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Tipos De Pipas Nomes

Tipos De Pipas Nomes

Pipas: um guia prático dos tipos e nomes que realmente valem a pena

Quem mora perto do Maracanã ou do Aterro do Botafogo sabe que tem pipa boa e pipa que só dá trabalho. O mercado hoje vende de tudo: desde aquelas moldadas em plástico que voam 30 segundos e caem na laje do vizinho até as artesanais de varas de bambu e papel de seda que seguem subindo até o pôr do sol. A confusão começa exatamente aí — não existe um padrão único de nomenclatura. O que chamamos num bairro pode ser outro nome em outro estado. Tipos de pipas nomes variam tanto que, no começo, eu mesmo gastava tarde da noite pesquisando na internet por algo como "como chamar aquela pipa que parece um losango invertido com rabiola dupla". A resposta simples é: não há registro oficial. O que funciona é o pragmatismo do brincante.

Conheça os tipos de pipas nomes mais comuns no Brasil

Vamos começar pelas que eu vejo todo domingo no Parque do Engenho de Dentro. A primeira é a pipa losango, a clássica. Varas cruzadas, papelo ou plástico, rabiola de papel ou tecido. Funciona em ventos a partir de 10 km/h. Se o vento passar de 25 km/h, o risco de arrebentar as varas ou voar direto para o cabo de energia é real. Eu já perdi três de uma vez numa rajada assim no verão de 2019. A solução? Colocar uma linha de segurança amarrada na base da vara vertical, prender no chão com um pedaço de corda de 3 metros. Não é bonito, mas evita que você passe o dia inteiro caçando pedaços de papel. A seguir vem a pipa quadradona, ou pipa-rainha. É aquela que tem um quadrado ou retângulo bem esticado, geralmente com rabo longo e muitas fitas coloridas. O nome "quadradona" vem do formato, não da marca. Ela exige vento mais constante, entre 12 e 20 km/h. Se o vento for muito forte e turbulento, a quadradona balança demais e enrola o barbante sozinho. No meu caso, o problema que eu encontrei foi com a amarração das varas: usar nós de sapateiro direto no plástico dura menos de uma hora. A virada foi passar um pedaço de isolante térmico nos pontos de tensão e repetir o nó. Depois disso, as pipas sobrevivem pelo menos três dias de brincadeira intensa. Outra categoria importante é a pipa avião. Não é uma pipa de verdade no sentido técnico, mas o pessoal do bairro chama assim porque o formato lembra uma aeronave. Geralmente feita de isopor ou plástico leve, voa baixo e rápido. Ideal para crianças pequenas ou para quem quer brincar em espaços pequenos, como um quintal ou praça de bairro. O defeito principal: em ventos fortes ela entra em parafuso e cai de bico. Eu descobri isso na prática quando tentei subir uma avião de isopor num dia de 30 km/h no Recreio. A pipa girou três vezes e rasgou na árvore. A lição: avião não passa de 15 km/h de vento. A partir daí, troque por uma losango.

Pipas artesanais versus industrializadas: quando fazer a troca

As pipas industrializadas, aquelas compradas em bancas ou supermercados, são baratas e confortáveis. Custam entre R$ 3 e R$ 15. O problema é a durabilidade. O plástico delas é fino, as varas são de bambu mal secado e o barbante já vem enrugado. Em uma sessão de 40 minutos, você já percebe se a vareta está trincando. Eu recomendo só comprar industrializada se for para uso pontual, tipo uma tarde de férias ou um evento escolar. Para brincar com frequência, investir em uma artesanal de varas de fibra de vidro e papel de seda custa cerca de R$ 40 a R$ 60, mas dura anos se você fizer a manutenção correta. A manutenção de uma pipa artesanal envolve dois pontos que ninguém explica direito. O primeiro é a curvatura das varas. A vara horizontal precisa ter uma leve curvatura para dar estabilidade. Se estiver reta como um palito, a pipa treme e desvia para o lado. O segundo é o ponto de amarração do barbante. Ele deve ficar a cerca de 15 a 20 centímetros da base da vara vertical, ligeiramente acima do centro de gravidade. Já vi muita gente colocar abaixo do centro e a pipa entrar em loop infinito. O ajuste fino custa dois minutos e evita meia hora de frustração.

Tipos de Pipas e Seus Nomes | PDF | Pipa | Hobbies
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Materiais: o que usar e o que evitar

Varas: bambu de 6 a 8 mm de diâmetro é o padrão. Fibra de vidro é melhor para ventos fortes, mas mais cara. Evite varetas de plástico flexível de brinquedo — elas empenam rápido e a pipa perde a forma. Papel: papel de seda é leve e reage bem a ventos fracos. Papelo é mais resistente, mas pesa e exige mais vento para subir. Eu uso papel de seda para ventos abaixo de 15 km/h e papelo acima disso. A troca de material leva cerca de 5 minutos e muda completamente o comportamento da pipa. Barbante: linha de nylon número 20 ou 25 é o padrão. Linha de pesca funciona, mas escorrega nos nós e é difícil fazer amarrações firmes. Eu substituí linha de pesca por nylon há dois anos e a diferença de resistência foi imediata. O nylon segura melhor e não desfia com atrito.

Erros comuns que quebram sua pipa (e como evitar)

O erro mais frequente é subir a pipa com vento rasteiro. Vento de terra, daquele que sobe empurrando a pipa para cima, é ideal. Vento rasteiro, que sopra paralelo ao solo, faz a pipa deslizar e enrolar o barbante. A diferença entre um e outro é só 2 km/h de velocidade e uma mudança de direção. Se a pipa está subindo torta, pare de puxar. Solte 50 centímetros de linha, espere ela se estabilizar e retome devagar. Outro erro é apertar o nó final do barbante sem deixar folga para o movimento. O nó deve ser firme, mas nunca tão justo que impeça a vara de girar levemente. Eu costumo deixar uns 2 milímetros de folga. Parece pouco, mas faz toda a diferença quando a pipa entra em movimento de oscilação.

Onde encontrar pipas de qualidade

No Rio de Janeiro, o espaço tradicional é a Praia de Copacabana nos fins de tarde de sábado e domingo. Vendedores ambulantes oferecem desde as artesanais até as importadas da China. Em São Paulo, o Mercado Municipal tem barracas especializadas em materiais para pipa. Fora dos grandes centros, a opção mais confiável é pedir indicação para grupos locais de brincantes. O Facebook tem comunidades ativas em quase todas as capitais, e os membros costumam indicar quem faz pipas boas na região. Se você mora em outra cidade e não encontra onde comprar, fazer você mesmo é a saída mais barata. Com varas de bambu, papel de seda, cola branca e linha de nylon, dá para montar uma losango funcional em cerca de 30 minutos. O custo total fica abaixo de R$ 10, metade do preço de uma industrializada de qualidade duvidosa. O que diferencia uma pipa boa de uma ruim não é só o material. É a forma como ela responde ao vento, a precisão dos nós e a experiência de quem a construiu. Essas três coisas não aparecem na etiqueta do produto. Você descobre depois de subir a primeira vez. E, quando descobre, já sabe o que procurar na próxima.

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