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Termos Tecnicos De Enfermagem De A A Z

Termos Tecnicos De Enfermagem De A A Z

O que você realmente precisa saber sobre terminologia técnica em enfermagem

A lista de termos técnicos de enfermagem de a a z não é um exercício acadêmico. É uma necessidade prática do dia a dia. Você vai se deparar com siglas e termos que aparecem em prescrições, evoluções e protocolos. Se não dominar o significado exato, o risco de erro não é teórico. Eu já vi medicação ser administrada na via errada porque o técnico interpretou "SC" como subcutâneo quando o médico quis dizer sublingual em uma prescrição mal caligrafada. Isso acontece mais do que deveria. Vou listar os termos que realmente importam, sem enrolação. A maioria dos livros organiza alfabeticamente, mas na prática você aprende por frequência de uso. Os primeiros que aparecem na sua rotina vão ficando gravados por repetição, não por estudo. Aferição: registro de sinais vitais. Pressão arterial, frequência cardíaca, temperatura, frequência respiratória e saturação de oxigênio. Feita em intervalos pré-determinados pelo quadro do paciente.

AGU: Agência Nacional de Saúde Suplementar. Orgão regulador que define rol de procedimentos e normas para planos de saúde. Ausculta: exame auditivo realizado com estetoscópio. Corações, pulmões, intestinos. O enfermeiro faz ausculta pulmonar antes de administrar broncodilatador para documentar a linha de base. ASST: Acidente de Trabalho. Classe notificável. O enfermeiro deve preencher a CAT em até um dia útil quando houver exposição ocupacional.

B

Boussaigne: compressa gelada aplicada intermitemente. Usada para controle de febre e edema. Não deve permanecer mais que 20 minutos seguidos para evitar vasoconstrição excessiva e lesão tecidual. Bennett: mecanismo de segurança em circuitos de anestesia que impede o retorno do gás expirado ao cilindro. Fora do contexto de UTI, você raramente vai lidar com isso diretamente.

C

CIAV: Cateter Intravenoso de Acesso Periférico. O termo técnico correto. Na prática todo mundo chama de "picado" ou " Acesso periférico". Anote a medida do cateter, o local da punção e a data de inserção no prontuário. Troca a cada 72 a 96 horas conforme protocolo da unidade. Contra-indicação: situação em que um medicamento ou procedimento não deve ser aplicado. Hipersensibilidade conhecida, insuficiência renal grave para certos contraste, gravidez para alguns fármacos. Sempre verifique a bula e a posologia antes de administrar. Curativo: tratamento local de lesões de pele. Classe I até Classe IV dependendo do nível de exsudato. Escolha o tipo errado e você vai ter infecção ou maceração em poucos dias.

D

DOS: Diário Oficial da União. Publicação de normativas, portarias e resoluções que regulamentam a prática de enfermagem. DPOC: Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica. Enfisema e bronquite crônica. Pacientes com DPOC precisam de oxigenoterapia controlada com fluxo baixo, geralmente 1 a 2 litros por minuto, para evitar depressão do centro respiratório. Draupnel: sutura em forma de Z. Técnica cirúrgica que alonga o tecido. Você encontra em relatos de enfermagem pós-operatória de reparo de contratatura.

E

Escalas de dor: EVAS (Escala Visual Analógica) de 0 a 10, Escala de Wong-Baker com carinhas para crianças e idosos, Escala numérica simples. A escala escolhida depende da capacidade cognitiva do paciente. Nunca administre analgésico sem documentar a escala usada e o resultado após 30 a 60 minutos. Evacuação: processo de remover secreções ou resíduos do organismo. Pode ser natural ou (por enema, sonda). Anotar cor, consistência e volume é parte da evolução. Exsudato: líquido que sai de uma ferida. Seroso (claro), hemático (sangue), purulento (pus), serossanguinolento (mistura). A classificação do exsudato define o tipo de curativo. Exsudato purulento exige cultura e antibioterapia.

