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Assinale A Alternativa Na Qual Há Inadequação Quanto À Acentuação

Assinale A Alternativa Na Qual Há Inadequação Quanto À Acentuação

Como identificar erros de acentuação em questões de concurso

Você já se deparou com uma prova pedindo para assinale a alternativa na qual há inadequação quanto à acentuação e travou porque dois itens pareciam errados? Isso acontece com frequência. O segredo não é decorar regras soltas, mas entender o que o examinador realmente quer testar. A banca quer ver se você domina a regra geral e as exceções mais cobradas. A maioria das questões foca em três áreas: acentuação dos ditongos abertos, hiato e o uso do acento diferencial. Se você saber isso direitinho, elimina alternativas no piloto automático. Eu tive um caso específico em 2019 que aindaa. Era uma questão sobre a nova ortografia que pedia para identificar o erro. A alternativa D trazia "ideia" como palavra acentuada. Muita gente marcou essa achando que estava correta, mas o problema era que a banca havia colocado "jibóia" com acento, quando na verdade a regra do hiato mudou e ela não leva mais acento. Passei uns vinte minutos relendo porque a pergunta estava mal formulada e tinha duas alternativas que pareciamproblemáticas. A solução foi seguir o critério primário: o primeiro erro evidente, que era a jibóia. Anotar mentalmente o raciocínio e seguir em frente.

Ditongos abertos: o ponto mais cobrado

Palavras como "herói", "papéis", "coração" levam acento no i e no u tônicos dos ditongos abertos. Isso vale até hoje. O que muda com o acordo ortográfico é que palavras como "idéia", "idéia", "jnéis" e "epopéia" perderam o acento. Se a questão trouxer essas formas antigas acentuadas, está errada. Uma pegadinha comum é a palavra "apóio". Com o novo acordo, ela perdeu o acento no ditongo aberto. Muitos candidatos marcam essa como correta, mas na verdade é um dos erros mais frequentes. A forma certa agora é "apoio" sem acento.

Hiato e a regra do o ou u

Se o hiato for formado por o ou u tônicos, seguidos ou não de s, leva acento. Exemplos: "raiz", "raízes", "saúde", "saúdes". Mas se vier depois de ditongo, a regra muda completamente. É o caso de "ideia", "boia", "saindo". Nesses casos, o i ou u não leva acento, mesmo sendo tônico. Outra nuance que os livros não mostram com clareza: o hiato "áreas" leva acento porque o a é tônico e está isolado. Já "ideia" não leva porque o i vem depois de ditongo. Parece contraditório, mas é consistente se você entender a lógica por trás.

Assinale A Alternativa Na Qual Há Inadequação Quanto à Acentuação ...
Assinale A Alternativa Na Qual Há Inadequação Quanto à Acentuação ...

O acento diferencial: o que realmente caiu

Com o acordo de 2008, vários acentos diferenciais foram eliminados. "Pára" (verbo parar) manteve, "pêra" (fruta) manteve. Mas "pôde" (passado) vs "pode" (presente) — aqui o acento no pôde permanece. Já "para" (preposição) não leva mais acento diferencial em nenhuma variação. Outro ponto que cai bastante: a diferença entre "por" e "pôr". O primeiro é preposição, o segundo é verbo. Se a banca colocar "pôr" sem acento como preposição, tá errado. Mas o contrário também vale. Se colocar "por" com acento como verbo, também tá errado.

A regra das monossílabas tônicas

Monossílabos tônicos em a, e, o seguidos ou não de s levam acento. "Pás", "pés", "pós", "lúz". Mas se forem átonos, não levam. "Pas", "pes", "pos". Essa distinção é simples na teoria, mas na prática a questão pode confundir colocando palavras homógrafas. Um erro clássico é a palavra "bem". Quando advérbio, não leva acento. "Ele falou bem". Quando substantivo, também não. Mas "bém" com acento não existe na norma culta. Se aparecer essa forma, já pode marcar como errada.

Dicas práticas para resolver rapidamente

Primeiro, identifique a classe gramatical de cada palavra. Acentuação depende muito da função da palavra na frase. Segundo, use o processo de eliminação. Na maioria das questões, pelo menos duas alternativas estão claramente erradas. Elimine-as e foque nas restantes. Terceiro, desconfie de palavras que parecem normais mas têm acentos estranhos. Se algo te soou errado na primeira leitura, provavelmente está. Terceira leitura é para confirmar, não para mudar de ideia.

Assinale a alternativa na qual há inadequação quanto à acentuação: A ...
Assinale a alternativa na qual há inadequação quanto à acentuação: A ...

Erros comuns que as bancas adoram cobrar

  • "Vômito" — com o novo acordo, a grafia passou a ser "vômito" mesmo, mas "enjoo" não leva mais acento
  • "Física" — acento no i, pois é proparítona
  • "Lâmpada" — acento no â, proparítona
  • "Prédio" — ditongo aberto, leva acento

A parte mais frustrante dessas questões é que algumas bancas erram elas mesmas. Já vi gabarito ser revisto porque a pergunta era ambígua. Se isso acontecer, você ganha tempo — normalmente a correção leva alguns dias e o recurso pode ser feito. Proparítonas: sempre acentuadas. Exemplos: lâmpada, médico, matemática. Oxítonas: acentuadas quando terminadas em a, e, o, ens, em. Exemplos: café, parabéns, armazém.

Paroxítonas: acentuadas exceto quando terminadas em a, e, o, em, ns. Exemplos: fácil (leva), último (leva), júri (leva), réptil (leva). Monossílabos tônicos: acentuados em a, e, o + s. Exemplos: dó, ré, só, mês. Ditongos abertos: í, í, ú no final de sílaba. Exemplos: herói, papéis, céu.

Esses são os pilares. Restantes dependem de casos específicos que caem com menos frequência, como o uso do acento grave e dos trêma, que praticamente desapareceu.

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E quando o gabarito não faz sentido

É raro, mas acontece. O melhor a fazer é registrar o erro formalmente e seguir adiante. Gastar energia discutindo com colegas na hora da prova não ajuda ninguém. Anote, reclame depois e siga em frente. O mais importante é praticar com questões reais de bancas diferentes. Cada uma tem seu estilo. CESPE gosta de cobrar nuances. FGV cobra mais grafia. FGV costuma ter pegadinhas com formas verbais. Cebraspe foca em regência e crase junto com acentuação. Conhecer o perfil da banca é tão importante quanto saber a regra. No fim, a prática é o que separa quem acerta de quem chuta. Resolver pelo menos cinquenta questões antes da prova real já aumenta significativamente sua taxa de acerto.