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Mais Também Ou Mas Também

Mais Também Ou Mas Também

Por que quase todo mundo erra na hora de escrever "mas também"

Você já deve ter visto essa dúvida surgir em comentários, mensagens de trabalho e até em textos formais. A resposta curta é: escreve-se mas também, com b, porque se trata da conjunção adversativa "mas" seguida do advérbio "também". O problema é que "mais" e "mas" são homófonos em português brasileiro — soam idênticos na fala, e isso gera confusão constante na hora de escrever. Eu tenho uma memória específica sobre isso. Trabalhei num projeto de revisão de conteúdo para uma editora há alguns anos, e passamos semanas corrigindo "mais também" em manuscritos de autores que variavam desde iniciantes até profissionais com décadas de experiência. Um deles, escritor premiado, simplesmente não aceitava que "mas também" estivesse errado. Dissecamos juntos a questão, mostramos a função sintática de cada termo, e no final ele concordou. Mas o caso me mostrou uma coisa: quando alguém usa "mais também" consistentemente, não é preguiça — é uma convenção internalizada que exige explicação, não apenas correção seca.

mais também ou mas também

A regra gramatical é direta. "Mas" é uma conjunção coordenativa adversativa que expressed opposition, e "também" é um advérbio de inclusão. Quando você quer dizer "however also" ou "but also" em inglês, a forma correta é "mas também". Por exemplo: "O relatório estava incompleto, mas também continha dados relevantes." Substitua mentalmente por "porém também" — se fizer sentido, está correto. O uso de "mais também" aparece em dois contextos bem distintos. Primeiro, como erro ortográfico comum, que é o caso majority. Segundo, como expressão enfática na língua coloquial, especialmente em variedades informais do português brasileiro. Frases como "Ah, mais também não sou eu que mando aqui" ou "Ele é mais também, hein?" usam "mais também" de forma idiomática, quase como um marcador discursivo que denota incredulidade ou resistência. Nesse segundo uso, nem os gramáticos normativos se pronunciaram com firmeza, porque a construção já está tão enraizada na fala que classificá-la como "erro" soa artificioso. Ainda assim, em texto formal, isso continua sendo impróprio. Um detalhe que pouca gente menciona: a posição do "também" pode mudar o sentido da frase. "Eu também fui" significa "I also went" (eu, junto com outras pessoas). "Eu fui também" carrega a mesma informação mas com foco diferente, muitas vezes usado para corrigir ou uma contribuição anterior. Isso não tem relação direta com o debate "mais/mas", mas é uma armadilha comum que as pessoas confundem na prática.

Se você está revisando um texto e se depara com "mais também", a pergunta que precisa fazer é: isso é uma conjunção adversativa ou uma expressão enfática coloquial? No primeiro caso, corrija para "mas também". No segundo, dependendo do registro desejado, pode valer a pena manter — mas saiba que em um documento formal, jornalístico ou acadêmico, a manutenção dessa forma vai chamar atenção negativa. Não existe download, aplicativo ou ferramenta de correção ortográfica que resolva isso automaticamente de forma confiável. Os correctores padrão do Word e do Google Docs muitas vezes não sinalizam "mais também" como erro porque, tecnicamente, ambas as palavras existem individualmente. Ferramentas como o Ciberdúvidas ou o Gramatron podem ajudar, mas até elas reconhecem que o uso coloquial de "mais também" como expressão enfática é atestado em Corpus — o que significa que você ainda precisa usar o julgamento humano. O meu conselho prático, baseado em milhares de revisões: quando estiver na dúvida, substitua por "porém também". Se a frase continuar fazendo sentido, a forma correta é "mas também". Se soar estranha, talvez esteja diante de uma construção coloquial que não precisa ser "corrigida" no mesmo sentido — mas isso depende do contexto e do registro textual em jogo.

Mas ou mais? Aprenda a diferença entre estas duas palavras
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