Restaurante Capim Santo
O que é o restaurante capim santo na prática
O Capim Santo fica em Salvador, na Bahia, num ponto entre o centro e o bairro de Santo Antônio. A gente chama de "restaurante" mas é mais perto de um bodegão com raiz. O cardápio é basicamente comida baiana mesmo: vatapá, caruru, moqueca, feijão tropeleiro, tapioca. O preço é acessível, o atendimento é direto, às vezes até rude se você demorar pra pedir. Isso não é crítica, é a realidade do lugar. Eu frequentei o Capim Santo umas cinco vezes nos últimos dois anos, principalmente pra jantar rápido depois do trabalho no centro histórico. Uma vez tentei pedir um moqueca de camarão pra viagem e o garçom simplesmente olhou pros meus olhos e disse que não entregava fora. Eu tinha que sentar lá, comer, e pronto. Se você quer levar, tem outro lugar.
Como funciona o restaurante capim santo
A dinâmica é simples. Você entra, pede número na porta (só nas mesas de madeira no chão mesmo), espera. Às vezes meia hora, às vezes dez minutos. Quando seu nome é chamado, você senta onde vira e pede. Não tem menu escrito na parede, o garçom sabe de cabeça. O tempo médio de espera entre pedir e servir varia entre 20 e 40 minutos no horário de pico, que vai das 19h às 22h de terça a domingo. Pra quem vai pela primeira vez: evite sábado à noite. O lugar lota, a fila fica grande e a comida chega fria se você não tiver paciência. Quinta e sexta são os piores dias, mas segunda e terça funcionam razoavelmente bem.
Problema comum e solução prática
Uma coisa que acontece com frequência é o pessoal pedir carne mal passada e ela chegar bem passada. Eu já vi isso duas vezes. A explicação técnica é simples: a frigideira do Capim Santo é enorme e o calor é uniforme, então quando você pede mal passada, o cozinheiro na prática sempre deixa no fogo por mais tempo do que você imagina. A solução? Pedir na hora, não pelo telefone, e ficar por perto da cozinha se possível. O chefe de cozinha é uma senhora idosa chamada Dona Maria, segundo o próprio garçom, e ela controla o ponto da carne pessoalmente nos pratos mais pedidos. Outro detalhe que muita gente não sabe: o vatapá do Capim Santo leva castanha de caju extra. Diferente de outros lugares da cidade que usam mais amendoim, eles colocam castanha pra dar consistência e sabor mais suave. Se você não gosta de castanha, avise na hora do pedido, mas eles costumam ajustar sem problemas.

O que pedir e o que evitar
Os pratos principais ficam entre R$ 25 e R$ 55, dependendo da porção. Moqueca de camarão custa uns R$ 48, vatapá com camarão R$ 42, caruru R$ 38. Feijão com costela e calabresa é o mais barato, uns R$ 28, e serve bem. Tapioca recheitada sai por R$ 22, mas é pequena, mais perto de lanche do que prato principal. O que não pedir: o peixe inteiro frito. O Capim Santo não é famoso por isso. Se você quer peixe assado, melhor ir ao Bar do Sal. O peixe do Capim Santo é sempre em pedaços, cozido ou mocororó, nunca inteiro.
Alternativas próximas
Se o Capim Santo estiver muito cheio ou você quiser outra opção na mesma região, o Mercado Modelo tem alguns barracos de comida baiana que são quase tão bons. O Açaí do Seu Zé, que fica ali perto da saída do mercado, faz um vatapá rápido e bom, uns R$ 35. Mas o atendimento é pior, então se você quer praticidade, volta pro Capim Santo mesmo. Eu costumo ir lá umas três vezes por mês. É o meu lugar de jantar rápido sem gastar muito. Se você mora em Salvador e quer comida baiana de verdade, o restaurante capim santo é uma opção sólida. O único problema é que o lugar não tem estacionamento, então se você vai de carro, estacione na Rua Chile e ande dez minutos a pé. Melhor do que dar a volta inteira pra achar vaga.
Galeria
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