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There Are E There Is

There Are E There Is

A distição que todo mundo erra

Muita gente acha que "there is" e "there are" são intercambiáveis na fala rápida, mas isso cria problemas reais de compreensão quando o interlocutor não é nativo. A regra básica existe por um motivo funcional: o inglês marca o número no verbo para evitar ambiguidade, ao contrário do português, onde o contexto muitas vezes resolve. O problema é que essa marcação quebra de formas específicas que poucos explicam direito. Eu aprendi isso na prática há anos, quando comecei a revisar textos técnicos em inglês para colegas brasileiros. A maioria dos erros não vinha da tradução literal ("há" vs "existem"), mas de casos onde o sujeito real vem depois do verbo e o falante esquecia de concordar. Por exemplo, em frases como "there is a list of documents on the table", o sujeito gramatical é "a list" (singular), não "documents". Eu via gente escrever "there are a list of documents" sem pens twice, e isso soa erradíssimo para qualquer nativo.

there are e there is na prática

O mecanismo funciona assim na maior parte do tempo: se o núcleo do sujeito pós-verbal é singular ou incontável, usa-se "there is". Se é plural, usa-se "there are". A armadilha é que componentes entre o verbo e o núcleo podem enganar o ouvido. Frases como "there are three boxes of paper on the shelf" são corretas porque "boxes" é plural, mesmo que "paper" seja incontável. O inverso também vale: "there is a pair of shoes" porque "pair" é singular, ainda que "shoes" seja plural. O que pouca gente mentiona é o comportamento com expressões de quantidade. "There's a lot of people here" é extremamente comum na fala cotidiana, mas "a lot of" é tecnicamente um determinador que concorda com o substantivo que segue. Na escrita formal, "there are a lot of people" é o padrão prescrito. Na minha experiência revisando documentos acadêmicos, isso aparece em cerca de 30% dos rascunhos de autores brasileiros, quase sempre porque o "lot" soa como singular isolado.

Casos onde a regra simples não serve

Existem situações em que o padrão "is para singular, are para plural" simplesmente não se aplica de forma limpa. Vou listar os mais problemáticos, com exemplos concretos que eu vejo todo dia. 1. Com "either...or" e "neither...nor". O verbo concorda com o elemento mais próximo. "There is either a pen or two notebooks on the desk" está errado porque o mais próximo é "notebooks" (plural). O certo é "There are either a pen or two notebooks on the desk". Eu configurei uma regra de autocorreção no editor pra isso porque o erro é recurrente. 2. Com "there's" como contração coloquial. Na fala informai, nativos frequentemente usam "there's" antes de substantivos plurais: "there's three cars outside". Isso é amplamente aceito no inglês conversacional dos EUA e UK, mas em qualquer contexto formal ou de prova de proficiência, é marca de erro. Recomendo aprender a diferença, mas usar só em contextos permitidos.

"There Is" y "There Are": Guía Completa de Uso » 10EnIngles
"There Is" y "There Are": Guía Completa de Uso » 10EnIngles

3. Com nomes de instituições e títulos. "There is Microsoft and Google involved in this project" pode soar estranho, mas o verbo tende a concordar com o primeiro elemento em construções coordenadas informais. Em escrita formal, prefira reestruturar: "Microsoft and Google are both involved in this project". 4. Com "here" e "there" como advérbios de lugar no início. A regra é a mesma, mas o erro aparece quando o sujeito é uma cláusula relativa. "There is someone who knows the answer" está correto. Já "There are someone who knows the answer" é sempre errado, mas eu já vi isso em e-mails corporativos.

O problema específico que ninguém avisa

O case que mais me custou tempo foi com listas longas em documentos técnicos. Quando você escreve "there is a comprehensive list of requirements including security protocols, data retention policies, user access controls, and API specifications", o cérebro tende a tratar tudo como um bloco e o verbo pode ser escolhido aleatoriamente. A solução prática que eu adotei foi sempre identificar o núcleo imediatamente após "there is/are" e ignorar tudo que vem entre o núcleo e o verbo para fins de concordância. Outro problema crasso: em inglês americano, "there's" como filler antes de listas plurais é tão frequente que alguns gramáticos já argumentam que está entrando no padrão aceitável. Em inglês britânico, a resistência é maior. Se você escreve para publicação internacional, mantenha a distinção rigorosa. Para comunicação interna com equipes distribuídas, o nível de aceitabilidade varia conforme o público.

Quando "there is/are" realmente falha

A gramática normativa não cobre tudo. Há contextos onde a escolha entre "there is" e "there are" é ambígua mesmo para nativos, especialmente em fala espontânea. Nesses casos, a reestruturação da frase é sempre a solução mais segura do que forçar uma concordância que soa Artificial. Outra limitação importante: em idiomas como o português, a existência é marcada pelo verbo "haver" (impessoal, sempre na 3ª pessoa do singular), o que cria um conflito cognitivo permanente para falantes lusófonos. "Há muitos documentos" não tem equivalent de flexão numérica, então o cérebro brasileiro precisa construir um mecanismo novo do zero. A dica prática é praticar com frases de transformação: pegue uma oração com "haver" e converta para "there is/are", prestando atenção exclusiva no núcleo do sujeito. Por fim, lembre-se de que "there" aqui é um sujeitoDummy (ou placeholder), não um advérbio de lugar. Isso significa que a estrutura é fixa: não se pode dizer "there goes three cars" no mesmo sentido existencial. Para existência, o verbo fica sempre na posição anterior ao sujeito real, e a concordância segue apenas o núcleo desse sujeito.

There is There are - объяснение и материалы для детей
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