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Tabela De Cores Alfaparf Alta Moda

Tabela De Cores Alfaparf Alta Moda

O guia prático da tabela de cores Alfaparf Alta Moda que ninguém te conta

A tabela de cores Alfaparf alta moda é o material de referência que técnicos de cabelo usam diariamente para consultar tons, níveis e subtons da linha profissional de coloração da marca italiana. O que a maioria das pessoas não entende de cara é que ela funciona como um mapa, não como uma bula. Você olha para a carta, vê o número do tom e pensa que já sabe tudo. Não sabe. O segredo está nos detalhes que o folheto não mostra. A linha Alta Moda da Alfaparf segue a padronização internacional de níveis de clareza, indo do nível 1 (preto natural) ao nível 10 (loiro muito claro). Dentro de cada nível, existem subtons que indicam a base dominante: cinza, cinza-perolado, âmbar, dourado, vermelho, etc. Cada código numérico traduz uma combinação específica de nível mais subton. Por exemplo, um 7.1 indica loiro natural com base cinza, enquanto 7.45 é loiro com reflexos âmbar e vermelhos.

Como baixar e usar a tabela de cores Alfaparf alta moda corretamente

Você encontra a versão mais recente da tabela diretamente no site oficial da Alfaparf Professional ou por meio de revendedores autorizados. O arquivo geralmente vem em PDF de alta resolução, o que é bom porque permite ampliar os detalhes sem perder a legibilidade dos pequenos códigos de tom. Anote o ano de publicação — cartelas desatualizadas trazem formulações diferentes, e isso pode gerar resultados imprevisíveis na hora da mistura. Na prática, eu costumo imprimir a tabela e colar numa prancha perto da mesa de preparação. Fica mais rápido consultar do que abrir o PDF toda vez no celular. Mas o verdadeiro diferencial não é ter a carta impressa, é saber ler entre as linhas. Um detalhe que poucos técnicos observam: a Alfaparf Alta Moda usa uma nomenclatura própria para subtons que não é totalmente idêntica à da concorrência. O tom marcado como 7.11, por exemplo, não é apenas cinza escuro. É um cinza com controle de Vermelho, projetado especialmente para neutralizar tons indesejados em bases loiras médias. Isso muda completamente a escolha do oxidante e da proporção. Usar 20 volumes ali é desperdício. A marca recomenda 10 volumes para esse tipo de trabalho, e o resultado sai mais previsível.

Aqui vai um caso real que aconteceu comigo há pouco tempo. Recebi uma cliente com cabelo tingido de 6.0 numa semana anterior e pediu um loiro melado 8.4. A tabela mostrava claramente que o passo seria decoloração seguida de pigmentação. O erro comum seria partir direto para a cor desejada com oxidante forte. Eu optei por um pré-pigmentação com base dourada antes da aplicação final, usando uma mistura de 8.4 com um toque de 8.3 e oxidante 6%. O resultado foi uma loira com subtom melado homogêneo, sem aquela tonalidade verde-acinzentada que aparece quando se pula a etapa de preenchimento de pigmentos perdidos durante o processo de clareamento. Outro ponto que merece atenção: a tabela não informa abertamente o tempo de ação recomendado para cada código. O tempo varia conforme o nível de porosiade do cabelo e a temperatura ambiente. Em cabelos muito porosos, como os que passam por descolorações repetidas, o tempo de processamento deve ser reduzido em até 10 minutos para evitar que a cor fique mais escura do que o esperado. Já em cabelos resistentes e escuros, pode-se estender ligeiramente.

Tabela De Cores Alfaparf Loiros - RETOEDU
Tabela De Cores Alfaparf Loiros - RETOEDU

Limitações da tabela que todo mundo ignora

Existem situações onde a tabela simplesmente não aplica. Cabos brancos abundantes acima de 50% exigem uma abordagem diferente. A cor sozinha não cobre fios brancos de forma uniforme sem uma pré-preparação adequada com produtos específicos da linha. Nesses casos, o ideal é combinar a técnica de coloração com um treatment prévio que abra a cutícula de forma controlada. Também é importante saber que a paleta de tons ultra claros (nível 9 e 10) da Alfaparf Alta Moda depende fortemente do estado prévio do cabelo. Se o fio já está quimicamente danificado, a cor pode absorver de forma irregular, criando manchas visíveis. Nesses cenários, optar por tons mais escuros ou fazer um tratamento de reconstrução antes da coloração é mais sensato do que insistir no tom mais claro da tabela. Se você está começando agora, não confie exclusivamente na carta impressa. Faça sempre um teste mecha antes de aplicar o tom completo. O tempo de processamento real pode variar, e a cor final no papel nunca é 100% fiel ao que sai do frasco. Um testinho de 20 minutos num fio escondido te economiza horas de correção.

Para quem trabalha com alta frequência de colorações, recomendo salvar a tabela em formato digital num tablet ou iPad com tela grande. Assim você pode anotar os resultados de cada aplicação lado a lado com a referência visual. Isso cria um histórico próprio que nenhuma cartela genérica consegue substituir, porque cada cabelo reage de um jeito.