São Consideradas Como Princípios Elementares Da Administração Exceto
Princípios elementares da administração: o que realmente importa e o que cai em prova
Você provavelmente está estudando para concurso ou prova de pós-graduação e se deparou com aquela questão clássica que pede pra marcar a exceção entre os princípios da administração. É frustrante porque o conteúdo se sobrepõe muito na literatura. Vou explicar direitinho o que é considerado princípio elementar e o que não é, com base na teoria administrativa consolidada. Os princípios elementares da administração tradicional, aqueles que aparecem em praticamente qualquer livro-texto, vêm sobretudo de Henri Fayol. São eles: divisão do trabalho, autoridade e responsabilidade, disciplina, unidade de comando, unidade de direção, subordinação do interesse individual ao interesse geral, remuneração pessoal, centralização, cadeia escalar, ordem, equidade, estabilidade do pessoal, iniciativa e espírito de equipe. São quatorze no total. Se a questão apresentar qualquer item fora dessa lista, é quase certo que seja a exceção. Agora, tem uma pegadinha que todo mundo leva. Muitos autores contemporâneos listam princípios adicionais ou adaptados. A Funai, por exemplo, chegou a apresentar um edital onde os princípios eram elencados de forma diferente. O candidato que decorou apenas a lista padrão perdeu questão porque a banca usava uma referência mais recente. Isso acontece com frequência.
Na prática, os princípios que realmente sustentam a administração moderna, além dos fayolianos, incluem planejamento, organização, direção e controle. São as quatro funções administrativas. Alguns examinadores tratam essas funções como princípios também, o que gera confusão. O controle, por exemplo, não é princípio fayoliano original, mas é função administrativa fundamental. Então depende do contexto da questão. Um ponto que quase ninguém nota e que eu aprendi na marra trabalhando em consultoria: o princípio da ordem, tal como Fayol propôs, se aplica tanto às coisas quanto às pessoas. Material no lugar certo, pessoa na posição certa. Na prática, vi empresas terem processos documentados de forma impecável mas com pessoas competentes alocadas em cargos totalmente inadequados. O princípio foi violado na parte humana e a eficiência desmoronou, mesmo que a parte material estivesse correta. Outro detalhe importante: o princípio da equivalência entre autoridade e responsabilidade. Você tem autoridade na medida exata da responsabilidade que assume. Se alguém te dá responsabilidade sem dar autoridade correspondente, o sistema falha. Isso não é só teoria. Eu trabalhei em uma operação onde o gerente de projeto respondia por prazos e orçamento mas não tinha poder para contratar ou demitir. O resultado era previsível: culpa acumulada e nenhuma capacidade de ação. A responsabilidade superava a autoridade e o principio foi quebrado.
Quando se trata de questões de prova, os itens que normalmente NÃO são considerados princípios elementares da administração incluem coisas como: sinergia (é mais um conceito de estratégia do que princípio administrativo clássico), homeostase (termo da biologia aplicado/metaforicamente, não é princípio), e o princípio da motricidade (que não existe na literatura administrativa consolidada). Também caem como exceção princípios específicos de outras áreas, como o princípio da parcimônia, que é da administração pública mas não é considerado princípio elementar da administração geral. Tem ainda uma outra nuance que as bancas adoram explorar. A eficiência e a eficácia são conceitos fundamentais da administração mas não são classificados como princípios elementares no sentido fayoliano. Eles são objetivos ou métricas. Princípio é uma regra geral de ação. Eficiência é um resultado. Confundir isso é erro comum em provas. Se você quer uma forma rápida de responder esse tipo de questão, o caminho é: primeiro identifique a autora ou corrente que a banca está seguindo. Se for administração clássica, a lista é a fayoliana. Se for administração científica, foca em Taylor com padronização e especialização. Se for escola neoclássica, pode incluir a eficiência operacional como princípio também. Conhecer a corrente evita meia dúzia de erros.

Na minha experiência, o item mais frequentemente usado como exceção em questões de concurso é a "flexibilidade organizacional" ou a "horizontalidade". São características desejáveis em estruturas modernas, mas não estão na lista de princípios elementares tradicionais. A banca sabe disso e cobra justamente essa distinção.
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