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Títulos Do Grêmio Libertadores

Títulos Do Grêmio Libertadores

Os títulos do Grêmio na Copa Libertadores

O Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense conquistou o torneio em duas ocasiões, em 1983 e 1995. Entre finalistas perdidos, há ainda 2017, quando perdeu para o Boca Juniors nos pênaltis após empate em 1x1 no tempo regulamentar e prorrogação. Em 1983, o título veio na decisão contra o Colo-Colo, chileno. O placar agregado foi de 2x2, mas o Grêmio venceu nos pênaltis por 4x2. Beto Couto marcou o gol decisivo no tempo regular, e Mozer converteu a decisão na cobaia. Em 1995, a história foi diferente. O adversário foi o Atlético Nacional, da Colômbia, e o Grêmio venceu o jogo de volta no estádio do adversário por 1x0, com gol de Renato Portaluppi. O placar agregado foi 2x1. O técnico era Luiz Felipe Scolari, que montou um time com Zé Roberto, André Cruz, Válber e Renato no meio-campo. A defesa foi um dos pontos mais sólidos daquele ano, com menos de 10 gols sofridos em toda a competição. Um detalhe que muita gente esquece: em 1983, o Grêmio ainda jogava no Estádio Olímpico Monumental, que tinha capacidade reduzida e infraestrutura precária. Muitos jogos fora foram disputados sem o conforto que os clubes têm hoje. O viagem até o Chile para os jogos decisivos envolvia conexões e lotações apertadas em voos comerciais. Não havia charter como nos dias de hoje.

Outro ponto que os dados crus não mostram é a questão logística entre os dois títulos. De 1983 a 1995, o Grêmio passou por rebaixamento em 1992 e levou anos para retornar ao patamar competitivo necessário. Muita gente associa os títulos apenas aos nomes das épocas, mas o caminho entre eles foi longe de linear. O clube passou por ciclos de crise administrativa, instabilidade técnica e falta de planejamento estrutural. O título de 1995 foi construído sobre uma realinhamento financeiro que só ocorreu no início dos anos 90, com a chegada de investidores mais organizados e a profissionalização do departamento de futebol. Quem estuda a fundo percebe que o torneio de 1995 teve uma particularidade tática importante: Scolari usou um esquema 3-5-2 que muitas vezes se transformava em 5-3-2 no faseamento defensivo. Isso permitia que os laterais subissem com liberdade enquanto a linha de três zagueiros cobria os espaços. O problema é que esse sistema exigia laterais com condição física excepcional, e Renato e Fabiano pareciam nunca cansar. Já em 1983, o esquema era mais clássico, com 4-4-2 tradicional, e o diferencial estava na velocidade de transição ofensiva e na experiência de Beto Couto como referência dentro da área. Existe ainda uma curiosidade histórica: o Grêmio foi o primeiro clube brasileiro a vencer a Libertadores fora do Brasil em partida única decisiva. Em 1983, o jogo de desempate foi realizado em campo neutro em Santiago, no Estádio Nacional. Em 1995, o jogo decisivo foi disputado em Medellín, também em campo neutro. Essa particularidade demonstra como a Copa Libertadores daquela época funcionava de maneira muito diferente do formato atual, com mais jogos em campo neutro e menor peso para o fator mandachuva.

Se você está pesquisando sobre o assunto, é útil saber que a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e a CONMEBOL mantêm registros oficiais completos em seus portais. O histórico de decisões, escalações e artilheiros está disponível para consulta. Há também documentários e materiais de arquivo da ESPN Brasil e da Globo que cobriram as duas campanhas com profundidade. Para dados estatísticos mais avançados, o site da CONMEBOL oferece bases de dados que permitem cruzar informações de jogos, desempenho individual e comparação entre edições diferentes do torneio.

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