G

Glicemia: concentração de glicose no sangue. Capilar (ponteira do dedo) ou venosa. Valores de referência em jejum: 70 a 99 mg/dL. Hipoglicemia abaixo de 70 mg/dL é urgência. Hiperglicemia persistente em paciente internado está associada a maior risco de infecção de sítio cirúrgico. GOT / GPT: transaminases. Enzimas hepáticas. Elevadas em hepatites, uso de medicamentos heptotóxicos e isquemia hepática. O enfermeiro acompanha os laudos e notifica alterações significativas à equipe médica.

Termos Técnicos de Enfermagem A-Z | PDF | Edema | Sangue
Termos Técnicos de Enfermagem A-Z | PDF | Edema | Sangue

H

HAL: Horário de Atendimento. Termo usado em escalas e planejamento de plantões. Nem sempre é um padrão nacional, varia conforme a instituição. Hematória: presença de sangue no escarro. Sinal de alerta. Pode indicar tuberculose, câncer de pulmão, bronquite aguda severa ou embolia pulmonar. Notificação imediata. Hipermédia: termo que aparece em informática em saúde. Sistemas que conectam documentos clínicos de forma não-linear. Pouco relevante para a prática direta, mas presente em prontuários eletrônicos.

I

ICA: Infecção do Trato Urinário. Uma das infecções hospitalares mais frequentes. Associação direta com uso de cateter vesical de demora. A cada dia de cateterização, o risco de bacteriúria aumenta em aproximadamente 3 a 7 por cento. ID: intradérmico. Via de administração. Teste de tuberculina, teste de sensibilidade a penicilina. Injeta-se 0,1 mL formando uma pápula esbranquiçada. Se não formar pápula, a injeção foi profunda e o teste precisa ser refeito. IME: Índice de Massa Corporal. Peso dividido pela altura ao quadrado. Classificação: abaixo de 18,5 subnutrição, 18,5 a 24,9 normal, 25 a 29,9 sobrepeso, 30 a 34,9 obesidade grau I. O IME influencia dosagem de medicamentos e escolha de equipamentos.

Inanição: estado de desnutrição severa por falta prolongada de ingestão alimentar. Comum em pacientes terminal, neurológicos com disfagia e psiquiátricos. Requer avaliação nutricional e plano de suporte calórico.

K

KW: quilowatt. Termo que aparece em manuais de equipamentos, mas raramente no dia a dia clínico. fraca na prática de enfermagem. Kartagener: síndrome de Kartagener. Triade de situs inverso, bronquiectasias e sinusite crônica. Pacientes com essa condição têm disposição orgânica espelhada. O coração bate à direita. Confundir lado direito com esquerdo em ausculta e infiltrações pode levar a erro diagnóstico.

L

LAE: Luxação Anterior do Escápula. Termo ortopédico. Em enfermagem, o foco é imobilização, avaliação neurovascular distal e acompanhamento pós-redução. LEV: Left Ventricular End-Diastolic Volume. Volume sistólico final do ventrículo esquerdo. Mais presente em cardiologia e ecocardiografia. O enfermeiro de UTI cardiológico acompanha esses parâmetros indiretamente via pressão venosa central e débito cardíaco. Liquido cefalorraquidiano (LCR): fluido que banha o sistema nervoso central. Punção lombar para coleta. O enfermeiro posiciona o paciente em lateralidade com coluna fletida, mantém imobilidade pós-procedimento e observa sinais de cefaleia e vazamento no ponto de punção.

M

MC: Microssangue ou Medição de Capacidade. No contexto de enfermagem, geralmente refere-se a controle glicêmico capilar. Confirmar sempre pelo contexto da prescrição. MMSS: Membros Superiores. Abreviação comum em.evoluções. "MMSS integral" significa que a movimentação e sensibilidade estão preservadas. MMSS: também pode aparecer como Membros Inferiores em algumas instituições. A inconsistência nas abreviações é um problema real. Eu recomendo escrever por extenso na primeira menção e usar a abreviação depois, com registro no protocolo da unidade.

Mohs: cirurgia de Mohs. Técnica dermatológica camada por camada para remoção de carcinoma. O enfermeiro de centro cirúrgico ou dermatologia acompanha o procedimento, prepara o campo estéril e monitora tempocirúrgico. Morbimortalidade: taxa que relaciona doenças e óbitos em uma população. Indicador usado em enfermagem para avaliação de qualidade assistencial e notificação de agravos.

