl é 3,16. A diferença é 2,23. Ligação iônica. Fácil.

Agora, cálcio e oxigênio. Ca tem 1,00. O tem 3,44. Diferença de 2,44. Também iônica. O óxido de cálcio se forma como um sal cristalino com rede iônica.

O método prático

O que eu faço na prática é memorizar alguns valores-chave. Hidrogênio: 2,20. Carbono: 2,55. Nitrogênio: 3,04. Oxigênio: 3,44. Flúor: 3,98. Os metais alcalinos ficam todos abaixo de 1,0. Halogênios geralmente acima de 2,8. Com isso você consegue estimar rapidamente sem precisar consultar a tabela a todo momento. Um detalhe que muita gente esquece: a eletronegatividade varia com o estado de oxidação. Um ferro em estado +3 é mais eletronegativo que em estado +2. Isso pode alterar a classificação em casos mais específicos. Se você está resolvendo exercícios de nível médio, isso raramente importa. Mas em química avançada, faz diferença. Também tem o caso das ligações metálicas. A regra da eletronegatividade funciona bem para iônica e covalente, mas para metálica o critério é diferente. Quando dois ou mais metais se ligam, a ligação é sempre metálica, independentemente da diferença de eletronegatividade. Gota de chumbo, liga de cobre e zinco, alumínio. Todos os casos são metálicos porque os átomos envolvidos são metais.

Ligação covalente: o que é, tipos, exemplos - PrePara ENEM
Ligação covalente: o que é, tipos, exemplos - PrePara ENEM

Pegadinhas comuns

O cloreto de alumínio é uma pegadinha clássica. O Al tem eletronegatividade de 1,61. O Cl tem 3,16. A diferença é 1,55. Pela regra dos 1,7, seria covalente polar. E de fato o AlCl tem caráter covalente significativo. Em solução não dissociada, ele age como molécula covalente. O enunciado costuma cair nessa. O aluno aplica a regra cegamente e erra porque o AlCl é um caso limite onde a polarização do cátion pequeno e altamente carregado distorce o ânion, tornando a ligação parcialmente covalente. Outro ponto que causa confusão: ligação dativa ou coordenada. Aqui dois átomos compartilham elétrons, mas ambos vêm do mesmo átomo doador. Um exemplo clássico é o SO e o HNO. O enxofre doa o par eletrônico para o oxigênio. A ligação é covalente normal em termos de forças envolvidas, mas o mecanismo de formação é diferente. Em exercícios, isso aparece quando o enunciado mostra a estrutura de Lewis e pergunta sobre ligações especiais. Quando eu viajava e precisava revisar esse conteúdo rapidamente, eu usava flashcards com pares de elementos e minha técnica era simples: escrevia os símbolos na frente e a diferença de eletronegatividade e o tipo de ligação atrás. Em uma semana de prática diária, você memoriza os pares mais comuns e passa a responder automaticamente.

Quando a regra não funciona

Compostos de transmissão iônica-covalente existem. O BF é um bom exemplo. O flúor é o elemento mais eletronegativo da tabela, mas o boro é pequeno e com deficiência eletrônica. A ligação B-F tem caráter iônico considerável, mas oBF se comporta predominantemente como acceptor de elétrons, formando adutos covalentes. A regra dos 1,7 não captura esse nuance. Se você estiver lidando com compostos organometálicos ou complexos de coordenação, a situação fica ainda mais complicada. Ligantes como CO formam ligações backbonding com metais de transição que não se encaixam em nenhuma dessas categorias simples. Nesse caso, é melhor abandonar a regra da eletronegatividade e analisar a estrutura molecular diretamente. Resumindo o essencial: a regra da eletronegatividade resolve 90% dos exercícios do ensino médio e da graduação inicial. O resto exige análise mais detalhada da estrutura. Quando tiver dúvida, calcule a diferença, aplique a regra e depois verifique se há algum caso especial como AlCl, BeCl ou compostos com hidrogênio ligados a heteroátomos fortemente eletronegativos.