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Questões De Vozes Verbais

Questões De Vozes Verbais

Como resolver questões de vozes verbais sem perder tempo

A maior parte das questões sobre vozes verbais que aparecem em concursos e processos seletivos testa uma coisa só: você saber identificar a voz passiva sintética com o pronome se, ou a voz passiva analítica com ser + particípio. Se você conseguir fazer essa distinção de primeira, já resolve dois terços dos exercícios. Eu comecei a me deparar com isso há anos, revisando provas do CESPE e da FGV. O padrão é sempre o mesmo. A banca coloca uma frase na voz ativa e pede para reescrever na passiva, ou então pergunta se uma construção está certa ou errada. A pegadinha mais comum é trocar o sujeito paciente pelo sujeito agente. Já vi gente marcar alternativa errada porque não percebeu que o "por quê" vinha antes do agente na passiva analítica.

Questões de vozes verbais: o que realmente cai

As vozes verbais no português se dividem basicamente em três: ativa, passiva e reflexiva. A voz ativa é a estrutura padrão onde o sujeito pratica a ação. O sujeito paciente pratica a ação sobre si mesmo na voz reflexiva. A voz passiva é onde o sujeito recebe a ação, e é aqui que mora a confusão. A passiva analítica usa o verbo ser conjugado mais o particípio do verbo principal, seguido da preposição por mais o agente da passiva. Exemplo: "O trabalho foi feito pelo estagiário." Já a passiva sintética, ou pronominal, usa o se como partícula apassivadora junto com o verbo conjugado. "Vendem-se casas." O se não é refloexivo aqui, é marca de passiva. Isso as bancas adoram cobrar. O problema é que muitos candidatos tratam todo se como reflexivo. Quando aparece "Alugam-se apartamentos", a tendência instintiva é achar que os apartamentos estão alugando algo. Não está. O se é partícula apassivadora e apartamentos é o sujeito paciente. O verbo concorda com apartamentos porque é passiva sintética.

Outro ponto que todo mundo erra é a concordância na passiva analítica. O particípio varia em gênero e número com o sujeito paciente. "As cartas foram lidas pelos alunos." Errado seria "As cartas foi lido pelos alunos." Mas aí vem a pegadinha seguinte: quando se usa ter ou haver no lugar de ser, o particípio não varia. "Os alunos têm feito os trabalhos." Isso não é passiva, é voz ativa com verbo auxiliar. A confusão acontece porque alguns candidatos veem o particípio e já marcam passiva automaticamente. Minha experiência prática com correção de provas me mostrou que o erro mais frequente é na identificação do agente da passiva. A banca coloca uma frase como "A decisão foi tomada por mim" e pergunta qual é o agente. A resposta é "por mim", mas muitos escrevem apenas "mim" ou confundem com o objeto direto. O agente sempre vem introduzido por preposição, e a preposição correta na passiva analítica é sempre por, nunca de. "O livro foi lido por Maria." E nunca "do livro foi lido de Maria." Tem ainda a questão da voç passiva reflexiva, que é diferente da sintética. "Eles se feriram." Aqui o se é pronome reflexivo, o sujeito é agente e paciente ao mesmo tempo. Não confunda com "Feriu-se o candidato," que pode ser passiva sintética se o contexto permitir. A diferenciação exige analisar se o verbo é transitivo direto e se faz sentido o sujeito receber a ação. "Ferir" é transitivo direto, então "Feriu-se o candidato" pode ser passiva sintética, mas só se o candidato foi ferido por alguém. Se ele se feriu sozinho, é reflexiva.

14 Exercícios de vozes verbais com gabarito - Toda Matéria | PDF ...
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Na prática, uma dica útil é testar a transformação. Se você consegue colocar a frase na passiva analítica com ser, então o se é partícula apassivadora. "Vendem-se casas" vira "Casas são vendidas." Funciona, então é passiva sintética. "Alugam-se apartamentos" vira "Apartamentos são alugados." Também funciona. Agora "Eles se odeiam" não vira "Eles são odiados por eles." Ficaria redundante e estranho. É reflexiva. Um caso que me atrapalhou bastante numa revisão foi uma questão da FGV que apresentava a frase "Precisa-se de operários." A banca considerava como voz passiva sintética. Eu marquei errado porque não era. O se ali é índice de indeterminação do sujeito, não partícula apassivadora. O verbo precisa é transitivo indireto (precisar de algo), e quando usamos se com verbo transitivo indireto, o sujeito fica indeterminado. A prova tinha essa armadilha e muita gente caiu. Outra nuance importante é a voç passiva perifrastica, que usa estar ou ficar mais o particípio. "A porta está fechada." Isso descreve um estado, não uma ação em curso. A diferença entre "A porta foi fechada" (ação de alguém fechando) e "A porta está fechada" (estado resultante) é sutil mas cobrada. A banca pode perguntar qual a diferença de sentido entre duas construções e a resposta está justamente nisso.

Se você está estudando para uma prova específica, recomendo focar nos manuais de cada banca. A CESPE cobra muito a distinção entre se apassivador e IIS, a FGV gosta de pedir reescrita de frases mantendo a voz passiva, e a FCC costuma cobrar classificação morfológica do se. Cada uma tem seu próprio. O tempo médio que levo para revisar uma questão de vozes verbais hoje em dia é uns trinta segundos. No começo, levava cerca de dois minutos porque eu precisava analisar cada elemento. Depois de ver duzentas questões, o padrão fica visível rapidamente. A regra prática é:_identifique o sujeito, verifique se ele é agente ou paciente, e confirme a presença do agente introduzido por por na passiva analítica ou do se como partícula apassivadora na sintética._ Se o verbo for transitivo indireto com se, desconfie de índice de indeterminação do sujeito. Não existe atalho milagroso. A única coisa que funciona é praticar com provas reais. Cinqüenta questões bem analisadas valem mais que cinco horas de leitura teórica. O que eu recomendo é fazer uma lista de cinquenta questões de vozes verbais de bancas diferentes, errar as que der errado, e repetir o ciclo até atingir cento e cinquenta questões. Em geral, depois disso você não erra mais esse tipo de questão em prova.

Quando as vozes verbais simplesmente não se aplicam

Tem verbo que não tem passiva. Verbos intransitivos e de ligação não formam voz passiva porque não recebem ação. "Ele dormiu" não vira "*Foi dormido por ele." "A mãe é bonita" não vira "*É sido bonita por ela." Se a questão apresentar uma frase com verbo intransitivo na tentativa de passiva, a construção está errada. Isso parece óbvio, mas cai em prova toda edição. Ainda tem o caso dos verbos que exigem preposição e não admitem passiva. "Assistir ao filme" não vira "*O filme foi assistido" no registro culto, embora na fala cotidiana isso aconteça bastante. Em prova de nível superior, "O filme foi assistido por mim" pode ser considerado erro de regência, não erro de voz verbal. A banca pode cobrar os dois lados separadamente. Se o seu foco é prova objetiva, aqui vai o resumo prático. Voz ativa: sujeito agente. Voz passiva analítica: ser + particípio + por + agente. Voz passiva sintética: verbo + se + sujeito paciente, com concordância verbal. Se + verbo transitivo indireto = índice de indeterminação do sujeito, nunca passiva. Verbo intransitivo ou de ligação = sem passiva possível. Teste transformando em passiva analítica para confirmar. Esse fluxo resolve a maioria das questões em menos de um minuto.

Questões Sobre Vozes Verbais - FDPLEARN
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