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Leash Prancha De Surf

Leash Prancha De Surf

Como colocar a ankle leash na prancha de surf sem se complicar

A maioria das pessoas compra a primeira leash e ancora no pescoço do rabeta como se fosse um cordão de chaveiro. Funciona, mas é o jeito mais rápido de rasgar a pele da canela num swell meio pesado. Eu aprendi isso depois de passar três meses com cicatrizes na perna esquerda enquanto tentava entender por que a leash sempre escorregava quando eu remava pro break. O primeiro erro é olhar só o comprimento. A espessura e o material do cordão importam tanto quanto, senão mais. Uma leash de 4 milímetros pra prancha de 6 pés funciona bem em ondas de até 1,5 metro. Se você pegar algo maior com o mesmo cordão, ele vai espirrar como um chicote quando a onda quebrar. Eu troquei de leash depois de ver meu neighbor levar um corte profundo na coxa porque usou a mesma leash grossa dele numa board curta de competição. O material também faz diferença. Poliuretano puro dura mais mas fica rígido com tempo. A mistura com nylon mantém a flexibilidade por mais tempo, embora gaste mais rápido. Se você surfa em recifes, abandona ideia de leash barata. Um rabeta de silicone custa mais mas não rasga no coral quando a prancha volta.

Anlando a ankle leash no pé

Tem duas formas de fazer isso e ambas erradas se você não ajustar a tensão. A primeira é passar por cima do tornozelo e travar no velcro. O problema é que muita gente aperta demais, cortando circulação depois de 40 minutos de surfe. A segunda é passar por baixo, que mantém o sangue circulando mas escorrega mais fácil quando o pé fica molhado de crease. Ajeite minha técnica depois de testar várias combinações. Passo a leash por cima do tornozelo mas deixo uma folga de dois dedos entre o velcro e a pele. Depois entro na água e ajusto de novo porque o neoprene do calçado estica. Isso parece besteira mas evita que a leash desça pro meio da perna quando você cai. O connection point na prancha também merece atenção. A maioria vem com um plug de nylon que vira com o tempo. Eu substituo por um de borracha de caminhão cortado em pedaços de 2 centímetros. Dura duas temporadas a mais do que os plugs originais e não rasga a fibra quando a leash puxa forte.

Problemas práticos que ninguém conta

Numa ocasião específica, minha leash prendeu num bujão de pesca abandonado no fundo do mar. O cordão enrolou e eu fiquei preso a dois metros da prancha enquanto a onda me jogava contra o recife. Cortei a leash com uma faca de pesca que carrego no kit de emergência. Desde aí sempre levo uma faca pequena costurada no bolso da perna do wetsuit. Não é drama, é equipamento. Outro problema comum é a leash enrolar na perna durante o salto. Isso acontece mais em pranchas longas porque o cordão é mais comprido e frouxo. Eu dou um nó de fixação a 30 centímetros do connection point no pé. O nó impede que a leash deslize pra cima mas não interfere na mobilidade. Testei por um inverno inteiro antes de considerar definitivo. A manutenção também é negligenciada. Enxaguar a leash com água doce depois de cada uso remove sal e areia que corroem o velcro e enfraquecem o cordão. Quem nunca faz isso troca de leash a cada seis meses. Com limpeza básica, uma leash de médio porte dura entre dois e três anos.

Leash Prancha de Surf - 6 Pés / 6mm / Duplo Girador FARMS - Momentum ...
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Quando a leash não resolve

Em ondas muito grandes, acima de 3 metros, a leash se torna risco adicional. O impacto pode arrancar o connection point da prancha ou machucar o surfo se o cordão bater forte no corpo. Nesses casos, alguns surfistas usam apenas o leg rope solto, sem connection point fixo. É uma técnica avançada que exige experiência porque a prancha viaja mais rápido do que você consegue remar de volta. Se você está começando, mantenha a leash conectada mas escolha um modelo com stretch built-in. A elasticidade absorve parte do impacto e reduz a força de puxão quando a onda quebra. Marcas como SOS Leashes e Section Eight oferecem modelos com essa característica. O preço é mais alto mas o desgaste corporal é menor. No fim, a leash é um detalhe que todo mundo subestima até acontecer algum problema. Ajustar a tensão, trocar o connection point e manter a limpeza básica resolve 90 por cento das reclamações. O resto é questão de experiência e de conhecer seu tipo de prancha e as ondas que você surfa regularmente.