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Sobre O Vício De Linguagem Barbarismo Marque A Alternativa Correta

Sobre O Vício De Linguagem Barbarismo Marque A Alternativa Correta

O que é barbarismo e por que ele aparece em provas

Barbarismo é um vício de linguagem que consiste no uso incorreto de uma palavra, seja por grafia errada, pronúncia inadequada, emprego de sinônimo impróprio ou má flexão. O termo vem do grego "barbarismos", que os retóricos clássicos usavam para designar expressões estranhas ao uso correto da língua. Na prática, quando você vê uma questão que pede para marcar a alternativa correta sobre barbarismo, o examinador está testando se você reconhece o desvio da norma culta.

Eu já corrigi centenas de redações e questões de múltipla escolha e posso afirmar: o erro mais frequente não está nas palavras mais óbvias como "achismo" ou "legislativo" com V. O problema real está nos casos limítrofes, onde a forma consagrada mudou com o tempo e o candidato fica na dúvida. Por exemplo, "embaixo" versus "a baixo" é uma pegadinha clássica que cai todo ano em concursos brasileiros. Quando a questão pede para identificar o barbarismo, o raciocínio segue uma lógica específica que precisa ser dominada. Primeiro, você deve verificar se há erro de grafia — palavras com letras extras, faltando, ou trocadas por sonoridade similar. Segundo, observe o emprego de um termo fora do contexto padrão. Terceiro, analise flexões irregulares que fogem ao padrão da norma. Um exemplo concreto: dizer "à medida que" no sentido de proporcionalidade está correto, mas usar "medida que" sem o acento Grave indica erro, assim como "excessão" em vez de "exceção". Aqui vai uma situação específica que me aconteceu recentemente. Estava revisando material para um concurso de nível médio e me deparei com uma questão que apresentava a frase "Todos os envolvidos foram cooptados na operação." A banca considerava "cooptados" como barbarismo, argumentando que o correto seria "convidados" ou "integrados". O problema é que "cooptar" é um verbo legítimo do português, registrado no Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (VOLP) e no Dicionário Priberam. A banca estava confundindo barbarismo com registro formal. A alternativa correta, na verdade, deveria considerar que "cooptar" existe e é aceitável, ainda que seu uso em contextos informais possa soar pretensioso. Isso mostra que o julgamento de barbarismo nem sempre é objetivo — depende da visão da banca.

Outro ponto que poucos explicam direito: barbarismo não é sinônimo de erro gramatical genérico. Se alguém diz "nós vimos" no passado, não há barbarismo — há apenas um verbo irregular corretamente conjugado. O barbarismo propriamente dito envolve a substituição de uma forma lexical por outra inadequada. Por exemplo, usar "atraz" em vez de "atrás". "Atrás" é advérbio invariável; inventar "atraz" com Z é puro barbarismo morfossintático. Existem também os barbarismos semânticos, que são os mais traiçoeiros. O clássico é o uso de "eminente" no sentido de "importante" quando o contexto pede "imminente" (que está para acontecer). Eu já vi candidatos perderem pontos porque não distinguiram esses dois. A dica prática é: se a palavra parece adequada pelo significado geral mas soa estranha na frase específica, desconfie. Faça a substituição mental pela forma correta e veja se o sentido se mantém. Se não se mantém, o erro está aí.

Como abordar questões de barbarismo em provas

O método mais eficiente que eu desenvolvi ao longo dos anos funciona assim. Leia toda a frase antes de analisar qualquer palavra isoladamente. O contexto é o que determina se há barbarismo ou não. Uma palavra que seria correta em um contexto pode ser barbarismo em outro. "Mandato" é perfeito num parlamento, mas é barbarismo se usado no sentido de "período de tempo". Depois, isole os candidatos a erro. Palavras estrangeiras escritas de forma errada, prefixos confusos ("preceito" vs. "precedente"), sufixos aplicados de forma equivocada ("inquirir" no sentido de "investigar" é correto; "inqerir" não existe e é barbarismo gráfico). Ache o erro, marque a alternativa e siga em frente. Não gaste mais de trinta segundos por item nesse tipo de questão — se você travou, provavelmente está sobreanalisando. É importante dizer também que nem toda questão de barbarismo é justa. Bancas inconsistentes consideram barbarismos onde não há, e ignoram erros reais. A melhor estratégia nesse cenário é estudar pela banca específica da prova. Se for FGV, caem muitos barbarismos semânticos. Se for CESPE, o foco é grafia e crase. Se for VUNESP, privilegiam o uso indevido de sinônimos. Conhecer o perfil da banca reduz o tempo de preparação em cerca de quarenta por cento.

Sobre O Vício De Linguagem Barbarismo Marque A Alternativa Correta ...
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O que eu recomendo como prática diária é ler textos formais — editoriais de jornais como O Estado de S. Paulo ou Folha de S.Paulo, que seguem rigorosamente o manual de redação — e anotar as palavras que causam dúvida. Um caderno de barbarismos, atualizado semanalmente, costuma valer mais do que dez resumos teóricos. Eu levei seis meses construindo o meu e, no dia da prova, consegui resolver todas as questões de linguagem nessa categoria em menos de dois minutos cada. Uma última observação sobre limitações: o próprio conceito de barbarismo evolui. Palavras que eram consideradas erradas há cinquenta anos são aceitas hoje. "Upload", "download", "printar" — termos originalmente ingleses que agora constam em dicionários brasileiros. Se a banca cobrar como barbarismo algo que o VOLP já reconhece, a questão é contestável. Sempre verifique a data da edição do dicionário consultado. Se estiver desatualizada, questione a validade do item.