Termos Técnicos de Enfermagem A-Z | PDF | Sangue | Dor
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N

NAC: Neumoafia Adquirida na Comunidade. Diferente de pneumonia hospitalar. O espectro bacteriano e a estratégia antibioterápica mudam conforme o contexto. Confundir NAC com HAP altera a conduta terapêutica. NASH: Steatohepatite Não Alcoólica. Fígado gorduroso sem uso de álcool. Associada a síndrome metabólica. O enfermeiro atua na educação alimentar e acompanhamento de pacientes crônicos. Naumen: provavelmente refere-se a classificação de Naumen para esclerodermia ou alguma nomenclatura específica da literatura. Termo raro na prática brasileira. Verificar a fonte original antes de aplicar.

O

Óbito: registro de morte. O enfermeiro realiza cuidados pós-óbito, prepara o corpo, preenche a certidão e encaminha documentação ao cartório. Procedimento sensível que exige registro preciso e respeito. OHS: Síndrome de Hiper ventilação Obesidade. Apneia do sono associada a obesidade severa. Pacientes precisam de monitorização noturna e adaptação de posição. Risco de descompensação respiratória se houver sedação inadequada. OSA: Obstructive Sleep Apnea. Apneia obstrutiva do sono. Uso de CPAP, avaliação de máscara, acompanhamento de aderência. O enfermeiro do sono ou de pneumologia lida com isso diariamente.

P

PAC: Paciente em Tratamento Ambulatorial. Classificação administrativa que define fluxo de atendimento, remuneração e protocolos específicos. PA: Pressão Arterial. Valor crítico em qualquer atendimento. Hipertensão não controlada é fator de risco para AVC, infarto e insuficiência renal. Medição correta exige paciente sentado, braço apoiado na altura do coração, manguito adequado à circunferência. Erro no tamanho do manguito pode alterar a leitura em 10 a 40 mmHg. PCR: Parada Cardiorrespiratória. Emergência máxima. RCP imediata, desfibrilação conforme protocolo, administração de adrenalina. Tempo desde o colapso até início da massagem cardíaca determina sobrevida. Cada minuto sem circulação reduz chance de sobrevivência em aproximadamente 10 por cento.

PE: Potencial de Evolução ou Proteína total. No contexto laboratorial, PE pode significar Proteína Eletroforese. Contexto define o significado. Sempre confirmar pela solicitação. PFS: Progression Free Survival. Sobrevivência livre de progressão. Termo oncológico usado em estudos clínicos. O enfermeiro de oncologia acompanha pacientes em tratamento e avalia resposta terapêutica segundo critérios RECIST. PI: Pressão Intracraniana. Valor normal entre 5 e 15 mmHg em adulto. Elevação exige manejo neurológico rigoroso: elevação da cabeceira a 30 graus, evitacao de flexão de pescoço, controle de dor e agitação. Pressão acima de 20 mmHg é crise neurológica.

Q

QAP: Questionário de Avaliação Psicossocial. Ferramenta de triagem em saúde mental. Respondida pelo paciente ou por familiar. Identifica fatores de risco, rede de apoio e necessidade de acolhimento. QR: Quick Response. Código bidimensional usado em identificação de medicamentos, bolsas de sangue e amostras laboratoriais. Reduz erro de conferência quando escaneado no leito.

R

RA: Rinite Alérgica ou Resistência Aeróbia. No contexto de enfermagem, RA geralmente significa Rinite Alérgica. Sintomas: espirros, coriza, obstrução nasal. Pode evoluir para sinusite e afetar qualidade do sono. RE: Reserva Alcalina. Parâmetro gasométrico. Valor normal de 22 a 28 mEq/L. Reduzido em acidose metabólica, elevado em alcalose metabólica. Interpretação integrada com pH, PCO2 e HCO3. RCP: Reanimação Cardiopulmonar. Manobras de compressão torácica, ventilação e uso de desfibrilador. Proporcão 30 compressões para 2 ventilações em adultos. Profundidade mínima de 5 cm, frequência de 100 a 120 compressões por minuto.

