Verbo Vir No Plural
Conjugação do verbo vir no plural: o que realmente importa
O verbo vir é um dos que mais gera confusão quando entra no plural, e a culpa não é só da irregularidade — é a colisão com outros verbos também irregulares. Vamos direto ao ponto. No presente do indicativo, a flexão plural fica assim: Nós vimos — primeira pessoa do plural
Vós vindes — segunda pessoa do plural (raro no dia a dia, quase só em textos jurídicos ou regionais) Eles/Vocês vêm — terceira pessoa do plural No pretérito perfeito, que é onde a coisa encrenca de verdade:
Nós vimos — sim, idêntico ao presente. Isso não é um erro, é português mesmo. Vós vinestes — forma regularizada, pouco usada mas existe. Eles/Vocês vieram — essa é a mais frequente na escrita formal.

No pretérito imperfeito, não tem segredo: nós víamos, vós vindes, eles vinham. A terceira pessoa aqui confunde pouca gente porque soa naturalmente diferente. No subjuntivo presente, a pegadinha clássica aparece: que eu venha, que nós venhamos, que vocês venham. Repare no -m final de venham. Muita gente escreve "venha" no plural por influência da fala coloquial, e isso é erro de concordância, não variação aceitável em texto escrito. No imperativo afirmativo: vinde vós, venham vocês/eles. O vinde soa arcaico para a maioria, mas's older legal documents and in Portugal.
Uma coisa que poucos ensinam: o particípio vindo é invariável em gênero mas concorda em número quando usado como adjetivo — "as pessoas vindas do exterior" é correto; "as pessoas vindo" não, a menos que esteja numa perífrase verbal.
onde a maioria erra na prática
O erro mais frequente que vejo em revisões é a omissão do acento circunflexo em vêm. Quando o redator escreve "eles vem", o cérebro já sabe o que quer dizer, mas o texto fica errado. O circunflexo separa vem (singular) de vêm (plural). Não tem como evitar isso com regras mnemônicas simples — o jeito é treinar a leitura atenta. Outro problema recorrente é a confusão entre vimos (do verbo vir) e vimos (do verbo ver). No contexto, geralmente dá pra resolver pela lógica: se a frase fala de chegada, origem, procedência, é vir. Se fala de percepção visual, é ver. Mas em frases isoladas, como em assinaturas de e-mail ou títulos, a ambiguidade permanece. A solução prática que uso é sempre adicionar um complemento ou reescrever: em vez de "Nós vimos o caso", se for do verbo vir, melhor "Nós viemos até o local" ou "Nossos clientes vêm de longe". Um caso específico que me ocorreu semana passada: num contrato de prestação de serviços, o texto dizia "os fornecedores vem das seguintes cidades". Errado, óbvio. Mas o interessante foi que o corretor automático do editor não sinalizou como erro. O problema é que ferramentas de verificação ortográfica ainda têm dificuldade com verbos irregulares em contexto. A minha recomendação prática é sempre passar por uma revisão humana depois do corrector, especialmente em textos formais.
Quanto à variação dialectal: no português brasileiro falado, muitos substituem virdes por vir ("vocês não vir" em vez de "não virdes"). Isso é aceitável na fala informal, mas em qualquer texto escrito com exigência de norma padrão, a forma correta permanece virdes. O mesmo vale para a terceirização do plural: "vocês vêm" é normal no Brasil, enquanto "eles vêm" é mais comum em Portugal. Ambas estão certas, só mudam o grau de formalidade e a região. A conjugação completa não é tão longa assim, mas os pontos de atenção são específicos demais para decorar sem prática. Se você escreve muito em português — contratos, artigos técnicos, documentação — vale a pena consultar a tabela acima e revisar os exemplos. O resto é repetição e olho treinado.
Galeria
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Conjugação Do Verbo Vir | PDF | Mecânica da linguagem | Relações sintáticas -
Conjugação do Verbo VIR - Escola Educação