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Questões Sobre Dengue

Questões Sobre Dengue

Entendendo as principais questões sobre dengue para quem precisa responder rápido

Quando aparecem questões sobre dengue em avaliações de saúde pública ou provas de enfermagem, a maioria dos candidatos erra nos mesmos pontos. Vou listar o que costuma cair e explicar onde as pessoas costumam perder questão sem perceber. A transmissão acontece por mosquitos do gênero Aedes, principalmente o Aedes aegyptus. Isso parece óbvio, mas várias bancas cobram o Aedes albopictus como vetor secundário em algumas regiões. Se a questão menciona transmissão por gotículas ou contato direto, é falsa. O mosquito precisa estar infectado, e isso depende da circulação do vírus na população.

Dúvidas frequentes nas questões sobre dengue

Uma pegadinha clássica: muitos acham que ter tido dengue uma vez dá imunidade vitalícia. Isso não é verdade. São quatro sorotipos (DENV-1, DENV-2, DENV-3 e DENV-4). A imunidade é tipo-específica. Se você teve o sorotipo 1, ainda pode pegar os outros três. E existe o risco de Dengue Grave na reinfeição por um sorotipo diferente, por causa do fenômeno de dependência anticorpal facilitadora. As bancas adoram cobrar essa parte. Outro ponto que muita gente confunde é a janela diagnóstica. O teste rápido (sorologia IgM) só fica positivo a partir do quinto dia de sintomas. Se o paciente chegar no terceiro dia e o teste vier negativo, isso não descarta dengue. Nesses casos, o ideal é fazer a detecção do vírus pela PCR ou pelo antígeno NS1. Eu já vi laboratório enviar resultado negativo de sorologia para o médico achando que era confiável no terceiro dia. O médico tratou outro paciente e a dengue foi confirmada no sétimo dia. O teste estava errado no timing, não o método. Sobre os sinais de alarme, a lista oficial inclui dor abdominal intensa, vômitos persistentes, acúmulo de líquidos, sangramento de mucosa, letargia e hipotensão postural. A falta de resposta ao tratamento sintomático também entra aqui. Quando a questão pede o momento certo de internação, a resposta certa geralmente envolve dois ou mais desses sinais. Só febre alta e dor de cabeça não justificam internação isoladamente.

O uso de AINEs como ibuprofeno e diclofenaco é contraindicado na suspeita de dengue. Isso porque aumentam o risco de sangramento. O indicado é dipirona ou paracetamol para controle de dor e febre. Já vi questão pedir qual medicamento evitar e colocar aspirina como alternativa. Aspirina também não entra por o mesmo motivo, mas a banca costuma colocar dipirona como opção correta para manejo sintomático. Quem trabalha com vigilância epidemiológica sabe que a notificação de dengue é compulsória nacionalmente. Isso significa que todo caso suspeito precisa ser comunicado às autoridades de saúde em até 24 horas. A omissão de notificação é infração grave. Em áreas endêmicas, um aumento de 20% nos casos acima da linha de base já aciona medidas de emergência, como mutirões de combattimento ao vetor. O tratamento é basicamente de suporte: hidratação oral ou intravenosa, controle da febre e monitoramento hemodinâmico. Não existe antiviral específico aprovado para dengue. Vacinas existem mas têm aplicação restrita. A Dengvaxia, por exemplo, só é recomendada para pessoas com infecção prévia comprovada em países como Brasil e México, devido ao risco de Dengue Grave em soronegativos. A Qdenga foi aprovada mais recentemente e tem perfil diferente, mas ainda não está amplamente disponível no SUS.

Questões Sobre A Cartilha Da Dengue | PDF
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Se você está resolvendo questões sobre dengue para prova, recomendo focar em três things: diferenciação entre os tipos clínicos (febre, dengue com sinais de alarme e dengue grave), janela diagnóstica e a lógica por trás da prevenção vetorial. A maior parte dos erros vem de confusão entre esses pilares, não de falta de conteúdo.