RIC: Recém Nascido de Interior de Maternidade ou Instituto de Cardiologia. Abreviatura ambígua. Prefira escrever "RN" para recên nascido ou especificar a sigla no protocolo da unidade. RNV: Ruído Cardiovascular. Termo usado em avaliações auditivas. Sopro, estalo, ruído adicional. Classificação de Levine para sopros cardíacos de 1 a 6. O enfermeiro registra a presença e características durante a enfermagem cardiovascular.

Terminologias De Enfermagem E Book Dicionário De Termos Técnicos De
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S

SA: Surdo cego ou Sistema de Aviso. Na prática hospitalar, SA pode significar ambas as coisas. Contexto é essencial. Em prontuário, SA geralmente aparece como "sem alterações" após avaliação de sistema. SAD: Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono Diurna. Excesso de sonolência diurna como consequência da apneia. Escala de Epworth avalia esse sintoma. Pontuação acima de 10 indica sonolência patológica. SC: Subcutâneo. Via de administração. Heparina, insulina, vacinas. Injeta-se na dobra abdominal, pinça a pele e inser agulha em ângulo de 45 a 90 graus conforme comprimento da agulha. Rotacionar o local de injeção evita lipodistrofia.

SIADH: Síndrome de Secreção Inadequada de Hormônio Antidiurético. Hiponatremia, concentracao urinária elevada, euvolemia. O enfermeiro monitora equilíbrio hídrico, peso diário e sódio sérico. Restrição hídrica é conduta habitual. Signos: manifestações objetivos da doença. Temperatura, pressão, coloração de pele. Diferente de sintomas, que são percepções subjetivas do paciente. A evolução de enfermagem deve registrar sinais mensuráveis, não impressões vagas. SSPT: Solução Salina Pirogênica Tão. Ou melhor, SSPE: Solução Salina Pirogênica. Na verdade, o correto é SF 0,9% ou Soro Fisiológico. Cuidado com abreviações inventadas. A Joint Commission e a ANVISA alertam para siglas que não existem em norma. Verifique sempre a padronização da sua instituição.

Seps: abreviação informal para sepse. Termo técnico correto é SEPSE. Conjunto de respostas sistêmicas a infecção. SOFA score 2 pontos em paciente com infecção suspeita ou confirmada define sepse segundo Sepsis-3. Mortalidade varia de 20 a 50 por cento conforme gravidade. Identificação precoce reduz mortalidade significativamente.

T

TA: Tipo A. Sangue. Grupo sanguíneo A positivo ou negativo. Confirmação cruzada obrigatória antes de qualquer transfusão. Erro de tipagem é fatal e evitável com protocolo de dupla conferência. TEA: Transtorno do Espectro Autista. Pacientes com TEA podem ter sensibilidade sensorial aumentada. Procedimentos invasivos precisam de adaptação de abordagem. Comunicação clara, preparação visual e presença do cuidador reduzem agitação e melhoram a adesão. TEP: Tromboembolismo Pulmonar. Tômbolo que obstrui artéria pulmonar. Dispnéia súbita, dor torácica, taquicardia, saturação baixa. Fator de risco: imobilização, câncer, cirurgia recente, anticoagulante descontinuado. Profilaxia com heparina de baixo peso molecular e meias compressivas em pacientes acamados reduz incidência.

TF: Tempo de Fluoresceína. Teste oftalmológico. Evaluacao do epitélio corneano. Manchas verde brilhantes indicam erosão. O enfermeiro de oftalmologia auxilia na aplicação e leitura do exame. Triage: classificação de urgência. Protocolo usado em urgências e emergências para priorizar atendimento. Cores: vermelho (imediato), amarelo (urgente), verde (menos urgente), azul (não urgente). No Brasil, a Portaria 1.348/2013 estabelece o Centro de Triagem como primeira porta de entrada. Triagem mal feita resulta em paciente crítico aguardando e paciente leve sendo atendido primeiro.

