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Ryzen Com Video Integrado

Ryzen Com Video Integrado

O que acontece quando você usa a placa de vídeo integrada do Ryzen

A maioria das pessoas que monta um PC com Ryzen e coloca Linux instala e esquece. O vídeo integrado funciona, mas não tem ideia do que está acontecendo por baixo. O driver Radeon open-source chamado amdgpu é responsável por tudo, e ele não é perfeito. Eu já passei horas caçando por que uma distribuição mostrava artefatos visuais no KDE Plasma enquanto o GNOME rodava liso no mesmo hardware. O kernel do Linux precisa de uma versão mínima para reconhecer corretamente a arquitetura da sua APU. Se você estiver usando Ubuntu 20.04 com kernel 5.4, basicamente está apostando. O suporte a Raven Ridge e Picasso veio nas versões 5.8 e superiores. Antes disso, o driver tinha problemas sérios de gerenciamento de energia e clock dinâmico.

Configurando ryzen com video integrado no Linux

Você não precisa baixar nada separado. O driver já vem embutido no kernel. O que você precisa fazer é garantir que o firmware correto esteja instalado. No Debian e derivados, o pacote se chama firmware-amdgpu. No Fedora, é amd-gpu-firmware. Sem esse pacote, a APU carrega mas roda em modo de fallback, o que significa que o clock fica travado no mínimo e o consumo de energia sobe sem ganho de performance. A primeira coisa que eu faço ao montar uma máquina com Ryzen integrado é verificar se o firmware carregou corretamente. Rodo o comando dmesg | grep -i amdgpu logo após o boot. Se aparecer alguma linha dizendo "failed to load firmware", você tem um problema. A solução mais rápida é atualizar o kernel e reinstalar o pacote de firmware. Depois disso, o gerenciamento de energia merece atenção. O arquivo /sys/class/drm/card0/device/power_dpm_force_performance_level controla o comportamento. Colocar em auto permite que o driver ajuste os clocks conforme a carga. Forçar em high resolve alguns problemas de stutter em jogos, mas aumenta o calor e o ruído da ventoinha. Eu deixei em auto na maioria dos casos e só mudei quando notei quedas de FPS causadas por clock throttling.

Para quem quer monitorar, o pacote rnnoise não serve aqui. Use o rocm-smi ou oradeongpu. O first um mostra temperatura, clock e uso de memória em tempo real. O segundo é mais preciso para APUs Raven e Picasso. A memória compartilhada do sistema é gerenciada automaticamente pelo driver, mas você pode definir um limite máximo editando o parâmetro vm.max_map_count ou ajustando no GRUB com radeon.vm_size=.

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Limitações que ninguém conta

O vídeo integrado do Ryzen não é para jogos pesados. Isso é óbvio, mas o que as pessoas subestimam é a dependência da velocidade da RAM. A APU usa a memória do sistema como VRAM. Se sua memória rodar em 2400MHz, a performance em jogos leves cai cerca de 30 a 40 por cento comparado a 3600MHz. Eu vi isso na prática com um Ryzen 5 5600G em dois setups diferentes. Mesma placa, mesmas configurações, memórias diferentes. A diferença era gritante. Outro problema real é o thermal throttling. APU não tem dissipador dedicado. O calor vai direto para o VRM da placa-mãe e para o cooler do processador. Em tarefas sustentadas como encode de vídeo, a temperatura sobe rápido. Eu configurei um perfil de ventoinha mais agressivo no psensor e no fancontrol, e consegui manter o clock alto por mais tempo sem atinger o limite térmico. Para quem quer usar a APU como placa de vídeo secundária em um setup com GPU dedicada, o processo é mais trabalhoso. Você precisa configurar o Xorg ou o Wayland para usar o dispositivo correto. No X11, o arquivo xorg.conf precisa ter a opção "PrimaryGPU" apontando para o dispositivo amdgpu. No Wayland, o processo depende do compositor. O sway usa a variável de ambiente WLR_DRM_NO_ATOMIC. O wayfire tem opções similares. Teste antes de confiar.

Resolve um problema específico que eu encontrei

Em uma máquina com Ryzen 7 5700G e placa-mãe B550, o sistema travava aleatoriamente durante reprodução de vídeo 4K no VLC. O driver estava tentando usar a aceleração por hardware de uma forma incompatível com o codec. A solução foi desativar a decodificação por hardware no VLC e deixar o CPU fazer o trabalho, ou alternativamente, forçar o driver a usar o perfil de clock mais estável. Eu optei pela segunda opção e adicionei a linha radeon.dpm=1 ao parâmetro do kernel no GRUB. Os travamentos pararam imediatamente. Se você estiver usando uma distro mais antiga e não quiser atualizar o kernel, há uma saída. O repositoryPPA de kernel principal do Ubuntu ou o repositório do kernel LTS do Debian oferecem versões mais recentes. Eu sempre recomendo atualizar o kernel primeiro antes de gastar tempo debugando. A maioria dos problemas de vídeo integrado no Linux se resolve com um kernel mais novo. A configuração básica que eu recomendo para qualquer setup com Ryzen e vídeo integrado é: kernel 5.15 ou superior, firmware-amdgpu instalado, power_dpm_force_performance_level em auto, e monitoramento com rocm-smi. Qualquer coisa além disso é ajuste fino para casos específicos. Não compile driver do zero a menos que tenha um motivo muito forte para isso.