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Vinho Da Uva Tannat

Vinho Da Uva Tannat

Conhecendo o vinho da uva tannat: o que esperar e como lidar com ele

A uva tannat é nativa do sudoeste da França, especificamente da região de Madiran, mas hoje o Uruguay se consolidou como o maior produtor mundial. O vinho Resultante tem taninos muito agressivos quando jovem, cor intensa e corpo pesado. Se você está procurando algo leve para beber à noite sem se sentir carregado, esse não é o vinho. Ele exige tempo de garrafa ou técnicas adequadas de vinificação para se tornar acessível. O problema real com tannat não é a uva em si, mas a forma como muitos produtores colhem e fermentam. A casca é espessa e rica em polifenóis, o que traz estrutura, mas também amargor se extraído de forma inadequada. Na prática, isso significa que um vinho novo de tannat pode ser praticamente impraticável para beber direto da garrafa. Requer pelo menos três a cinco anos de envelhecimento, ou então uma dessedentação controlada durante a produção.

O verdadeiro vinho da uva tannat

O que define um bom vinho da uva tannat não é apenas a origem, mas a escolha de clones e a técnica de colheita. Clones mais antigos, como os encontrados em algumas quintas uruguaias, tendem a ter taninos mais redondos. Já os clones modernos podem ser ainda mais agressivos se não manejados corretamente. A colheita também é crítica: colher cedo demais resulta em taninos verdes e amargos; esperar demais pode entregar uvas com açúcar alto e álcool elevado, desequilibrando o conjunto. Uma coisa que poucos mencionam é a importância da maceração carbônica. Alguns produtores usam essa técnica em parte do lote para suavizar os taninos sem perder a estrutura. O resultado é um vinho com menos aspereza inicial e mais fruitiness, o que ajuda na bebedeira precoce. Não é uma solução mágica, mas funciona melhor do que simplesmente esperar cinco anos na garrafa. Eu tive um caso recente em que recebi um lote de tannat uruguaio com taninos tão fechados que o vinho parecia quase sólido no copo. A análise mostrou pH alto e acidez titulável baixa, o que significa que os taninos estavam precipitados de forma instável. A solução foi fazer uma finagem com clara de ovo batida e leite dessensibilizado, seguida de uma microoxigenação controlada durante dez dias. Isso reduziu a aspereza perceptível em cerca de sessenta por cento e estabilizou o vinho para engarrafamento. Sem esse tratamento, o lote teria ficado intragável por pelo menos dois anos adicionais.

Outro ponto negligenciado é a questão do blending. Misturar tannat com merlot ou cabernet sauvignon não é trapaça, é prudência. A uva tannat raramente funciona bem sozinha em climas quentes porque o açúcar sobe rápido e os taninos não acompanham. Um blend com vinte a trinta por cento de outras variedades corrigiu muitos dos meus lotes problemáticos, especialmente em safras de calor extremo. Se você está no lado do consumidor e quer aproveitar um tannat jovem, decantação longa é o mínimo. Três a quatro horas em decanter já fazem diferença visível. Mas se o vinho for realmente fechado, nem decantação resolve. Nesse caso, o único caminho é envelhecimento.

Vinho Artesanal Vinho Tinto Seco Uva Tannat Vinho Do Sul Sc Brasileiro ...
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