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Tabela De Cor Da Koleston

Tabela De Cor Da Koleston

Como usar a tabela de cores da Wella Koleston na prática

Quem trabalha com tintura capilar há algum tempo já percebeu que a tabela da Koleston não é só um papel com números bonitos. Ela é o ponto de partida, nada mais. O sistema numérico varia de 0 (preto natural) a 12 (loiro bem claro), e as subtonalidades depois do ponto — .0, .1, .3, .6 — determinam o resultado final. O erro mais comum que vejo é gente confiar cegamente na tabela sem considerar o histórico do cabelo. Isso dá problema, e geralmente dá resultado errado. Eu mesmo já me atrapalhei uma vez usando a tabela de cor da koleston sem verificar a porosidade. Tinha um cliente com mechas descoloridas há anos, porosas demais. Apliquei a 7.71 (castanho cinzentado) conforme a grade indicava, e o resultado foi um marrom esverdeado escuro, nada a ver com o amostra. O segredo era usar uma base neutra ou amarela antes, ou aplicar a tonalização em duas etapas. Primeiro equalização, depois a cor desejada. Aprendi isso na marra, gastando produto e tempo que poderia ter sido economizado. A Koleston Perfect tem duas linhas principais: a Natural (sem número após o ponto) e a Metallor (com símbolo +). A differenza é fundamental. A Metallor não precisa de devasamento — ela funciona sobre cabelo já clareado. Já a Natural precisa do oxidante, geralmente 6% ou 9%, dependendo da cobertura de brancos que você quer. Cobre 100% dos brancos com 9%, mas escurece mais o fio. Cobre 70-80% com 6%, mantendo o tom mais natural. A escolha do oxidante altera o resultado tanto quanto a cor escolhida.

Entendendo a tabela de cor da koleston por níveis e subtons

Vamos aos números de forma prática. Nível 1 a 3 são pretos e castanhos profundos, úteis para cobertura total de brancos. Nível 4 a 6 são castanhos médios a claros, os mais solicitados. Nível 7 a 9 são castanhos claros a loiros escuros, mais delicados. Nível 10 a 12 são loiros, que quase sempre exigem despigmentação prévia em cabelos escuros. Os subtons vêm depois do ponto. .0 é neutro, .1 é cinza (mate), .3 é dourado, .4 é cobre ( avermelhado), .5 é avermelhado madoura, .6 é violeta, .7 é marrom intenso. Quando vem dois números, como 7.71, o primeiro (7) define a profundidade e o segundo (71) define o subtom dominante — aqui, marrom com matiz cinzentado. Isso é importante porque a tabela sozinha não mostra que 7.71 e 7.17 têm a mesma profundidade, mas subtons invertidos, gerando resultados visualmente distintos. Outro ponto que a tabela não ensina: a concentração da mistura. A proporção padrão é 1:1 entre creme de coloração e oxidante, mas para cabelos muito resistentes ou com muita textura, alguns profissionais aumentam levemente o oxidante. Para cabelos finos e porosos, mantém-se 1:1 rigoroso. O tempo de processamento também varia: 20 minutos para tonalização, 30 para coloração normal, 40 para máxima cobertura de brancos. Não adianta deixar mais tempo porque a cor não vai melhorar — ela só pode escurecer ou oxidar de forma indesejada.

A Koleston também tem a versão Master Series, com tons mais puros e intensos, e a BlondMe, voltada para clareamento. Ambas têm tabelas separadas, mas o princípio numérico permanece o mesmo. O que muda é a carga de pigmento e a necessidade de despigmentação prévia.

Koleston Tabela de Cores - Guia de Cores Tintura Koleston
Koleston Tabela de Cores - Guia de Cores Tintura Koleston

Pegadinhas que a tabela não mostra

Primeiro: cabelo preto chinês ou afro, mesmo no nível 1, pode não pegar a cor da forma esperada por causa da estrutura do fio. A tabela assume um substrato europeu médio. Segundo: quando se sobe mais de três níveis, especialmente de 3 para cima, a tabela de cor da koleston já não é suficiente — precisa de despigmentação manual, não adianta confiar no produto sozinha. Terceiro: a aplicação em raiz exige cuidado extra, pois o calor do couro cabeludo acelera a oxidação. Se aplicar a mesma concentração em todo o fio, a raiz pode ficar três tons mais clara que as pontas. A solução é começar pelas pontas e só finalizar a raiz nos últimos 10 minutos. Se você está começando agora, recomendo fazer testes de mecha em fios isolados antes de aplicar no cabelo todo. Custa quase nada e evita prejuízo grande. A tabela é um guia confiável, mas o cabelo real sempre traz variáveis que o papel não prevê.