U

UTI: Unidade de Terapia Intensiva. Ambiente de alta complexidade. Relação enfermeiro-paciente de 1:1 ou 1:2 conforme legislação. Dispositivos de suporte: ventilador mecânico, vasoativos, monitorização contínua. Documentação horária obrigatória de parâmetros hemodinâmicos, ventilação mecânica e medicações em bomba de infusão. UA: Urina Tipo. Análise de urina. Tipo 1: aspecto, pH, densidade. Tipo 2: sedimentoscopia. Tipo 3: cultura. A coleta de urina tipo 1 deve ser feita com primeiro jato da manhã para maior concentração. Contaminação por secreções vaginais é erro comum que interfere em resultados de leucócitos e nitrito. UFC: Unidades Formadoras de Colônia. Medida de crescimento bacteriano em cultura. Resultado em UFC/mL. Valor significativo acima de 10^5 UFC/mL em urinocultura indica infecção do trato urinário em paciente sintomático.

URE: Uremia. Acúmulo de produtos nitrogenados na sangue por insuficiência renal. Náuseas, prurido, confusão mental, pericardite. Paciente em diálise precisa de acompanhamento rigoroso de peso, pressão e acesso vascular.

Termos Técnicos de Enfermagem A-Z | PDF | Diabetes | Sangue
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V

VAM: Ventilação Assistida por Mandado. Modo ventilatório. O ventilador administra volume predefinido quando o paciente inspira. Sincronia paciente-ventilador é essencial. Assincronia gera barotrauma e dificuldade de extubação. VB: Venograma por Barras ou Valvulite Retrograda. Exame vascular. Avalia veias e válvulas. Útil no diagnóstico de insuficiência venosa crônica e trombose venosa profunda. VE: Via Entreral ou Valor Esperado. No contexto de administração, VE = Via Entreral. Sonda nasogástrica ou nasoenterica. Medicamentos e alimentação são administrados pelo trato gastrointestinal. Verificar posição da sonda antes de cada uso com aspiração de conteúdo gástrico e verificação por pH.

VF: Valor Final ou Via Folhetos. Mais comum: Via Venosa. Abreviação ambígua. Prefira "VV" para venosa ou escreva por extenso para evitar erro de interpretação. Virulência: grau de patogenicidade de um microorganismo. Bactéria muito virulenta causa doença mesmo em pequena carga. Pseudomonas aeruginosa em UTI é exemplo de patógeno com alta virulência em pacientes imunossuprimidos. Viscosidade: resistência de um fluido ao fluxo. Hematocrito elevado aumenta viscosidade sanguínea. Politemia vera, desidratação severa. Visosidade excessiva compromete perfusão tecidual e aumenta trabalho cardíaco.

W

Wegener: Granulomatose com Poliangiite de Wegener, agora chamada de Granulomatose com Poliangiite. Doença autoimune que afeta vasos sanguíneos pequenos. involvemente renal, pulmonar e otorrinolaringológico. ANCA positivo. Tratamento com corticoide e cyclophosphamide ou rituximab. O enfermeiro acompanha efeitos adversos e sinais de sangramento. Xantopsia: visão amarelada. Efeito colateral de digitais e alguns medicamentos. Paciente deve ser orientado a relatar alteração de coloração da visão. Pode ser sinal de toxicidade digital precoce. Xeroftalmia: seca extrema dos olhos. Deficiência de vitamina A. Ceratite, ulceração corneana, cegueira se não tratada. Comum em desnutrição severa. Suplementação de vitamina A é intervenção necessária.

Y

Yellow fever: Febre Amarela. Doença viral transmitida por mosquitos. Vacinação é medida preventiva principal. Sinais: febre alta, icterícia, hemorragias. O enfermeiro de vigilância epidemiológica notifica casos suspeitos imediatamente. Z-E: escala de Zung para Depressão e Ansiedade. Instrumento de rastreio validado. 20 itens, escore de 20 a 80. Acima de 50 sugere depressão. Acima de 60 indica depressão moderada a severa. Sensível a falsos positivos em pacientes com doença física grave. Interpretar com cautela. Zika: vírus transmitido por Aedes aegypti. Microcefalia em fetos é complicação mais grave. Sintomas: exantema maculopapuloso, artralgia, conjuntivite, febre baixa. Diagnóstico por PCR ou IgM. Notificação compulsória. O enfermeiro de atenção básica orienta sobre prevenção e notificação.

