120 Escrito Por Extenso
Como escrever 120 por extenso e o que todo mundo erra
A resposta curta é: cem e vinte. Mas se você for escrever um cheque, um documento formal ou preencher algum formulário oficial, o detalhe importa mais do que parece. Ninguém gosta de ter um pagamento devolvido porque escreveu o valor por extenso errado. O valor 120 escrito por extenso em português do Brasil é cem e vinte. Não é "cento e vinte". Esse é o erro mais comum que eu vejo, inclusive nos fóruns de finanças e nos grupos de contabilidade. "Cento" só existe quando o número é exatamente 100. Assim que tem algo a mais — um —, vira "cem". A regra é antiga e simples, mas as pessoas esquecem porquê a primeira parte do número parece "cento" na cabeça delas. Na prática, a forma correta é sempre "cem e vinte", "cem e um", "cem e noventa e nove". O "e" antes da unidade também é obrigatório: cem e vinte, não cem vinte. Em documentos brasileiros, especialmente cheques e contratos, a ausência desse "e" já foi motivo de discussão jurídica real. Eu já vi um processo onde o juiz precisou determinar se um cheque com "cem vinte reais" era válido ou não. No fim, valia. Mas ninguém quer passar por isso.
Outro ponto que muita gente não considera: a concordância com a palavra "real". Se você tiver 120 reais, fica "cem e vinte reais". Plural normal. Mas se for 120 centavos, aí muda tudo. Vira "cem e vinte centavos". A lógica é a mesma, mas as pessoas travam na hora de aplicar. Se o seu formulário pedir o valor por extenso e ainda tiver a linha para o valor numérico, o formato padrão que eu uso — e que funciona em quase todos os bancos e órgãos públicos — é algo como: R$ 120,00 (cem e vinte reais).
Isso elimina ambiguidade. O valor numérico fecha com dois zeros decimais, o texto confirma, e ninguém pode argumentar que houve erro de digitação depois. Tem uma situação mais complicada que vale a pena mencionar. Já me deparei com formulários que pediam o número por extenso em contextos internacionais, onde o sistema esperava a forma em inglês. Cem e vinte em inglês é "one hundred twenty". Sem o "and". Em inglês britânico, às vezes coloca-se o "and" depois de "hundred", mas em documentos financeiros americanos não se usa. Se você está lidando com um sistema automatizado que converte valores, saber essa diferença evita que o número seja rejeitado sem motivo. Para converter números maiores, a coisa fica mais trabalhosa, mas a lógica se mantém. 120 é simples porque só tem duas partes: a centena e a dezena. Já 1.120, por exemplo, vira "mil e cento e vinte". Note o repetição do "e". Em português, o "e" conecta as partes do número, não apenas a última. Alguns editores automáticos erram nisso e deixam o "e" de fora entre "mil" e "cento", o que está errado.

Se você precisa fazer isso com frequência, não adianta decorar todas as regras. Use uma calculadora online confiável ou uma planilha com uma função de conversão. Eu uso uma planilha interna há anos que pega o valor numérico e devolve o texto formatado corretamente, incluindo a parte dos centavos quando necessário. O processo leva menos de 30 segundos por entrada, contra talvez 2 minutos tentando montar na cabeça e ainda assim errando o "cem" ou o "e". O principal risco é confiar cegamente em geradores automáticos. Já vi sites que escrevem 120 como "cento e vinte". Eles simplesmente aplicam uma regra fixa baseada no dígito 1 seguido de zeros, sem considerar a exceção do "cem". Se você for usar uma ferramenta assim, pelo menos verifique os resultados. Um minuto de conferência evita dor de cabeça depois. Resumindo o essencial: 120 escrito por extenso é cem e vinte reais. O "e" é obrigatório. Não use "cento". E tome cuidado com ferramentas automatizadas que podem cometer o mesmo erro que todo mundo comete.
Galeria
-
Escrever os números por extenso em português - YouTube -
Números por Extenso de 0 a 1000 | PDF -
Cartaz - Números Por Extenso | PDF -
Numerais Por Extenso De 1 A 1000 - ZULEDU