Tabela De Velocidade De Corte Para Torneamento
Velocidade de corte no torneamento: o que funciona na prática
A tabela de velocidade de corte para torneamento é um ponto de partida, não uma regra. Os números que fabricantes publicam indicam condições ideais em materiais padrão, geometria de ferramenta nova e rebarba livre. A realidade da oficina costuma ser diferente. O parâmetro fundamental é Vc, expressed in meters per minute. O número aparece geralmente como uma faixa. Para aço inox 304 com inserto CBN, você encontra algo como 80 a 150 m/min. Para alumínio 6061 com inserto PCD, a faixa sobe para 300 a 600 m/min. Esses valores partem da premissa de que o operador consegue manter a condição estável. A conversão para RPM depende do diâmetro da peça. A fórmula é simples: RPM = (Vc x 1000) / ( x D). Se a tabela sugere Vc de 120 m/min para um aço carbono com diâmetro de 50 mm, o cálculo resulta em aproximadamente 764 RPM. Isso é apenas o início. O avanço por dente ou por revolução entra na equação de forma decisiva.
O avanço máximo suportado pelo inserto vem especificado pelo fabricante. O avanço efetivo depende da potência do torno, da rigidez da máquina e da fixação da peça. Um torno antigo com folga no carro principal vai exigir redução de avanço mesmo que a ferramenta suporte mais.
Factores que alteram os valores da tabela
O recobrimento do inserto altera a tolerância térmica. TiAlN permite operação em velocidades mais altas do que o AlO em certos materiais. O revestimento desgasta. Quando o coating começa a se desprender visivelmente, manter a velocidade da tabela gera trincas microscópicas no arest de corte. O comprimento de balanço da ferramenta é um factor crítico. Uma lança de 4x a espessura do inserto começa a vibrar em condições onde a tabela indica estabilidade. Eu perdi dois dias de produção com uma peça de alumínio em série. A tabela apontava Vc de 400 m/min para o material. O inserto durou três peças e depois começou a escalar. Reduzi para 280 m/min, aumentei a rigidez da lança e o tempo de vida saltou para sessenta peças por inserto. A taxa de remoção caiu, mas o custo por parte caiu junto. A condição da máquina interfere mais do que muitos operadores admitem. Guias gastas, porcas de contrapeso folgadas e mancais do fuso com folga axial transformam parâmetros corretos em vibração. O som do corte muda. O acabamentopode parecer aceitável na primeira peça e piorar progressivamente.
Aplicações práticas por material
Aço carbono baixa liga, inserto PVD TiCN/AlO: faixa de 150 a 250 m/min para desbaste e 80 a 120 m/min para acabamento. Avanço de desbaste entre 0,25 e 0,40 mm/rev. Acabamento entre 0,10 e 0,20 mm/rev. Aço inoxidável austenítico, inserto cerâmico ou CBN: desbaste entre 80 e 140 m/min, acabamento entre 40 e 80 m/min. O material encarbe e a geração de calor é concentrada na aresta. Avanços baixos ajudam na dissipaçãotérmica. Ferro fundido cinzento, inserto cerâmico N-compacto: desbaste entre 180 e 300 m/min. Acabamento entre 100 e 180 m/min. O cavaco é fragmentário e a velocidade alta facilita a expulsion do cavity. Problema conhecido: partículas de grafite e sílica aceleram o desgaste abrasivo quando se trabalha com peças rugosas ou fundição verde sem limpeza.
Titânio e ligas de titânio: velocidades baixas obrigatórias. 20 a 60 m/min com insertos de cerâmica especial ou submicro grain. Avanço entre 0,08 e 0,15 mm/rev. Aqui a tabela muitas vezes engana porque o coeficiente de transferência térmica é baixo e o calor fica concentrado na zona de corte. Alumínio e ligas de alumínio: Vc alto, mas cuidado com a aderência. 300 a 800 m/min com insertos PCD ou revestimento DLC. Avanço generoso entre 0,20 e 0,50 mm/rev para evitar built-up edge. Se a peça colar no inserto, reduza a velocidade e aumente o avanço em vez do contrário.
When the table is wrong
Existe um caso em que a tabela falha consistentemente: materiais com dureza variável ou inclusões duras. Peça de fundição com área endurecida localizada. O inserto passa por uma inclusão de 2 mm a 300 m/min e trinca em segundos. A solução não é reduzir drasticamente a velocidade. É reduzir o avanço e permitir que o inserto corte o material de forma controlada. Eu ajustei o mergulho efetivo e mantive Vc na faixa recomendada. A vida útil voltou ao normal. Outro cenário problemático é o uso de fluído de corte inadequado. Água-miscível em titânio raramente entrega o desempenho esperado. Óleo de corte com aditivos EP resolve melhor. A escolha do refrigerante altera a velocidade viável em até 30 por cento em relação ao valor da tabela.
Como chegar ao valor certo para o seu torno
Comece com a velocidade média da tabela para o par material-inserção. Execute um teste de 10 minutos com avanço recomendado. Meça o tempo de desgaste após cada peça. Se o avanço for sustentável, suba 10 por cento de velocidade e repita. Se o desgaste acelerar, reduza 10 por cento e ajuste o avanço. Geralmente se encontra o ponto ótimo em três ou quatro tentativas. Registrar os parâmetros funciona melhor do que depender da memória. Anotar Vc, RPM, avanço, profundidade de corte, tempo entre trocas de inserto e tempo total de usinagem por peça permite construir uma base própria de dados. A tabela genérica perde relevância depois de seis meses de operaçãoregistrada.
Dica prática sobre profundidade de corte
Profundidade de corte menor que 0,5 mm em materiais duros muitas vezes causa trabalho de deformação em vez de corte efetivo. O inserto raspa o material. A temperatura sobe sem remoção eficiente de cavaco. Manter profundidade mínima de 0,8 mm quando o material e a fixação permitem evita esse problema. Se precisar de uma referência rápida para começar, consulte a tabela de velocidade de corte para torneamento fornecida pelos catálogos das principais fabricantes de insertos. Sandvik, Iscar, Kennametal e Walter publicam tabelas atualizadas que cobrem a maioria dos materiais industriais. Use esses valores como baseline e ajuste conforme a experiência acumulada no seu setup específico.
Galeria
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Tabela de Velocidade de Corte para Torno | PDF -
Torneamento: VELOCIDADE DE CORTE -
Torneamento: VELOCIDADE DE CORTE