Teoria De Bronsted Lowry
O que você precisa saber sobre a teoria ácido-base antes de entrar na prática
A teoria de bronsted lowry redefine ácido e base de forma mais prática do que a definição Arrhenius. Em vez de exigir que a substância esteja em solução aquosa, ela se concentra na transferência de prótons. Um ácido é uma espécie que doa um H+, e uma base é uma espécie que aceita esse próton. A água continua sendo o solvente mais comum, mas a teoria funciona bem em outros meios também. Para aplicar isso na prática, o primeiro passo é identificar quais espécies estão disponíveis no sistema e escrever a equação de transferência de próton. Tome a dissociação do amônio em água como exemplo básico: NH4+ + H2O NH3 + H3O+
O amônio doa um próton para a água, então NH4+ é o ácido e H2O é a base. Os produtos são o par conjugado: NH3 é a base conjugada de NH4+, e H3O+ é o ácido conjugado da água. Se você erra qual é o ácido e qual é a base nessa etapa, todo o resto da análise vai para o espaço. Eu passei uma semana corrigindo exercícios de estudantes que confundiam o par conjugado com a espécie original. O erro mais frequente é achar que o H3O+ é sempre um ácido forte e portanto não tem conjugado relevante. Na verdade, o H3O+ é o ácido conjugado da água, e sim, ele participa de equilíbrios sim. A confusão nasce de enxergar tabelas de Ka sem ler o contexto da reação.
par conjugado e constante de equilíbrio
Existe uma relação direta entre Ka e Kb de um par conjugado. Para qualquer par ácido-base em água a 25°C: Ka × Kb = Kw = 1,0 × 10^-14 Isso significa que se você conhece o Ka de um ácido fraco, pode calcular diretamente a Kb da sua base conjugada sem precisar de mais dados experimentais. Não é um atalho mágico, mas economiza tempo em exercícios e na revisão de questões de laboratório.

O detalhe que poucos livros mencionam é que essa relação só é exata quando todas as atividades são unitárias. Em soluções com força iônica significativa, o valor de Kw muda. Eu já vi relatórios em que o desvio de Kw para soluções 0,5 M de NaCl chegava a 8%. Se você está trabalhando com eletrólitos concentrados, não use Kw = 10^-14 cegamente.
anfoterismo e casos limite
A água é anfotérica segundo a teoria de bronsted lowry porque pode atuar como ácido ou como base dependendo da espécie com a qual reage. O mesmo vale para o íon bicarbonato (HCO3-) e para a aminoácidos em solução neutra. O HCO3- pode doar um próton formando CO3^2- ou aceitar um próton formando H2CO3. O problema real aparece quando você tenta calcular pH de soluções anfotéricas como o bicarbonato de sódio. A aproximação padrão pH = (pKa1 + pKa2)/2 funciona em concentrações moderadas, mas começa a falhar quando a concentração cai abaixo de 10^-3 M ou quando as constantes Ka estão muito próximas uma da outra. Nesse caso, você precisa resolver a equação completa de balanço de carga, senão o erro no pH pode passar de 0,5 unidades. Outro ponto que causa confusão: a teoria de bronsted lowry não lida bem com ácidos de Lewis sem prótons, como o BF3 ou o AlCl3. Nesses casos, a definição de Arrhenius também não ajuda, e a única saída é migrar para a teoria de Lewis. Eu recomendo não forçar a conta de Brønsted quando a espécie não tem hidrogênio para doar.
limitações reais da teoria
A teoria de bronsted lowry tem três gargalos que todo mundo ignora até dar errado na prática: Primeiro, ela exige a presença de um próon. Espécies sem hidrogênio ionizável simplesmente não entram no modelo. Segundo, em solventes não aquosos, a escala de pH perde o significado prático. O etanol, por exemplo, tem constante dielétrica diferente e altera completamente o valor de Kw. Terceiro, a teoria trata o próton como uma entidade pontual transferível, o que não captura efeitos estéricos ou de solvatação que muitas vezes determinam a reatividade real. Se o seu sistema envolve metais de transição, ácidos sem hidrogênio ou solventes orgânicos, considere usar a teoria de Lewis como complemento. Ela resolve boa parte desses casos sem mudar toda a abordagem.

exercício rápido para fixar o raciocínio
Considere a reação entre o ácido acetilsalicílico (aspirina) e a água. Escreva o equilíbrio, identifique o ácido, a base, o ácido conjugado e a base conjugada. Dica: o grupo carboxila é o único que doa próton aqui, e o grupo éster permanece inerte nesse contexto. O Ka do ácido acetilsalicílico é cerca de 3,3 × 10^-4, o que o classifica como ácido fraco, mas não tão fraco quanto o ácido acético (1,8 × 10^-5). Essa diferença de duas ordens de grandeza explica por que a aspirina tem sabor mais ácido ao ser dissolvida em água pura.
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T6 - Ácido Base Teoría de Brönsted y Lowry | ODP -
Teoría Bronsted-Lowry: Fundamentos de la Química Ácido-Base ★ Teoría Online