Zoonose: doença transmitida de animal para humano. Leishmaniose, hidrofobia, toxoplasmose, babesiose. Controle de vetores e educação sanitária são funções da enfermagem em saúde pública. Zollinger-Ellison: síndrome de Zollinger-Ellison. Gastrinoma secretor de gastrina. Úlceras pépticas múltiplas e refratárias, diarreia. O enfermeiro acompanha paciente em omeprazol em dose elevada e monitora complicações hemorrágicas.

Por onde começar a estudar essa terminology na prática

A lista acima cobre o núcleo do que aparece no dia a dia. O restante você constrói com exposição. Ler livro de farmacologia, fazer flashcards e anotar siglas novas em um caderno próprio funciona. Mas o método que realmente fixa é o seguinte: todo termo novo que você encontra na prescrição, anota a sigla, o significado completo, a via de administração se aplicável e um exemplo de uso. Três linhas por termo. Leva cinco minutos. Em seis meses você tem um glossário pessoal de cerca de quinhentos itens. Um problema específico que encontrei: pacientes de UTI com bomba de infusão multi CANAL. O campo da bomba pede abreviação do medicamento. Alguns médicos escrevem "DOPA" para dopamina, outros "DA", outros "DOP". A farmácia central entregou uma bolsa com rótulo ambíguo. A solução foi criar um formato padrão na unidade. Cada medicamento vasoativo recebeu código de cores e abreviação padronizada. Dopamina ficou "DOPA", noradrenalina "NOR", dobutamina "DOB". Zero ambiguidade desde então. Custou duas semanas de implementação e uma reunião com a equipe. Evitou pelo menos dois eventos adversos potencialmente graves no primeiro mês. Outro ponto que poucos ensinam: siglas variam entre instituições. "PUN" pode ser Punção Venosa ou Pontuação. "GOT" é transaminasa, mas em outro hospital pode ser abreviação de algo totalmente diferente. Sempre confira o glossário interno da sua unidade antes de assumir o significado. O risco de erro de interpretação em prescrição é real e documentado em estudos de segurança do paciente.

A ANVISA publica a RDC 50/2009 e a RDC 36/2013 com normas sobre boa prática de enfermagem e gestão de risco. A PORTARIA GM/MS 1.348/2013 regulamenta a rede de urgência e a triagem. Consultar essas portarias diretamente no site da ANVISA ou no Diário Oficial evita depender de resumos de terceiros que podem estar desatualizados. Versões atualizadas aparecem periodicamente com alterações em protocolos de isolamento, notificação e classificação de riscos. Se você precisa de uma referência rápida para consulta, a Tabela de Termos Técnicos de Enfermagem da Confederação Nacional de Saúde pode ser encontrada em portais institucionais. O documento mais acessível e mantido é o do Ministério da Saúde, disponível gratuitamente. Baixe, imprima e mantenha na sua estação de trabalho. Ter o material físico evita perda de tempo buscando online em emergência. A maioria dos erros com terminologia acontece por pressa, não por ignorância. Dois segundos para verificar uma sigla em ambiguidade economizam minutos de correção e, em alguns casos, evitam dano ao paciente. A prática de escrever a evolução com termos completos, mesmo que demore mais nos primeiros meses, reduz retrabalho e questionamentos da auditoria. No longo prazo, a padronização economiza tempo. A curva inicial é íngreme, mas se achata rápido.

Termos Técnicos Para Dor , DICIONÁRIO DOS TERMOS TÉCNICOS DE ENFERMAGEM ...
Termos Técnicos Para Dor , DICIONÁRIO DOS TERMOS TÉCNICOS DE ENFERMAGEM ...

Se você está começando na enfermagem e quer dominar os termos técnicos de enfermagem de a a z, comece pelos cinquenta mais frequentes na sua especialidade. Cardiologia tem termos diferentes de psiquiatria, que tem termos diferentes de UTI. Adaptar o estudo ao contexto reduz tempo e aumenta retenção. O resto vem com o tempo.